Oficiais de Imigração Reforçam Aeroportos dos EUA em Meio a Paralisação e Caos

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Oficiais de Imigração Recebem Novas Funções em Aeroportos Americanos para Aliviar Congestionamento Durante Paralisação

Agentes federais de imigração foram designados para auxiliar em aeroportos dos Estados Unidos com o objetivo de reduzir o congestionamento nas filas de segurança. A medida ocorre enquanto a paralisação do governo federal afeta o trabalho de outros funcionários e gera longas esperas para os passageiros.

A decisão, anunciada pelo presidente Donald Trump, visa apoiar a Transportation Security Administration (TSA). Centenas de milhares de trabalhadores de segurança interna, incluindo da TSA, Serviço Secreto e Guarda Costeira, estão sem receber salários desde que o financiamento do Departamento de Segurança Interna não foi renovado no mês anterior.

O coordenador de fronteira da Casa Branca, Tom Homan, nomeado por Trump para liderar a iniciativa, indicou que as funções específicas e o número de oficiais destacados ainda estavam em discussão com as lideranças da TSA e do ICE (U.S. Immigration and Customs Enforcement). Ele afirmou que um plano detalhado seria apresentado ainda no mesmo dia, definindo os aeroportos iniciais e o contingente a ser enviado.

“A prioridade são os grandes aeroportos onde há longas esperas, como três horas”, declarou Homan, explicando que os oficiais de imigração poderiam, por exemplo, cobrir postos de saída atualmente monitorados por agentes da TSA. Essa alocação liberaria os agentes da TSA para se dedicarem às filas de triagem, contribuindo para a redução do tempo de espera.

“Um oficial de lei altamente treinado pode cobrir uma saída e garantir que as pessoas não passem por ali. Isso alivia o oficial da TSA para que ele vá para a triagem e reduza essas filas”, exemplificou Homan. Outra possibilidade mencionada era a verificação de identificação por parte dos agentes do ICE antes que os passageiros acessassem as áreas de triagem. “Seremos um multiplicador de força”, assegurou.

Homan, contudo, ponderou que há limitações, não prevendo que oficiais do ICE operem máquinas de raio-X por falta de treinamento específico. O presidente Trump expressou em uma rede social que o ICE estaria presente nos aeroportos para apoiar os agentes da TSA que permaneceram ativos durante a paralisação.

A situação gerou preocupação entre os viajantes. Em Atlanta, no aeroporto Hartsfield-Jackson, as filas se estendiam por todo o terminal. “Todo mundo parece estar aceitando como está”, comentou Blake Wilbanks, de 43 anos, que chegou duas horas e meia mais cedo para seu voo.

No Aeroporto Internacional John F. Kennedy, em Nova York, o cenário era mais caótico, com grandes aglomerações de passageiros ansiosos e funcionários da TSA orientando o público por megafones para evitar empurrões. O secretário de Transportes, Sean Duffy, manifestou preocupação com a incerteza sobre os tempos de espera diários.

“Eles não sabem até o dia do voo ou até a tarde do dia do voo se precisam chegar uma hora e meia antes ou quatro horas antes. Se pudermos aliviar isso, o presidente quer tirar esse ponto de alavancagem dos democratas e tornar as viagens mais fáceis para o povo americano”, disse Duffy.

Por outro lado, o líder democrata na Câmara, Hakeem Jeffries, expressou oposição à medida, alertando contra a designação de agentes do ICE considerados “não treinados” em aeroportos. As declarações de Homan foram dadas em entrevistas aos programas “State of the Union” e “Fox News Sunday”, enquanto Duffy participou do “This Week” e Jeffries do CNN.

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