Relatório da International Christian Concern (ICC) denuncia campanha de desinformação do governo nigeriano para ocultar violência religiosa
Um novo relatório da International Christian Concern (ICC), intitulado “Nigeria’s $10 Million Genocide Cover-Up”, expõe como o governo da Nigéria estaria utilizando desinformação para encobrir uma campanha de violência de décadas contra a população cristã. Segundo o documento, a estratégia envolveria a manipulação de narrativas e um investimento de US$ 10 milhões em atividades de lobby para silenciar a fiscalização de direitos humanos. A publicação ressalta que a violência contra cristãos tem se intensificado.
Escrito por Justin Joseph, membro da ICC, o relatório detalha que, desde 2009, pelo menos 190.150 nigerianos foram mortos em conflitos de cunho étnico-religioso. Deste total, aproximadamente 128.750 eram cristãos, com um aumento alarmante nos casos registrados recentemente. Em vez de abordar a crise, autoridades estariam promovendo uma narrativa enganosa.
O documento aponta que o Presidente nigeriano, Bola Tinubu, tem atribuído o terrorismo no país a fatores como mudanças climáticas e instabilidade regional durante encontros com outros chefes de estado. Pesquisadores, contudo, desmentem essa justificativa, destacando o direcionamento das agressões contra comunidades cristãs. A execução de líderes religiosos, como o Reverendo Joshua Aliya, é apresentada como parte de uma estratégia deliberada para eliminar a liberdade religiosa.
A administração de Tinubu também teria iniciado um plano de lobby, orçado em US$ 10 milhões, com o objetivo de suprimir a responsabilização por direitos humanos nos Estados Unidos e mascarar o que o relatório descreve como um genocídio contra cristãos nigerianos. A ICC considera essa ação um esforço calculado para reescrever a história enquanto vidas inocentes estão sob risco crescente.
O relatório da ICC faz um apelo para que o Congresso dos Estados Unidos mantenha a Nigéria em sua designação como País de Preocupação Particular (CPC). Além disso, solicita a aplicação do Global Magnitsky Act para sancionar indivíduos e entidades que financiam o terrorismo e promovem o silêncio sobre a situação.
