Vance detalha avanços em talks com Irã; Israel mantém tropas no Líbano até desarmamento do Hezbollah

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Vice-presidente dos EUA destaca progresso em talks com Irã e foco na estabilidade regional, enquanto Israel adia saída do Líbano até desarmamento do Hezbollah

O vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, encerrou a primeira rodada de negociações com o Irã com um tom otimista, indicando um avanço nas conversas. Vance, que retornou aos EUA após os encontros realizados na segunda-feira, descreveu as 36 horas de diálogo como muito produtivas, ressaltando a criação de mecanismos para garantir a abertura e permanência dos Estreitos de Ormuz e para gerenciar conflitos regionais.

A delegação americana deixou membros da equipe para continuar as negociações técnicas, que, segundo a mídia estatal iraniana, já foram concluídas. Vance enfatizou a importância do acesso de inspetores nucleares ao Irã, o que não ocorria há um longo período. “Estamos falando de um incremento importante”, declarou o vice-presidente, referindo-se ao fortalecimento do regime de inspeções para impedir o desenvolvimento de armas nucleares por parte do Irã.

Apesar do otimismo, Vance observou a natureza às vezes confusa dos negociadores iranianos, recomendando focar nas ações em detrimento das palavras. “Seja de boa ou má-fé, você não pode confiar nas palavras de ninguém. Você tem que confiar no que eles realmente fazem”, afirmou Vance. O presidente Trump, ao ser questionado, priorizou a preocupação com o Irã não possuindo armas nucleares acima de possíveis impactos econômicos.

Paralelamente, em Jerusalém, o empresário bilionário canadense-israelense Sylvan Adams expressou ceticismo em relação ao memorando EUA-Irã. Ele questionou a decisão de Trump em ceder em condições prévias e levantou a hipótese de que as negociações visam estabilizar o preço do petróleo antes das eleições de meio de mandato, evitando instabilidade econômica.

O presidente de Israel, Isaac Herzog, também presente em um evento em Jerusalém, manifestou profunda preocupação com as ações do Irã e seus aliados na região, incluindo Líbano e Gaza. Herzog destacou que Israel se sente diretamente ameaçado pelo “império do mal” iraniano e seus proxies, reiterando que a ambição iraniana de se tornar um estado nuclear limítrofe é uma ameaça tangível à paz mundial.

A questão mais imediata para Israel é o Líbano. O país reitera a intenção de permanecer na zona de segurança no sul do Líbano até que o governo libanês demonstre capacidade de assumir o controle e desarmar o Hezbollah. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu declarou que as Forças de Defesa de Israel possuem “total liberdade” para neutralizar ameaças. Delegações israelenses e libanesas estavam programadas para se reunir em Washington para discutir o desarmamento do Hezbollah e a normalização das relações.

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