América em Encruzilhada: Robert Jeffress alerta cristãos sobre política acima do Evangelho

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América em encruzilhada: pastor alerta cristãos sobre priorizar política em vez do Evangelho

À medida que os Estados Unidos se aproximam de seu 250º aniversário, uma preocupação crescente ecoa entre líderes religiosos: a tendência de cristãos americanos darem precedência à agenda política em detrimento da mensagem central do Evangelho. O pastor Robert Jeffress, da Primeira Igreja Batista de Dallas, direcionou um aviso contundente à sua congregação, destacando os riscos dessa priorização em um momento crítico para a nação.

Jeffress enfatizou que, embora a fé cristã tenha sido fundamental nas origens e em momentos cruciais da história americana, a devoção à política partidária pode obscurecer o propósito espiritual. Ele questionou se a nação, em sua busca por identidade e direção futura, não estaria negligenciando os princípios que a fortaleceram em seus primórdios.

Raízes históricas e apelo à fé

Em sua mensagem intitulada “América em Encruzilhada”, o pastor Robert Jeffress relembrou momentos significativos da fundação dos Estados Unidos. Ele citou o convite de Benjamin Franklin, em 1787, durante a Convenção Constitucional, por orações por proteção divina, rememorando como as preces foram atendidas em tempos de perigo. Essa invocação à fé, segundo Jeffress, ressalta a importância de reconhecer as raízes espirituais da nação.

O pastor também fez referência à proclamação de Ação de Graças de Abraham Lincoln em 1863. Emitida após a sangrenta Batalha de Chickamauga, onde dezenas de milhares de soldados foram perdidos, a proclamação de Lincoln, que estabeleceu o Dia de Ação de Graças como um feriado nacional pela primeira vez, demonstrava a necessidade de buscar a Deus mesmo em meio a adversidades extremas.

“Por que oferecer graças a Deus em um momento de tanta perda? Ele disse que precisamos olhar para o céu e lembrar das bênçãos de Deus.”

Avisos para o futuro e profecias

Apesar do rico legado cristão, Jeffress alertou que as Escrituras não concedem um papel proeminente aos Estados Unidos nas profecias do Fim dos Tempos, diferentemente de outras nações. Ele explicou que, durante o período de tribulação sob o Anticristo, descrito por dispensacionalistas como uma “tribulação de sete anos”, liberdades e instituições democráticas poderiam desaparecer, assim como nações antigas como Babilônia e Roma.

O pastor identificou três fatores que podem acelerar o declínio americano: a desintegração moral, o aumento de confrontos militares e o que ele chamou de “isolamento israelense”. Como evidência para o último ponto, citou uma pesquisa Gallup de julho de 2025, indicando que 59% dos americanos tinham uma visão desfavorável do governo israelense, um aumento em relação ao ano anterior.

“Não é difícil perceber como a América acabará abandonando Israel, assim como outras nações do mundo o farão,” afirmou Jeffress. “O interessante é que esse abandono de Israel e o isolamento de Israel impactarão outras nações como os Estados Unidos e outras. Decimará essas nações. Mas Israel tem a promessa de perseverança porque seu defensor é o Deus Todo-Poderoso.”

Chamado à ação: Escolher a vida e o Evangelho

Contrariando qualquer sentimento de fatalismo, Jeffress fez um chamado inspirado em Moisés para “escolher a vida”. Ele conclamou os cristãos a defenderem a liberdade religiosa, a votarem em líderes que cumpram os papéis bíblicos do governo – como a proteção da nação contra malfeitores – e a orarem pelo bem-estar do país, além de compartilharem o Evangelho.

Ele descreveu como “trágico” o fato de muitos cristãos americanos hoje se sentirem mais à vontade para discutir política do que para compartilhar a mensagem de Jesus Cristo. Jeffress reiterou que ambos os partidos políticos nos Estados Unidos demonstram intensa corrupção e são incapazes de promover mudanças verdadeiras.

“Posso apenas dizer o que sei ser verdade? Ambos os partidos políticos, Democratas e Republicanos, ambos os partidos são intensamente corruptos,” disse ele. “Eles não podem mudar nada. É somente o Evangelho que pode fazer isso. Nós temos a mensagem que mudará o mundo.”

Concluiu reforçando o compromisso da Primeira Igreja Batista de Dallas em “compartilhar a verdade da Palavra de Deus para transformar o mundo”, reafirmando o poder transformador do Evangelho em contraste com as limitações da esfera política.

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