Jovem cristão paquistanês baleado pela polícia enfrenta intimidação para arquivar caso
Alayan Johnson, um motorista de riquexó cristão de 22 anos na província de Punjab, Paquistão, foi atingido por nove disparos da polícia após ser confundido com um suspeito. O incidente ocorreu em 2 de junho de 2026, e a família do jovem relata estar sob pressão para encerrar qualquer investigação sobre o ocorrido.
Em um depoimento gravado em seu leito de hospital, Johnson narrou que, logo após desembarcar um passageiro, uma unidade da Força Dolphin, conhecida por combater o crime urbano, chegou ao local. Segundo o jovem, o passageiro, que seria um indivíduo procurado, disparou contra os policiais e fugiu. Em vez de perseguir o suspeito, a unidade policial abriu fogo contra Johnson.
Os disparos atingiram Johnson nas pernas, coxas, pescoço e abdômen. Uma das balas atingiu seu peito, mas foi bloqueada pelo celular guardado no bolso da camisa, o que, segundo o relato, salvou sua vida. Johnson, que não portava armas, caiu ao ser atingido.
Após ser identificado, Johnson foi levado ao Hospital Benazir Bhutto. Médicos informaram ao jovem, que é o principal sustento de seus pais e cinco irmãos, que ele corre o risco de ficar paralisado em uma das pernas. O caso também expôs alegações de intimidação sistêmica.
Relatos indicam que a família de Johnson tem sofrido pressão contínua de oficiais da Força Dolphin para desistir do caso e interromper a investigação. Inicialmente, Johnson afirmou ter sido forçado a prestar uma declaração falsa na delegacia de Sadiqabad, indicando que o passageiro Arslan o teria baleado. Contudo, posteriormente, no hospital, ele corrigiu seu depoimento, afirmando que os policiais o alvejaram à curta distância, apesar de estar desarmado.
Em resposta, autoridades policiais em Rawalpindi suspenderam e indiciaram os quatro policiais envolvidos na Força Dolphin, determinando uma investigação imparcial. A unidade, já sob críticas por abuso de poder, agora enfrenta um escrutínio maior.
Apesar de Alayan Johnson não ter antecedentes criminais, ele e sua família continuam recebendo ameaças de consequências severas caso não retirem as acusações.
“Ele era um jovem trabalhador que sustentava sua família. A ineficiência imprudente desses oficiais efetivamente roubou um jovem inocente e trabalhador de sua juventude e mobilidade física. Rezamos por uma investigação justa e esperamos que a verdadeira justiça seja feita para o jovem Alayan e sua família.”
A declaração é de um integrante da International Christian Concern (ICC), que acompanha o caso.
