Menos de um terço dos pais nos Estados Unidos mantém o hábito de orar com os filhos com frequência, aponta estudo recente
Uma pesquisa divulgada pela Sociedade Bíblica Americana na última semana indica que somente 29% dos pais americanos oram com seus filhos diariamente ou com regularidade. O levantamento faz parte da segunda etapa do relatório “Estado da Bíblia: EUA 2026″, com foco em hábitos espirituais e o envolvimento familiar com as escrituras.
Realizado entre os dias 8 e 27 de janeiro com 2.649 adultos, o estudo “Educando os filhos com a Bíblia” revelou que, além dos 29% que oram frequentemente com os filhos, 21% o fazem ocasionalmente. Outros 15% relataram orar raramente, e 35% afirmaram não possuir uma rotina de oração familiar.
John Farquhar Plake, diretor de inovação da Sociedade Bíblica Americana e editor-chefe da série “Estado da Bíblia”, comentou sobre a discrepância entre o interesse e a prática. “A maioria dos pais americanos está aberta à Bíblia, mas o comportamento não acompanhou essa abertura. Eles são curiosos, mas não profundamente engajados.” Plake também mencionou as pressões diárias que afetam os pais.
“Esses mesmos indivíduos estão lidando com as pressões do trabalho, da família e o puro esgotamento de cuidar dos filhos”, acrescentou Plake. Ele incentivou as igrejas a oferecerem suporte direcionado aos pais que enfrentam dificuldades, destacando o papel do apoio comunitário para o estabelecimento de ritmos saudáveis de oração e estudo bíblico.
Entre os pais que se identificam como cristãos praticantes — aqueles que frequentam a igreja regularmente e consideram a fé de grande importância — o cenário é mais engajado. Nesse grupo, 72% disseram orar com os filhos diariamente ou com frequência.
Baixa frequência na leitura bíblica familiar
O estudo também evidenciou a pouca frequência na leitura da Bíblia em família. Apenas 14% dos pais afirmaram ler as escrituras com os filhos diariamente ou com frequência. Outros 25% relataram fazer isso às vezes, enquanto a maioria expressiva, 62%, admitiu raramente ou nunca ter esse hábito.
Novamente, cristãos praticantes apresentaram um índice maior de engajamento, com 45% informando manter uma rotina frequente de leitura bíblica com os filhos.
Identificação com a fé e desafios da paternidade
A pesquisa apontou que pais mais jovens tendem a se identificar mais como cristãos em comparação com adultos da mesma faixa etária sem filhos. Na Geração Z, 62% dos pais se declararam cristãos, contra 44% dos que não têm filhos. Entre os millennials, os números foram de 64% entre pais e 49% entre não pais.
Quando questionados sobre os maiores desafios na criação dos filhos, as necessidades espirituais foram citadas por 10% dos pais. Os principais obstáculos mencionados foram o equilíbrio entre trabalho e família (42%), evitar o esgotamento (27%), questões financeiras (27%), oferecer orientação (23%), estabelecer limites (19%) e disciplina (19%).
Apesar dos desafios, a maioria dos pais que frequentam uma igreja, cerca de 92%, sente-se apoiada pela comunidade religiosa local.
