Movimento diplomático marca ruptura com agenda internacional de gênero sob a nova gestão estatal no país
O Estado colombiano comunicou oficialmente ao Comitê Executivo da Coalizão pela Igualdade de Direitos LGBTI+ sua decisão de deixar o grupo internacional. A medida, realizada em 17 de setembro de 2026, encerra a participação do país no mecanismo dedicado à proteção de pautas da diversidade sexual, conforme reportado pelo portal Evangélico Digital.
A Colômbia havia ingressado no bloco em dezembro de 2024, alcançando a marca de 45º Estado-membro. O país ocupava, inclusive, a copresidência do grupo ao lado da Espanha para o biênio 2025-2027, um cargo que agora é abandonado.
Justificativa e reações ao novo posicionamento
O anúncio foi conduzido pelo vice-ministro de Asuntos Migratorios, Consulares y Protección Internacional, Pedro Agustín Roa. Segundo a pasta, a saída responde a um reordenamento das prioridades governamentais e não reflete alterações nas garantias legais internas já estabelecidas pela Corte Constitucional e pela legislação colombiana.
A atual administração, liderada por Abelardo de la Espriella, tem pautado sua gestão na defesa de valores familiares e religiosos. A saída do bloco é interpretada por analistas como um gesto de alinhamento com a nova narrativa do Poder Executivo.
Impactos na sociedade civil
Organizações como a Caribe Afirmativo, que atuava na copresidência do setor civil dentro da coalizão, lamentaram o rompimento repentino. A entidade pontuou que a decisão pode restringir o protagonismo do país em debates internacionais sobre o tema.
Em sentido oposto, grupos cristãos manifestaram apoio à decisão oficial. Para estes setores, o movimento representa o cumprimento de promessas de campanha voltadas à revisão da política externa e ao retorno de fundamentos que consideram centrais para a nação.
