MJ Nixon narra jornada pessoal de fé após visão divina e abandona estilo de vida anterior para guiar outros na mesma transformação
MJ Nixon, líder de um ministério voltado para ex-membros da comunidade LGBTQ+ que agora seguem a Jesus, compartilhou sua experiência de transformação após uma visão de Jesus. Ela relata ter ouvido o evangelho em uma igreja enquanto estava ao lado de sua parceira de seis anos. A música e a mensagem de salvação plantaram sementes de fé, que, embora inicialmente adormecidas, a levaram a buscar uma saída para o relacionamento.
Em um momento de decisão, enquanto dirigia de Kentucky para Atlanta, Nixon descreveu ter ouvido a voz de Deus. “MJ, você tem que escolher este dia vida ou morte, bênçãos ou maldições”, teria dito o Senhor, uma referência a Provérbios 18:21. A partir desse chamado, Nixon sentiu a necessidade de se afastar do relacionamento, de sua sexualidade e considerar uma vida de celibato.
Nascida em uma família conservadora e católica, Nixon guardava sua sexualidade em segredo. A visão de Jesus, que ela descreve como um encontro com o Deus vivo se sacrificando por ela,Clarificou seu propósito. “Porque eu ainda era pecadora até aquele momento em que Jesus me viu. Ele queria ter um relacionamento comigo. Qualquer coisa que eu tivesse que deixar não se compara ao que Jesus fez por mim”, disse Nixon. Quinze anos após esse encontro, a memória desse momento a impulsiona a seguir a Jesus diariamente.
Nixon cofundou um ministério com um homem que também teve um passado gay. Ela acredita que muitos que deixam a comunidade LGBTQ+ chegam ao reino de Deus sentindo-se órfãos e necessitando de pais e mães espirituais. “Acreditamos que há uma corrente subterrânea acontecendo nesta geração de tantos saindo deste lugar de identidade falsa para sua verdadeira identidade como filhos e filhas”, explicou.
O ministério de Nixon planeja participar da “Freedom March” em Nova York em dezembro, uma iniciativa que já está em seu nono ano e ocorre em diferentes cidades com evangelismo e oração. Nixon ressalta que o arco-íris, símbolo adotado pelo movimento, tem sua origem em Gênesis e representa o Senhor, não o inimigo. “O arco-íris está em Gênesis. O que eu amo sobre isso é que é do Senhor; não é do inimigo”, afirmou.
Ela vê no arco-íris o amor de Deus por toda a humanidade e sua perfeição, com sete cores, em contraste com a versão do LGBTQ+ que, segundo ela, removeu uma cor (índigo) e representa a queda do homem e o orgulho. “Eles tiraram uma cor, o índigo, deixando seis. Isso representa a queda do homem. Literalmente representa o orgulho deles”, acrescentou.
Nixon convida o Corpo de Cristo a se juntar às marchas, não apenas ex-membros da comunidade LGBTQ+, para se posicionarem com base na Palavra de Deus e no evangelho. “Precisamos do Corpo de Cristo para vir e ficar conosco, para segurar nossos braços, para estar ao nosso lado”, enfatizou.
