Cristã sobrevive a terror do Boko Haram e reafirma fé inabalável em Jesus

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Cristã perseguida pelo Boko Haram na Nigéria retorna à comunidade e reafirma sua fé inabalável em Jesus Cristo

Uma mulher cristã que sobreviveu a um brutal ataque do grupo terrorista Boko Haram na Nigéria optou por retornar à sua comunidade para encorajar outros a manterem a fé em Jesus, independentemente das circunstâncias.

Esther, que cresceu em Gwoza, no estado de Borno, e era filha de pastor, descreveu a vida em sua comunidade antes dos ataques como pacífica, marcada pela rotina religiosa e pelo trabalho na terra. Ela participava ativamente da igreja, tanto no coral quanto como secretária da congregação.

A tranquilidade foi interrompida quando o Boko Haram atingiu a região. O que começou como um boato se tornou uma realidade devastadora. Esther relatou que a comunidade, majoritariamente cristã, foi informada de que soldados viriam protegê-los, mas foram surpreendidos por um ataque dos terroristas. “Antes que pudéssemos fugir, já havia pessoas mortas”, contou ao Global Christian Relief.

Durante o ataque, o sogro de Esther, que permaneceu para cuidar dos animais da família, foi assassinado e degolado. Sua sogra realizou o sepultamento antes que a família fugisse às pressas. “Eles o assassinaram. Foi minha sogra quem o enterrou. A cabeça foi separada do corpo. Antes do amanhecer, todos já tinham fugido”, relembrou.

Esther e sua família buscaram refúgio em uma região montanhosa, onde permaneceram escondidos em uma caverna por cerca de duas semanas. O local chegou a receber gás lacrimogêneo em operações de busca dos terroristas, que visavam eliminar qualquer sobrevivente. “Se eles ouvissem alguém tossir, iam até lá e matavam. Mas Deus nos protegeu e isso não aconteceu conosco”, afirmou.

Após dias de fuga noturna pelas montanhas, a família conseguiu atravessar a fronteira para os Camarões, onde enfrentaram novas dificuldades, dormindo ao relento em locais infestado de vermes.

Um ano depois, Esther decidiu retornar à Nigéria para reconstruir sua vida e se reunir com familiares. Atualmente vivendo no país há 13 anos, ela compartilha que, apesar das dificuldades iniciais de falta de recursos, “Deus começou a abrir caminhos”.

“Devemos perseverar. Não há como abandonar Jesus, aconteça o que acontecer”, concluiu.

Com o apoio de uma organização parceira da Global Christian Relief, Esther recebeu auxílio espiritual e pôde concluir uma licenciatura em educação. Hoje, ela atua como professora em uma escola para pessoas deslocadas em seu próprio campo de refugiados.

Apesar das experiências traumáticas, Esther mantém a paz e utiliza seu testemunho para encorajar outros cristãos perseguidos. “Às crianças da escola, eu digo para se apegarem firmemente à Palavra de Deus”, enfatizou.

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