Trump anuncia progresso em acordo com Irã, mas fronteira de Israel vive tensão crescente com Hezbollah
O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, indicou um avanço nas negociações com o Irã, afirmando que o acordo está progredindo bem. A declaração surge em um momento de apreensão em Israel, onde o Hezbollah, grupo apoiado pelo Irã, tem intensificado os ataques com drones explosivos contra a fronteira norte do país. A situação na região segue tensa, com o Exército americano confirmando ações de autodefesa no sul do Irã contra ameaças iranianas.
As forças americanas realizaram ataques em autodefesa no sul do Irã para proteger seus militares de ameaças, conforme comunicado pelo Capitão Tim Hawkins, porta-voz do Comando Central dos EUA (CENTCOM). Hawkins detalhou que os alvos foram duas embarcações que tentavam posicionar minas no Estreito de Ormuz e um local de lançamento de mísseis que visava aeronaves militares americanas. Ele ressaltou que o CENTCOM continua a defender suas forças com contenção durante o cessar-fogo em curso.
As declarações de Trump sobre um possível acordo iminente com o Irã, feitas em sua rede social Truth Social, geraram preocupações significativas em Israel. O presidente declarou que as negociações com a República Islâmica estão avançando positivamente e que o acordo seria benéfico para todos, ou não haveria acordo, levando a um possível retorno a confrontos mais intensos. Durante cerimônias do Memorial Day, Trump homenageou os 13 soldados que morreram na recente guerra com o Irã, conhecida como Operação Epic Fury, reiterando que esses homens e mulheres garantiram que o Irã, principal patrocinador do terrorismo, não desenvolveria armas nucleares.
O Presidente Trump também busca o apoio de países para a adesão aos Acordos de Abraão, que já incluem Emirados Árabes Unidos e Bahrein, e poderia contar com Arábia Saudita, Catar, Paquistão, Turquia, Egito e Jordânia. O Secretário de Estado Marco Rubio expressou confiança nas ações do presidente, mencionando um acordo sólido que visa a abertura dos estreitos e negociações significativas sobre questões nucleares, com apoio global e do Golfo.
Em resposta, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baghaei, declarou que o país não tem um cronograma para finalizar um acordo com os EUA e que buscará seus próprios interesses. Ele afirmou que, nesta fase, os detalhes da questão nuclear não serão discutidos, e que o memorando de entendimento de 14 pontos foca no fim da guerra, com discussões nucleares agendadas para um período de 60 dias após o cessar-fogo.
A notícia do acordo potencial gerou fortes reações em Israel. O líder da oposição israelense, Yair Lapid, classificou os detalhes do acordo, ainda que não totalmente claros, como perturbadores e prejudiciais para Israel, a região e os cidadãos iranianos. Paralelamente, o Hezbollah continua com seus ataques de drones contra tropas israelenses e o norte de Israel, resultando na morte de onze soldados desde o início do cessar-fogo. O grupo libanês se opõe a qualquer acordo com Israel.
Em declaração ao povo israelense, o Primeiro-Ministro Benjamin Netanyahu prometeu uma resposta firme contra o Hezbollah, mencionando equipes dedicadas a combater os drones e a necessidade de aumentar a intensidade dos golpes. Netanyahu elogiou a resiliência dos moradores do norte e enfatizou a importância de responder com força avassaladora. Rubio confirmou reuniões semanais entre Líbano e Israel, mas destacou que o problema principal é o Hezbollah, citando declarações do grupo pedindo a derrubada do governo libanês e afirmando que a existência de um Hezbollah armado dificulta a paz no Líbano, pois o grupo vitimiza a própria população libanesa.
