Passover em Israel sob guerra; EUA minimizam ameaças iranianas

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Israel vive Passover em clima de guerra com Irã; EUA veem conflito próximo do fim

Jerusalém – A tradicional celebração judaica do Passover, que se inicia nesta quarta-feira, é marcada por um impacto dramático devido ao conflito em curso com o Irã. A situação ocorre em um momento em que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sinaliza uma possível virada no conflito, sugerindo que seu desfecho está próximo.

Trump indicou, em declarações na terça-feira, que a guerra pode estar em sua fase final. “Estamos terminando o trabalho, e acho que em duas semanas, talvez mais alguns dias para fazer o trabalho, mas queremos derrubar tudo o que eles têm agora”, disse. Ele acrescentou a possibilidade de um acordo ser alcançado antes desse prazo.

O presidente americano também demonstrou pouca preocupação com as capacidades nucleares restantes do Irã, afirmando que o que resta está “enterrado e fora de alcance”. “Levará 15 a 20 anos para reconstruir o que fizemos a eles”, declarou Trump.

Em contrapartida, o Irã responde com advertências. A Guarda Revolucionária Iraniana (IRGC) ameaçou grandes corporações internacionais, como Apple e Microsoft, acusando-as de apoiar operações americanas e israelenses, e declarando-as “alvos legítimos”. Trump, por sua vez, minimizou tais ameaças, questionando os meios que o Irã teria para executá-las.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, destacou a formação de novas alianças regionais em resposta à ameaça iraniana. “Não apenas fortalecemos a aliança com os EUA, mas também estamos criando novas alianças com países importantes da região contra a ameaça iraniana compartilhada”, afirmou Netanyahu em um discurso pré-Passover.

Apesar das declarações de Trump, os combates prosseguem em diversas frentes. No sul, os Houthis, apoiados pelo Irã, dispararam mísseis do Iêmen, enquanto o Hezbollah mantém seu bombardeio do norte. O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, declarou que o objetivo é alterar permanentemente as barreiras de segurança no Líbano.

“Estamos determinados a separar o Líbano do cenário iraniano, a arrancar os dentes da serpente e a remover o Hezbollah de sua capacidade de ameaçar, e a mudar de uma vez por todas a situação no Líbano com uma presença de segurança das FDI nos locais necessários, com fiscalização rigorosa e dissuasão absoluta. Assim como na Síria e em Gaza, assim também no Líbano”, insistiu Katz.

O conflito também se estende para além do campo de batalha, com o sequestro de uma jornalista americana, Shelly Kittleson, em Bagdá. Autoridades americanas culpam uma milícia apoiada pelo Irã.

Fragmentos de mísseis iranianos que atingiram a Cidade Velha de Jerusalém há quase duas semanas ressaltam as ameaças que alteraram dramaticamente as celebrações de Páscoa e Passover na cidade. Por questões de segurança, o Comando da Defesa Civil de Israel tem limitado eventos a 50 participantes, com restrições ainda mais severas onde não há abrigos.

Locais sagrados como a Igreja do Santo Sepulcro e o Muro das Lamentações permanecerão fechados ao público geral. A celebração da Páscoa no Jardim do Túmulo, transmitida pela CBN, foi gravada previamente e sem público.

“É uma tristeza tão grande porque normalmente é tão vivo, tão vibrante, tão cheio de alegria. Sentiremos falta disso, especialmente este ano”, disse Simon Holland, diretor do Garden Tomb, à CBN News.

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