Uganda: conversão ao cristianismo resulta em brutal mutilação por familiares

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Homem ugandense sofre mutilação após converter-se ao cristianismo, familiares são os acusados no ataque

Um homem de 40 anos, identificado como Kalegeya Faruku, foi vítima de mutilações severas no leste de Uganda, após decidir abandonar o islamismo e aderir ao cristianismo. Relatos de líderes cristãos locais indicam que o ataque foi perpetrado por familiares da vítima no município de Jinja, na noite de 17 de abril.

Faruku declarou que sua conversão ocorreu no início de março deste ano e que, após comunicar a decisão aos familiares, passou a receber ameaças. “Eles ficaram muito zangados e começaram a me enviar mensagens ameaçadoras dizendo que iriam tirar minha vida”, contou o ugandense.

O ataque ocorreu quando Faruku retornou à casa da família para buscar pertences pessoais, antes de se mudar para Busembatia. Ele relatou ter sido surpreendido pelos irmãos ao chegar. “Encontrei meus irmãos me esperando, como se já tivessem sido avisados”, afirmou. “Meu irmão mais velho se aproximou e fingiu perguntar onde eu estava. De repente, ele me agarrou e os outros me cercaram”.

Segundo Faruku, dentro da residência, ele foi agredido enquanto os agressores recitavam textos islâmicos. Posteriormente, os parentes o abandonaram em uma estrada a cerca de cinco quilômetros do local. “Agradeço a Deus por um estranho ter me encontrado e dado o alarme. As pessoas vieram e me levaram às pressas para uma clínica próxima para receber atendimento médico”, declarou.

Por questões de segurança, o nome da clínica e da congregação evangélica que o homem frequentava foram mantidos em sigilo. Um líder religioso local revelou que o pai da vítima, Lubega Issa, teria justificado a agressão com o argumento de que “É isso que a Sharia nos instrui a fazer com aqueles que negam a religião de Alá”.

Até o momento, as autoridades policiais de Uganda não emitiram comunicados oficiais sobre o caso, tampouco confirmaram quaisquer prisões relacionadas ao ataque, conforme apurado pelo The Christian Post. Líderes cristãos da região solicitaram uma investigação sobre as agressões e enfatizaram a necessidade de fortalecer a liberdade religiosa e a convivência pacífica entre os diferentes grupos religiosos no país.

A Constituição de Uganda assegura a liberdade religiosa, incluindo o direito de mudar de crença e expressar publicamente a própria fé. Os muçulmanos compõem aproximadamente 12% da população ugandense, com maior concentração nas áreas leste do país.

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