Homem que tentou matar Trump escreveu manifesto anticristão e incitava ataques

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Homem que tentou matar Donald Trump escreveu manifesto anticristão e incitava ataques

Cole Allen, o homem que realizou disparos durante um jantar em 25 de abril, escreveu um manifesto com conteúdo anticristão e incentivava ataques contra funcionários do governo norte-americano. A informação foi divulgada pelo próprio presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em entrevista. O incidente ocorreu durante um evento no hotel Washington Hilton.

Segundo a agência Associated Press, Allen, de 31 anos, enviou mensagens a familiares antes do ataque, identificando-se como “assassino federal amigável”. O irmão do suspeito, após receber cartas enviadas por ele, procurou a polícia de New London, que acionou órgãos federais. A investigação aponta que o alvo do ataque seriam integrantes do governo presentes no evento.

Investigadores estão analisando dispositivos eletrônicos, textos, postagens em redes sociais e depoimentos de familiares para entender os motivos do ataque. A irmã de Allen informou a agentes federais que ele adquiriu diversas armas de forma legal na Califórnia e as manteve na casa dos pais, sem o conhecimento deles.

O suspeito portava uma pistola semiautomática e uma espingarda calibre 12 ao tentar entrar no jantar. O ataque foi rapidamente contido, gerando pânico, com disparos, a retirada emergencial de Trump do palco e convidados buscando abrigo. O secretário de Justiça interino dos Estados Unidos, Todd Blanche, declarou que Allen agiu sozinho e que os procedimentos de segurança foram eficazes em impedir o avanço do suspeito.

“Não podemos esquecer que o suspeito não foi muito longe. Ele mal ultrapassou o perímetro. O sistema funcionou. Estávamos seguros, o presidente Trump estava seguro”, afirmou Blanche.

Blanche também informou à NBC News que há investigações sobre relatos de que Allen teria montado uma das armas dentro do hotel. Ele viajou de trem de Los Angeles para Chicago e, posteriormente, para Washington, onde se hospedou no mesmo hotel um ou dois dias antes do ocorrido.

Em declaração posterior, Trump classificou o episódio como a terceira tentativa de assassinato contra ele em menos de dois anos e fez um apelo por união e reconciliação diante do aumento da violência política.

Na madrugada seguinte ao ataque, o FBI realizou buscas na residência de Allen em Torrance, Califórnia, com a presença de moradores acompanhando a operação. O presidente descreveu o responsável como “provavelmente um atirador solitário” e “uma pessoa muito doente”.

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