Comissão da Casa Branca Alerta Sobre Crescente Perseguição a Cristãos nos EUA

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Comissão da Casa Branca investiga aumento de perseguição religiosa e alerta sobre necessidade de atenção no cenário nacional

Um grupo de trabalho da Casa Branca, formado há um ano, investigou centenas de casos e entrevistou mais de 100 testemunhas, compilando um relatório extenso sobre o crescente problema de cristãos e outros adeptos de fé enfrentando impactos adversos nos Estados Unidos por praticarem suas crenças. O documento, que ultrapassa 200 páginas, afirma que “nos últimos anos, americanos de todas as origens religiosas têm enfrentado crescente perseguição por suas crenças religiosas”. A recente reunião com o Presidente Donald Trump serviu para ratificar o trabalho da comissão, sinalizando a esperança de ações futuras.

A constatação levanta um questionamento para líderes religiosos se políticos estão mais atentos à perseguição e liberdade religiosa do que eles próprios. A análise foca nos evangélicos, um grupo que representa uma fração das igrejas cristãs nos EUA, mas que se engaja ativamente para moldar a cultura. A questão central é se os encontros denominacionais têm priorizado a liberdade religiosa e a preocupação com os perseguidos.

Ao examinar os eventos recentes de grandes denominações evangélicas, nota-se uma disparidade na abordagem. A Convenção Batista do Sul, por exemplo, focou em resoluções contra violência política e antissemitismo, mas não tomou ações específicas sobre cristãos perseguidos, dedicando mais energia à “Truth and Unity Amendment”. Já a Igreja Luterana Missouri Synod incluiu em um amplo volume de documentos uma resolução encorajando pastores a treinar e equipar fiéis para enfrentar perseguições, além de solicitar ao sínodo que aborde o tema continuamente.

As Assembleias de Deus, em sua última reunião, não registraram ações diretas sobre liberdade religiosa ou perseguição a cristãos, embora o conselho jurídico da organização tenha aconselhado sobre restrições governamentais à liberdade religiosa e discutido o tema da perseguição. A Igreja de Deus, com um histórico de resoluções sobre o assunto, tomou medidas para restaurar um ministério com o objetivo de melhor servir igrejas em ambientes hostis.

A Igreja Presbiteriana na América (PCA) considerou um grande número de propostas, incluindo questões sobre mulheres em ministério diaconal e críticas ao nacionalismo cristão, mas sem ações oficiais sobre perseguição ou liberdade religiosa. Outras denominações como a Igreja do Nazareno, a Aliança Cristã e Missionária, a Igreja Evangélica Livre da América e a Igreja Reformada Cristã na América, em suas reuniões recentes, não apresentaram ações claras ou discussões proeminentes sobre perseguição religiosa ou liberdade de fé.

Em geral, as reuniões denominacionais têm priorizado temas como ordem eclesiástica, governança e questões de ministério interno, como qualificações pastorais e o papel das mulheres. A atenção a temas como nacionalismo cristão e identidade de gênero e orientação sexual também se destacou. Embora muitas dessas denominações se envolvam organicamente em missões globais e sirvam à igreja perseguida, essa atuação não parece ter sido um foco central em suas assembleias anuais.

A publicação do relatório da Comissão de Liberdade Religiosa da Casa Branca, juntamente com relatórios contínuos da USCIRF e outros focados em regiões específicas, indicam que as denominações teriam justificativa para priorizar a preocupação com a igreja perseguida. O Novo Testamento, segundo a análise, dedica considerável atenção à perseguição, enfatizando a necessidade de prover ajuda aos que sofrem. Líderes e membros de denominações são encorajados a focar nas prioridades do Novo Testamento, como o cuidado com cristãos perseguidos, enquanto líderes políticos devem ser reconhecidos quando suas reuniões resultam em maior foco nas prioridades da Primeira Emenda, como a liberdade religiosa.

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