Pro-life leaders condemn Supreme Court order allowing mail delivery of abortion pills

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Pro-life leaders condemn Supreme Court order allowing mail delivery of abortion pills

Líderes pró-vida nos Estados Unidos expressaram forte condenação a uma decisão recente da Suprema Corte que permite a entrega de pílulas abortivas pelo correio em todo o país. A medida, que inclui estados com proteções pró-vida, é vista como uma minação às leis estaduais e um risco para mulheres e fetos.

A alta corte emitiu uma ordem permitindo temporariamente a distribuição de medicamentos abortivos pelo correio enquanto os desafios legais prosseguem nos tribunais federais. A decisão da Suprema Corte suspendeu uma decisão anterior do Tribunal de Apelações do Quinto Circuito dos EUA, relacionada a uma ação movida pelo estado da Louisiana que buscava proibir o envio de pílulas abortivas, como a mifepristona.

Justiça e dissidências na Suprema Corte

A ordem da Suprema Corte foi acompanhada por dissidências dos juízes Samuel Alito e Clarence Thomas. Em sua declaração escrita, Thomas argumentou que os provedores de pílulas abortivas não deveriam receber proteção legal contra perdas financeiras relacionadas às suas atividades. Ele afirmou que tais provedores “não têm direito a uma suspensão de uma ordem judicial adversa com base em lucros perdidos de sua empresa criminosa”.

Por outro lado, a decisão permitiu que a distribuição pelo correio continuasse enquanto o caso é analisado mais amplamente.

Críticas de organizações pró-vida

Lila Rose, presidente da Live Action, criticou a decisão como “trágica e errada”, descrevendo-a como um “ataque direto ao direito dos estados de defender a vida humana inocente”. Rose enfatizou que o Comstock Act já proíbe o envio de medicamentos abortivos pelo correio e que a lei deve ser aplicada.

“Nenhum negócio de aborto tem o direito de enviar a morte pelo correio, e nenhum estado deve ser forçado a assistir suas leis pró-vida serem anuladas por abortistas de fora do estado”, declarou Rose. Ela também alertou para possíveis repercussões políticas para os republicanos caso a política não seja alterada.

Tony Perkins, presidente do Family Research Council e ex-legislador da Louisiana, também denunciou a ação da Suprema Corte. Segundo ele, a decisão “perpetua a política de assassinato por correio da era Biden, que mina o direito dos estados de proteger a vida e coloca mulheres em perigo”. Perkins citou um aumento estimado de 21% nos abortos devido a essa política.

Apelo à FDA e preocupações com segurança

Rose e Perkins pediram à Food and Drug Administration (FDA) a suspensão e remoção da mifepristona e seus equivalentes genéricos do mercado, solicitando uma revisão transparente e cientificamente imparcial dos riscos de segurança do medicamento. Eles também urgiram a FDA a interromper o envio de pílulas abortivas em todo o país.

Carol Tobias, presidente do National Right to Life Committee, expressou preocupação com a vulnerabilidade das mulheres a complicações médicas perigosas. “Mulheres que enfrentam gravidezes inesperadas merecem cuidados médicos e apoio reais, não um sistema de aborto por correio único que minimiza riscos e deixa mulheres isoladas durante emergências médicas”, disse Tobias.

Ela argumentou que as drogas abortivas podem ser solicitadas online com supervisão médica mínima e enviadas diretamente para as casas, aumentando o risco de coerção, manipulação e exploração.

Perspectiva legal e direitos estaduais

Erica Inzina, diretora de políticas da Louisiana Right to Life, também criticou a ordem, mas ressaltou que ela não deve ser interpretada como uma decisão final sobre a legalidade das regulamentações de drogas abortivas da FDA. “Neste momento, isso apenas significa que o status quo permanecerá enquanto os tribunais inferiores continuam a considerar o caso”, esclareceu.

Inzina reafirmou o direito e o dever da Louisiana de proteger mães e bebês ainda não nascidos contra o envio de drogas abortivas ao estado, em violação às leis pró-vida e às leis que regem a prática da medicina. A preocupação é que a indústria do aborto lucre enquanto evita a responsabilização.

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