Última clínica de aborto do Kentucky, responsável por mais de 19 mil procedimentos, é demolida

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Última clínica de aborto do Kentucky é demolida para dar lugar a hotel após proibição da prática

A última clínica de aborto do estado do Kentucky, nos Estados Unidos, teve sua demolição concluída recentemente. O EMW Women’s Surgical Center, que operava desde 1981 em Louisville, encerrou suas atividades em 2022. O fechamento ocorreu após a decisão da Suprema Corte dos EUA que derrubou a lei federal de proteção ao aborto, levando o Kentucky a proibir a interrupção da gravidez.

O prédio da antiga clínica será substituído pela construção de um hotel de 27 andares. Antes do início das obras definitivas, o terreno servirá como estacionamento temporário. A clínica foi fundada por quatro médicos, incluindo professores da Universidade de Louisville, e realizava abortos em gestações de 6 a 21 semanas, utilizando métodos de medicação e procedimentos cirúrgicos.

Entre os anos de 2017 e 2022, período em que os números de abortos começaram a ser oficialmente registrados no estado, a EMW realizou 19.640 interrupções de gravidez. Segundo dados do Gabinete de Saúde e Serviços à Família (CHFS), este número representa aproximadamente 92% de todos os abortos registrados no Kentucky durante esse intervalo. O total de procedimentos desde a fundação da clínica em 1981 até 2017 não é conhecido.

Matthew Harper, diretor de missão pró-vida da organização “Speak For the Unborn”, celebrou o fim das atividades da clínica. Ele descreveu a demolição como uma resposta a décadas de oração e um testemunho da fé. “Estou radiante por ter vivido para ver isso com meus próprios olhos. Agora, o trabalho está apenas começando. Cristãos têm oferecido esperança e ajuda por muitos anos, mas agora, mais do que nunca, precisamos de mais crentes que se levantem e ajudem famílias e mães vulneráveis em situações de crise”.

Shelly Green, diretora executiva da Right to Life de Louisville, também ressaltou a importância do momento para a comunidade pró-vida. “Por décadas, a EMW foi um local onde inúmeras crianças não nascidas perderam a vida e onde muitas mulheres experimentaram profunda dor e pressão. Seu fechamento e remoção da paisagem urbana simbolizam a virada de página rumo a um futuro onde as mulheres são apoiadas, as famílias são fortalecidas e a vida é protegida em todas as etapas”, enfatizou.

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