Jovem cristão egípcio é martirizado por extremistas na Líbia

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Jovem diácono egípcio é executado por militantes após se recusar a abandonar a fé cristã sob cativeiro na Líbia

Milad Malak, um diácono copta de 20 anos, foi sequestrado e morto pelo grupo Estado Islâmico no início de outubro na Líbia. A informação foi reportada pela International Christian Concern (ICC), detalhando que o jovem havia viajado do Egito em 2 de setembro em busca de trabalho devido à crise econômica em seu país de origem.

O jovem, natural de Sebarbay, estava acompanhado de dois amigos muçulmanos quando foi capturado por militantes em Zliten no dia 4 de outubro. Enquanto os amigos foram libertados após o pagamento de resgates por suas famílias, a condição de Malak como o único cristão do grupo tornou-se o alvo principal dos sequestradores.

Resistência e fé até o fim

Madonna Malek, irmã da vítima, revelou que a família chegou a pagar o valor exigido, mas os criminosos mantiveram o diácono em cativeiro para pressioná-lo a se converter ao islamismo. Diante da tortura e da ameaça de morte, o jovem reafirmou seu posicionamento religioso perante os perseguidores.

“Mesmo que você me corte em pedaços, eu nunca renunciarei à minha fé”

A recusa em abandonar suas convicções levou à execução do diácono. Após semanas de negociações e apelos ao governo egípcio, o corpo foi recuperado e um memorial para celebrar sua vida ocorreu no dia 28 de outubro, reunindo familiares e cristãos.

Contexto de perseguição na região

A ICC aponta a Líbia como o nono país mais perigoso para cristãos. O caso de Malak recorda o massacre ocorrido em 2015, quando 20 cristãos coptas e um ganês foram decapitados por militantes pelo mesmo motivo.

O martírio de Milad Malak é descrito por amigos e organizações de direitos humanos como um exemplo de testemunho de fé, reforçando a instabilidade e o cenário de violência religiosa que atinge minorias em diversas partes do Oriente Médio e do norte da África.

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