País caribenho formaliza pacto global que defende a soberania das nações e o fortalecimento do núcleo familiar como pilar da sociedade
A República Dominicana consolidou sua entrada no Consenso de Genebra, tornando-se a 43ª nação a integrar a coalizão internacional dedicada à proteção da vida, à saúde da mulher e ao fortalecimento da família. A adesão foi oficializada em uma cerimônia realizada no Ministério de Relações Exteriores, com a participação de autoridades nacionais e dos Estados Unidos, conforme relatado pelo site Evangelico Digital.
Com a nova adesão, a aliança passa a representar cerca de dois bilhões de pessoas ao redor do mundo. A assinatura do acordo ocorreu no Salão Verde do órgão diplomático, contando com a presença do ministro das Relações Exteriores, Víctor O. Bisonó Haza, da embaixadora dos Estados Unidos em Santo Domingo, Leah Francis Campos, e de Bethany Kozma, diretora do Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos.
Defesa da soberania e valores nacionais
O chanceler Víctor O. Bisonó Haza destacou que o ingresso do país na iniciativa reflete o compromisso com os princípios constitucionais dominicanos. O ministro ressaltou que a medida legitima o direito soberano de cada Estado em definir suas próprias políticas públicas.
“Esta firma constituye una expresión de los principios que forman parte de nuestra visión como nación y que están consagrados en nuestra Carta Magna. Creemos en la igualdad de la mujer ante la ley, en su derecho a desarrollar plenamente su potencial y acceder a las oportunidades que le permitan avanzar”
A secretária da iniciativa, Bethany Kozma, reiterou que a participação dominicana amplia a voz da coalizão no cenário internacional. O documento assinado prevê o compromisso com a igualdade de oportunidades para mulheres e crianças, além da melhoria no acesso a sistemas de saúde.
Posicionamento diplomático
Durante a recepção realizada na residência da embaixadora Leah Francis Campos, o evento enfatizou a necessidade de resistência a pressões externas de organizações multilaterais. A embaixadora pontuou que a iniciativa busca proteger as nações contra ideologias que, segundo ela, fragilizam as estruturas familiares.
O ato de adesão recebeu apoio de diversas plataformas locais, como o Foro de Mujeres en Defensa de la Vida y la Familia (FOMUDEVI) e o Grupo Acción Cristiana. A coalizão, articulada originalmente sob a liderança de Donald Trump em 2020, mantém o objetivo de coordenar ações conjuntas em fóruns internacionais para promover a agenda estabelecida pela declaração.
