Ataque brutal ADF deixa 24 cristãos mortos na RDC; segurança é questionada

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Forças Aliadas Democráticas (ADF) atacam Mbau, na República Democrática do Congo, e matam 24 cristãos dias após outro massacre

A vila de Mbau, localizada a aproximadamente 19 quilômetros de Beni City, no leste da República Democrática do Congo, foi palco de um ataque violento na noite de 2 de junho. O grupo Forças Aliadas Democráticas (ADF) é o responsável pela morte de pelo menos 24 cristãos, entre eles um pastor local e sua esposa, de acordo com informações preliminares.

Esta tragédia ocorre apenas alguns dias após outro ataque devastador ocorrido em 30 de maio na vila vizinha de Ngadi, que resultou na morte de 15 pessoas. Os recentes massacres aumentam a preocupação com a deterioração da segurança na região, que está sob a proteção das Forças Armadas Congolesas (FARDC), com apoio da Força de Defesa do Povo Ugandense (UPDF) e de forças de paz da ONU (MONUSCO).

A capacidade dos militantes em realizar ataques repetidos em áreas com significativa presença de forças de segurança levanta questionamentos entre os moradores. Edgar Mateso, analista político, classificou a situação como extremamente preocupante.

“Não é normal que o inimigo opere duas vezes na mesma área sem ser detido, enquanto a área está sob o controle total do exército regular, apoiado pela UPDF (exército ugandense) e pelas forças de paz da MONUSCO.”

Mateso ressaltou que a recorrência desses ataques expõe falhas graves na estratégia de segurança atual e exige uma resposta urgente das autoridades em Kinshasa. Ele defende uma reavaliação fundamental da abordagem governamental contra a ameaça do ADF no leste do Congo.

O analista argumentou que, sem uma revisão completa das operações militares e da governança de segurança, a população da província de Kivu do Norte continuará a sofrer. Encerrar as atividades desses militantes violentos, segundo ele, deve ser uma das mais altas prioridades nacionais.

Em menos de uma semana, combatentes do ADF foram responsáveis pela morte de mais de 40 pessoas em ataques que atingiram tanto a cidade de Beni quanto seus arredores. Além das vítimas fatais, há relatos de civis sequestrados durante os assaltos, cujo paradeiro e destino permanecem incertos.

A violência tem forçado muitas famílias a procurar parentes desaparecidos, vivendo sob o temor constante de novas agressões. Líderes comunitários apontam que o impacto psicológico sobre os residentes se agrava com a continuidade dos atos violentos.

Kasereka, um pastor batista em Beni, expressou a dificuldade de não se sentir exausto diante dos ataques contínuos.

“Para os cristãos em Kivu do Norte, esses massacres são mais um lembrete da insegurança que assola a região há anos e que tem dificultado a missão que estamos realizando.”

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