Freiras católicas processam Nova York sobre lei LGBTQ, argumentando que ela as força a violar crenças religiosas
Um grupo de freiras católicas que há muito tempo cuida de pacientes com câncer terminal em Nova York iniciou um desafio legal federal contra uma lei estadual que, segundo elas, as obriga a agir contra suas convicções sobre sexo e identidade de gênero.
As Dominican Sisters of Hawthorne, que administram a Rosary Hill Home, uma instalação com 42 leitos que oferece cuidados gratuitos a pacientes com câncer em estágio terminal, apresentaram uma queixa em 6 de abril no Tribunal Distrital dos EUA para o Distrito Sul de Nova York. No processo, as freiras argumentam que as autoridades estaduais estão ameaçando fechar seu ministério, a menos que elas “violem sua fé católica”.
Detalhes da ação judicial
A ação judicial lista Kathy Hochul e funcionários do Departamento de Saúde do Estado de Nova York como réus em seus papéis oficiais. A Catholic Benefits Association, que promove os “direitos de consciência” dos trabalhadores católicos, está apoiando o esforço legal das freiras.
De acordo com a denúncia, as irmãs receberam três “Dear Administrator Letters” separadas — enviadas em março de 2024, outubro de 2024 e janeiro de 2025 — de representantes agindo em nome do departamento de saúde estadual. Essas cartas informaram às freiras que elas devem cumprir a Lei de Direitos dos Residentes de Instalações de Longo Prazo LGBTQ de Nova York.
Exigências da lei estadual
A legislação exige que as instalações designem quartos compartilhados com base na identidade de gênero declarada por um paciente, em vez do sexo biológico, “mesmo contra a oposição do colega de quarto”. A política também obriga a equipe a usar os pronomes preferidos para os pacientes o tempo todo, inclusive quando o paciente não está presente.
Além disso, a lei exige que as instalações de cuidados de longa duração criem “comunidades” que afirmem as preferências sexuais dos pacientes, acomodem o desejo de relações extraconjugais e publiquem avisos afirmando a conformidade com esses requisitos. O mandato também exige que as instalações garantam que a equipe “passe por treinamento de competência cultural que os doutrine nessas práticas e na ideologia de gênero”, de acordo com o processo.
Conflito com crenças religiosas
As freiras argumentam que essas diretrizes entram em conflito direto com suas convicções religiosas, forçando-as a “agir contra ensinamentos centrais, imutáveis e arquitetônicos da fé católica”.
“Isso contradiria os ensinamentos da Bíblia sobre a soberania criativa de Deus, contradizeria a razão e a verdade, e trairia nossa obrigação sagrada de não prejudicar conscientemente outras pessoas, particularmente os mais vulneráveis”, continuou a denúncia.
O pedido das freiras
O processo solicita, em última análise, que o tribunal decida que o mandato viola os direitos da Primeira e Décima Quarta Emendas das Dominican Sisters of Hawthorne e da Rosary Hill Home — juntamente com sua equipe e contratados — e bloqueie a aplicação da política contra elas enquanto o caso prossegue.
