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sábado, 7 março 2026

Milagre Médico Revolucionário Permite Mulher com Quadro Terminal Receber Duplo Transplante e Viver Nova Vida

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Após ser desenganada por médicos e receber diagnóstico terminal, mulher vive ‘milagre’ com nova técnica cirúrgica combinada

Uma paciente com quadro terminal de insuficiência cardíaca, que já se despedia de seus familiares, recebeu uma nova chance de vida graças a um procedimento cirúrgico pioneiro. Monica McFarlan, que convivia há 15 anos com a doença, foi considerada sem opções de tratamento por diversos centros de transplante nos Estados Unidos. Sua condição indicava que ela teria entre dois dias e duas semanas de vida para se despedir da família.

O quadro de Monica incluía insuficiência cardíaca, nove medicamentos diários, múltiplas internações e uma cirurgia cerebral de emergência. O diagnóstico inicial foi aos 37 anos, e a luta pela sobrevivência se estendeu por muitos anos. Contudo, o corpo da paciente apresentava altos níveis de anticorpos, o que impossibilitava um transplante cardíaco tradicional devido ao alto risco de rejeição.

Diante do cenário, a equipe médica começou a discutir cuidados paliativos. Foi nesse momento que surgiu a discussão sobre o procedimento HALT (Heart After Liver Transplant), uma estratégia cirúrgica experimental. O método consiste em realizar primeiramente um transplante de fígado, seguido por um transplante de coração, ambos provenientes do mesmo doador. O fígado atuaria como um “escudo” biológico, neutralizando os anticorpos que poderiam atacar o novo órgão cardíaco, diminuindo assim o risco de rejeição.

“Nós tínhamos uma boa compatibilidade entre doador e paciente, mas sabíamos que o coração seria rejeitado se não usássemos essa estratégia”, explicou o Dr. Victor Pretorius, diretor cirúrgico de transplante cardíaco da Emory University.

O Dr. Pretorius detalhou que a cirurgia foi extensa, totalizando 16 horas. Ele ressaltou a eficácia da biologia por trás do procedimento, que oferece proteção ao novo coração e possibilita um futuro para o paciente. A técnica HALT havia sido desenvolvida apenas em 2023, sendo um fator crucial para o sucesso no caso de Monica, que havia sido recusada por todos os hospitais antes de sua equipe decidir tentar a abordagem inovadora.

A cirurgia bem-sucedida marcou a primeira aplicação do procedimento HALT no estado da Geórgia e a segunda nos Estados Unidos. Três meses após a intervenção, Monica McFarlan não apenas sobreviveu, mas também retomou sua vida, expressando profunda gratidão pela segunda chance. Ela atribui sua recuperação a um milagre divino, fortalecendo sua fé durante o processo.

Em um desfecho adicionalmente extraordinário, o fígado original de Monica, que estava saudável, pôde ser doado a outro paciente com insuficiência cardíaca, contribuindo para salvar mais uma vida.

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