Suécia retém meninas cristãs, apesar de tentativas de suicídio e protestos na Romênia

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Suécia mantém duas meninas romenas sob custódia, gerando protestos e tensão diplomática com a Romênia

Milhares de romenos protestaram em Bucareste no último sábado (data não especificada) contra a decisão da Suécia de não devolver as irmãs Sara e Tiana Samson aos pais, Daniel e Bianca. As meninas, cidadãs romenas de família cristã, viviam na Suécia e foram retiradas de seus pais há três anos e meio sob alegações que, segundo a família, foram falsas. O caso se tornou um ponto de grande atenção midiática e política na Romênia, envolvendo o governo do país em uma disputa com as autoridades suecas.

A retirada das crianças ocorreu quando Sara, a filha mais velha, relatou supostas agressões aos responsáveis na escola. Ela estaria insatisfeita com a proibição de ter um smartphone e usar maquiagem aos 10 anos. Segundo o pai, Daniel Samson, as meninas foram levadas pelos serviços sociais logo após a declaração da filha mais velha. Tiana teria testemunhado e afirmado que sua irmã inventou tudo e que ela mesma estava presente quando a chantagem ocorreu. A própria Sara teria confessado as mentiras poucos dias depois, embora a história não tenha sido suficiente para reverter a decisão das autoridades suecas.

Embora promotores não tenham encontrado evidências de abuso, o estado sueco recusou-se a devolver as menores. Relatos indicam que uma das filhas desenvolveu dependência química e ambas tentaram suicídio múltiplas vezes enquanto estavam sob os cuidados dos serviços sociais suecos. Daniel Samson informou que Sara tem feito uso de cigarros eletrônicos, maconha e outras substâncias. Em videochamada, Sara expressou a profunda angústia, afirmando que os serviços sociais arruinaram sua vida e que não vê mais sentido em viver, tendo tentado tirar a própria vida sete vezes. Tiana também pediu para voltar para casa.

“A Social Services arruinaram minha vida. Não tenho palavras para expressar o quanto eles destruíram minha vida.” Sara Samson.

“Por favor, me levem para casa, não quero mais ficar aqui.” Tiana Samson.

A família Samson alega que os serviços sociais suecos mentiram ao dizer que as filhas não queriam mais vê-los. Com a ameaça de que os outros cinco filhos da família também pudessem ser retirados, Bianca Samson fugiu da Suécia com eles de volta para a Romênia, enquanto Daniel permaneceu no país. Os serviços sociais suecos manifestaram a intenção de colocar as meninas para adoção. A recusa em admitir um erro e devolver as crianças transformou o que poderia ter sido um mal-entendido em um incidente internacional.

O Senado da Romênia aprovou uma declaração exigindo o retorno imediato das irmãs Samson. Titus Corlatean, senador romeno e ex-ministro das Relações Exteriores, afirmou que a Suécia não levou a demanda a sério, descrevendo a cooperação sueca como uma simulação. Ele apontou violações da constituição romena, considerando que as meninas pertencem ao estado romeno.

Críticas ao sistema de serviços sociais sueco também vêm de dentro da própria Suécia. Um político local chegou a acusar o sistema de “sequestro” de crianças. Anders Karlsson, que também teve uma filha retirada por serviços sociais, fundou a Parental Support Agency para defender os direitos dos pais. Ele relata casos de crianças colocadas sob a guarda de assistentes sociais sem qualificação adequada ou com históricos criminais, e menciona a existência de falsificação de credenciais acadêmicas.

No caso dos Samson, a família acredita que a frequência regular à igreja foi usada como justificativa para a retirada das crianças, rotulada como “extremismo religioso”. Daniel Samson alertou outras famílias cristãs sobre os riscos de permanecer na Suécia, afirmando que a menção à fé pode gerar uma “alvo nas costas”.

Corlatean descreveu a Suécia como um “campo de concentração a céu aberto” e prometeu intensificar a pressão, com protestos organizados por comunidades romenas e a elevação da questão em fóruns internacionais. Bianca Samson descreveu os últimos três anos como difíceis, mas agradeceu a Deus e à comunidade cristã pelo apoio e força.

Em resposta, o Conselho Nacional de Saúde e Bem-Estar da Suécia declarou que os assistentes sociais devem ser competentes, que os tribunais são uma salvaguarda legal para crianças, que a Suécia protege a liberdade religiosa e que o melhor interesse da criança é prioridade, com direito à participação em assuntos que as afetam. A família Samson, diante da possibilidade de adoção, entregou a situação a Deus, expressando sua fé e confiança na intervenção divina.

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