Crescente antissemitismo global ofusca memória do Holocausto em Israel

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Tristeza e alerta global marcam Dia em Memória ao Holocausto com aumento de antissemitismo e tensões

Israel observou o Dia em Memória ao Holocausto nesta terça-feira (data não especificada) com cerimônias solenes e um alerta sobre o recrudescimento do antissemitismo mundial. O evento, que incluiu o toque de sirenes nacionais e momentos de silêncio em todo o país, destacou a preocupação com o aumento de incidentes antijudaicos.

O Ministério de Assuntos da Diáspora de Israel apresentou um relatório alarmante, indicando quase mil ocorrências antissemitas no último ano. Deste total, mais de 300 foram registradas nos Estados Unidos, com mais de 130 casos no Reino Unido e outros 130 na França. As estatísticas globais contabilizam dezenas de agressões físicas e centenas de atos de vandalismo, além da trágica morte de 20 judeus em ataques antissemitas, 15 deles durante o massacre em Bondi Beach, na Austrália, em dezembro de 2025.

Em seu discurso, o Primeiro-Ministro Benjamin Netanyahu direcionou suas críticas à Europa, apontando para uma “profunda fraqueza moral” e a perda de identidade e valores no continente. Ele declarou que Israel estaria defendendo a Europa, que teria “esquecido muito desde o Holocausto”.

Paralelamente, no Golfo Pérsico, as forças militares dos Estados Unidos iniciaram uma operação naval de grande escala para garantir a segurança do Estreito de Ormuz. A ação envolve a limpeza de minas marítimas para permitir a passagem segura de embarcações comerciais. O Presidente Trump celebrou a passagem de 34 navios pelo estreito, o maior número desde o início de seu fechamento, e afirmou que o objetivo é encorajar o livre fluxo do comércio.

“Não podemos permitir que um país chantageie ou extorque o mundo. É isso que eles estão fazendo. Eles estão realmente chantageando o mundo. Não vamos deixar isso acontecer.”

O presidente também mencionou contatos diplomáticos com o Irã, indicando a possibilidade de negociações para um acordo, embora ainda existam divergências sobre o enriquecimento de urânio. Enquanto isso, o líder do Hezbollah, Naim Qassem, pediu ao governo libanês o cancelamento de conversações com Israel, classificando-as como inúteis e prometendo resistência contínua.

As Forças de Defesa de Israel reportaram avanços significativos, com a completa captura do reduto do Hezbollah em Bint Jbeil e a neutralização de mais de 100 combatentes. Apesar desses sucessos, o grupo continua a disparar foguetes contra o norte de Israel, com um ataque recente ferindo uma mulher na cidade costeira de Naharia.

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