Líder religioso aponta urgência de despertar espiritual no continente europeu durante encontro missionário na Itália
O pastor Henrique Freitas afirmou que a Europa vive um cenário espiritual que necessita de um novo despertamento, comparando o continente a Jerusalém em tempos de ruína. A declaração foi feita durante a conferência Missão Reversa 2026, realizada em Mantova, na Itália, conforme reportado pelo portal Guiame.
O evento, que ocorre entre 15 e 18 de fevereiro, reúne missionários e pastores com o objetivo de incentivar igrejas formadas por imigrantes a pregarem o Evangelho nas nações ocidentais. A iniciativa baseia-se em um conceito desenvolvido pelo pastor Lierte Soares.
A metáfora de Neemias e a compaixão
Durante sua ministração, Henrique Freitas utilizou a trajetória bíblica de Neemias como modelo para a missão atual. Segundo ele, o trabalho missionário não deve ser fundamentado em estatísticas, mas sim em um sentimento de dor compartilhado com o próximo.
“A missão não nasce de estatística nem de números; a missão nasce de uma dor. A missão nasce quando Deus nos fere com a ferida Dele, quando Deus coloca o sentimento Dele dentro dos nossos corações”
O pastor argumentou que, assim como o personagem bíblico se comoveu com a destruição dos muros de Jerusalém, os cristãos precisam desenvolver empatia pela situação dos perdidos e vulneráveis. Ele destacou que a missão transcultural exige que o indivíduo se esvazie para compreender as necessidades alheias.
O desafio de reconstruir a fé europeia
Ao abordar a situação da Europa, o líder religioso classificou o continente como pós-cristão, observando que locais com forte histórico de adoração encontram-se hoje com igrejas fechadas e estruturas espirituais fragilizadas.
“Deus precisa levantar os seus Neemias. Alguém que olhe e diga: nós vamos reconstruir a Europa do ponto de vista espiritual. Quem são os Neemias de Deus que vão levantar os muros e as portas caídas da Europa e ajudar a reacender um avivamento?”, questionou.
O pastor finalizou sua fala com uma perspectiva otimista, profetizando um período de transformação intensa para os próximos anos. “Está para chegar o dia na Europa, um avivamento como não se vê há 140 anos, onde Deus vai fazer em dias o que não fez em anos”, declarou.
