Trump ameaça EUA contra Irã por apoio ao Hezbollah no Líbano

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Trump eleva tom contra Irã e ameaça com força militar se não parar apoio ao Hezbollah no Líbano

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reiterou a possibilidade de uso da força militar contra o Irã se o país não interromper o suporte ao Hezbollah no Líbano. A declaração surge em um contexto de negociações entre EUA e Irã, que completaram sua primeira rodada de conversas na Suíça, mesmo com mensagens por vezes contraditórias entre as nações.

O vice-presidente JD Vance destacou no domingo a oportunidade de “virar uma nova página” nas relações EUA-Irã, descrevendo o encontro de alto nível como inédito. “O que o presidente nos pediu para fazer é virar uma nova página para transformar nossa relação com o povo do Irã e estender uma mão que diga ao povo do Irã que se sua liderança estiver disposta a deixar de ser um motor de instabilidade regional”, afirmou Vance. Contudo, o presidente iraniano Masoud Pezeshkian insiste que o programa nuclear do país é inegociável. “Não vamos nos submeter à força, opressão e humilhação. Não renunciaremos ao direito de enriquecimento. E eles têm que aceitar isso”, declarou.

Em paralelo às falas de Vance sobre transformação, Trump utilizou a plataforma Truth Social para enviar um recado direto ao Irã. “O Irã deve parar imediatamente seus PROCURSADOS altamente pagos no Líbano de causar problemas. Se não o fizerem, atingiremos o Irã muito forte novamente, apenas que mais forte!!!”, postou o presidente Donald J. Trump.

O senador Lindsey Graham (R-SC) também mencionou à CBS News que o presidente está preparado para ações mais drásticas caso as negociações falhem. “Passei quatro horas e meia com o presidente Trump na sexta-feira”, revelou Graham. “Aqui está o que eu acho que acontecerá a seguir. Se este acordo falhar, o presidente Trump tomará o Estreito de Ormuz à força. Os Estados Unidos controlarão o Estreito de Ormuz. Cobraremos uma taxa para todos aqueles que passarem para pagar a operação e vamos expandir os Acordos de Abraão no ano civil de 2026 e vamos fazer a Arábia Saudita assinar os Acordos de Abraão, que é a maior mudança em 5.000 anos no Oriente Médio e se o Irã contestar o controle do Estreito de Ormuz, nós os obliteraremos.”

O primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu expressou, em um evento em Jerusalém, a promessa de que o Irã “nunca terá uma arma nuclear” enquanto ele for primeiro-ministro, independentemente dos resultados das negociações. Ele também reafirmou que Israel permanecerá na zona de segurança no sul do Líbano para proteger seu povo. Netanyahu acredita que as condições para uma mudança de regime em Teerã foram criadas, vendo o povo iraniano tomando seu destino nas próprias mãos como um verdadeiro triunfo.

Enquanto isso, Mariam Wahba, da Foundation for the Defense of Democracies, expressou preocupação com o acordo proposto, indicando que ele pode permitir ao regime iraniano intensificar a repressão interna, especialmente contra a comunidade cristã. “O regime procura um bode expiatório aqui. Eles estão procurando alguém para rotular como traidores, inimigos do estado e, como eles realmente chamam, inimigos de Deus. A comunidade de cristãos convertidos falantes de persa do Irã acaba sendo esse bode expiatório e acaba sendo processada como o que eles chamam de ‘traidores sionistas'”, explicou Wahba à CBN News. Ela acrescentou que isso justifica o fechamento de igrejas, prisões em massa e novas formas de perseguição, sinais de que o regime está perdendo o controle.

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