Polícia Federal encerra apuração sobre publicações de Bolsonaro ligando Lula a ditador sírio
A Polícia Federal informou à 8ª Vara Criminal de Brasília que não instaurou inquérito formal para investigar o ex-presidente Jair Bolsonaro. A apuração envolvia publicações em seu canal oficial de WhatsApp que associavam o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao regime do ex-ditador sírio Bashar al-Assad. A fonte, notícias.gospelmais.com, detalha que Bolsonaro não é alvo de investigação neste momento.
O caso teve início a partir de uma denúncia apresentada por um cidadão com dupla nacionalidade, russa e brasileira. A representação citava a divulgação de uma imagem em janeiro do ano passado. Esta imagem relacionava Lula ao governo sírio e à execução de pessoas LGBTQIA+.
A publicação, que não está mais disponível nos perfis de Bolsonaro, foi compartilhada em 15 de janeiro de 2024. Atualmente, o ex-presidente cumpre prisão domiciliar humanitária por decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.
Segundo informações da revista Oeste, o pedido para a abertura de um inquérito havia sido encaminhado à Polícia Federal em julho do ano passado. O pedido foi feito pelo então ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski. No entanto, a corporação optou por não dar prosseguimento à investigação.
A postagem em questão mencionava o regime de Bashar al-Assad, que, de acordo com a fonte, foi deposto em dezembro de 2024, quando ele e familiares deixaram a Síria com destino à Rússia após grupos rebeldes assumirem o controle de Damasco.
Após os esclarecimentos prestados pela Polícia Federal, ainda não há uma definição sobre qual órgão deverá conduzir qualquer eventual apuração futura. As opções consideradas são a Polícia Civil do Distrito Federal ou o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios.
