Polônia Alerta: Rússia Testa a Otan em Guerra Híbrida e Sem Disparos

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Polônia vê Rússia em guerra híbrida contra Otan testando unidade sem disparos diretos

A Polônia está em uma guerra híbrida com a Rússia, um conflito focado em minar a confiança dos cidadãos nas autoridades e dividir as sociedades do bloco, segundo o vice-ministro da Defesa polonês, Paweł Zalewski. As declarações ocorrem em meio a questionamentos sobre a presença militar dos EUA na Europa, após o Pentágono suspender uma rotação planejada de tropas americanas para a “Flanco Oriental” da Otan.

Zalewski está em Washington buscando respostas e alertou que a ameaça russa transcende a força militar convencional. Ele descreveu a estratégia de Moscou como uma guerra especial de baixa intensidade, mas com potencial de manipulação para aumentar sua gravidade. A Polônia e outros países do flanco oriental da Otan sentem essa pressão constantemente, embora de formas não convencionais.

Políticas de defesa polonesas apontam que as ações russas podem englobar ataques cibernéticos, campanhas de desinformação, incursões de drones e a instrumentalização da migração nas fronteiras da aliança. A preocupação central é que a Rússia explore incertezas e divisões internas na Otan sem a necessidade de disparar um único tiro.

“Estamos falando de um incremento importante…” a intensidade pode ser elevada pelos russos.

O objetivo russo seria testar gradualmente a unidade e a resiliência da Otan de maneiras mais difíceis de detectar e responder. Paralelamente, o Departamento de Guerra dos EUA informou que reduziu o número total de Brigadas de Combate (BCTs) designadas para a Europa de quatro para três, retornando aos níveis de 2021. Essa medida é resultado de um processo de análise da postura de forças americanas na região.

A decisão resultou em um adiamento temporário do envio de forças dos EUA para a Polônia, descrita como uma aliada modelo. O Departamento de Guerra determinará a disposição final dessas e outras forças com base em análises de requisitos estratégicos e operacionais, além da capacidade dos aliados em contribuir para a defesa europeia. A análise visa avançar a agenda “America First”, incentivando aliados da Otan a assumirem a responsabilidade principal pela defesa convencional europeia.

O Secretário de Guerra conversou com o vice-primeiro-ministro polonês, Kosiniak-Kamysz, e o Departamento manterá contato para garantir a manutenção de uma forte presença militar dos EUA na Polônia. A Polônia demonstrou capacidade e resolução para se defender, com a expectativa de que outros aliados da Otan sigam o exemplo.

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