Assembleia Geral da PCA rejeita moção para permitir mulheres como diáconas ordenadas

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Assembleia Geral da PCA rejeita moção para permitir mulheres como diáconas ordenadas

A Assembleia Geral da Igreja Presbiteriana na América (PCA) tomou uma decisão significativa em sua reunião anual em Louisville, Kentucky, ao rejeitar uma moção que visava permitir que mulheres exercessem a função de diáconas ordenadas. A votação ocorreu na quinta-feira, com os delegados se opondo à Moção 37, apresentada pela Presbitério do Pacífico.

A proposta buscava alterar o Livro de Ordem da Igreja da PCA, especificamente a remoção da palavra “homens” das qualificações para o ofício de diácono. Caso aprovada, a medida permitiria que as sessões locais de igrejas ordenassem mulheres qualificadas, enquanto a restrição do ofício de presbítero (ancião) apenas para homens seria mantida.

Argumentos a favor da moção

Os defensores da moção apresentaram diversos argumentos para sua aprovação. Entre eles, citaram práticas distintas em outras igrejas reformadas, o exemplo bíblico de Febe em Romanos 16:1, estudos teológicos que seguem o complementarismo, escritos reformados históricos e o princípio da liberdade cristã.

Recomendação do comitê e votação final

No entanto, no início da semana, o Comitê de Moções da PCA recomendou enfaticamente a rejeição da moção. O comitê argumentou que os documentos constitucionais da igreja já expressam de forma suficiente a base bíblica, a natureza, as qualificações e os deveres dos diáconos.

Quando a recomendação do comitê foi apresentada à Assembleia Geral completa, os comissários aprovaram a rejeição por uma votação esmagadora, com forte apoio e poucas vozes contrárias. A decisão reafirma a interpretação atual da PCA sobre o ofício diaconal.

Outras decisões da Assembleia Geral

Em outras deliberações, a Assembleia Geral votou na quarta-feira para tornar o “Relatório Parcial do Comitê Ad Interim sobre Nacionalismo Cristão” disponível para revisão por sessões de igreja, presbitérios e outras partes interessadas. Este documento, preparado em resposta a uma moção adotada no ano anterior, não representa a posição final da denominação sobre o nacionalismo cristão.

O relatório oferece afirmações e negações preliminares sobre questões que incluem a relação entre igreja e estado, o envolvimento político cristão, as responsabilidades do governo civil, questões raciais e o conceito agostiniano de “amores ordenados”. Afirma que igreja e estado possuem responsabilidades distintas e ordenadas por Deus, com esferas de atuação separadas. O documento também adverte que qualquer expressão de nacionalismo cristão que promova favoritismo étnico, superioridade racial ou que equipare identidade nacional ao reino de Deus é contrária às Escrituras, aos Padrões de Westminster e ao Evangelho.

Os comissários também aprovaram a extensão do trabalho do comitê por mais um ano, com um relatório final previsto para ser apresentado à 54ª Assembleia Geral da PCA em 2027.

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