Organizadores do evento removeram um grupo de missionários após reiteradas infrações às normas de convivência estabelecidas para os participantes
Um grupo de evangelistas, liderado por um veterano da Marinha, foi expulso do festival Burning Man, realizado no deserto de Black Rock, em Nevada. Segundo a Christianity Daily, os organizadores do evento alegaram que a equipe desrespeitou repetidamente as diretrizes da comunidade, apesar de terem recebido múltiplos avisos antes da medida definitiva.
A organização do Burning Man, que defende princípios como a inclusão radical e o esforço comunitário, afirmou que a expulsão não está relacionada à mensagem religiosa do grupo, mas sim à conduta adotada perante outros frequentadores. A privacidade dos participantes é um ponto central das regras locais.
Burning Man leva a sério o direito à privacidade dos participantes. Buscar permissão e consentimento antes de filmar ou interagir com outros participantes em Black Rock City é um requisito e responsabilidade para qualquer pessoa no evento.
John Calvin Hinerman, que descreve sua atuação como a de um ativista de linha de frente, contestou a versão oficial e argumentou que a medida foi discriminatória. Ele sustenta que o trabalho de evangelização resultou na conversão de aproximadamente 800 pessoas durante o período em que estiveram no local.
O missionário relatou que sua equipe recebeu um prazo de apenas três horas para desmontar toda a estrutura. Em contrapartida, testemunhas ouvidas pelo Reno Gazette Journal confirmaram que o grupo operava um acampamento oferecendo café e chá matcha como estratégia para abordar os participantes.
