Três pessoas foram mortas em um ataque a tiros na Mesquita Islâmica de San Diego, na segunda-feira, em um incidente que autoridades estão investigando como um possível crime de ódio. Os dois suspeitos adolescentes morreram por suicídio após o ataque, conforme detalhado por autoridades em uma coletiva de imprensa na terça-feira à tarde.
A investigação policial revelou a descoberta de escritos anti-islâmicos no veículo dos suspeitos e a inscrição “discurso de ódio” em uma das armas apreendidas no local. As autoridades identificaram os suspeitos como um jovem de 17 anos e outro de 18 anos. Um dos suspeitos, segundo a mãe, havia fugido de casa com outro indivíduo, e ela havia contatado a polícia horas antes do ocorrido, relatando o desaparecimento de armas e do veículo da família.
Detalhes da investigação e das vítimas
O chefe de polícia de San Diego, Scott Wahl, informou que a mãe de um dos suspeitos havia contatado as autoridades horas antes do tiroteio, reportando que seu filho havia fugido. Ela também encontrou uma nota, cujos conteúdos não foram divulgados publicamente. A mãe relatou o desaparecimento de diversas armas e do veículo da família, além de informar que seu filho saiu de casa acompanhado de outro indivíduo, ambos vestidos com roupas de camuflagem.
Enquanto os policiais buscavam pelos adolescentes desaparecidos, relatos de disparos na Mesquita Islâmica de San Diego surgiram. Os corpos das três vítimas foram encontrados do lado de fora do edifício. Uma das vítimas era um guarda de segurança que, segundo testemunhas, foi morto ao tentar proteger a propriedade. Uma mulher que mora em frente ao local relatou ter visto o guarda cair após ser atingido por pelo menos duas balas, mas que ele conseguiu se levantar e reentrar no prédio.
O guarda de segurança, pai de oito filhos, foi creditado por impedir que os atiradores entrassem na escola conectada à mesquita. As outras duas vítimas foram identificadas como Mansour Kaziha e Nader Awad. Kaziha, que era pai de cinco filhos e avô, serviu como zelador da mesquita por décadas e administrava uma loja no local há aproximadamente 40 anos. A esposa de Awad, professora na escola islâmica anexa, foi elogiada por correr para ajudar as vítimas durante o caos, antes de ser fatalmente atingida.
Incidente adicional e sobrevivência
O chefe Wahl também mencionou que, enquanto os policiais respondiam à situação de atirador ativo, disparos adicionais ocorreram a vários quarteirões de distância. Um paisagista que trabalhava nas proximidades foi alvo de disparos de um veículo em movimento. Segundo Wahl, o trabalhador sobreviveu por pouco, pois uma bala parece ter ricocheteado em seu capacete, possivelmente salvando sua vida.
A investigação continua, com as autoridades tratando os assassinatos das três vítimas como um crime de ódio, de acordo com relatos do The New York Times.
