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sexta-feira, 20 fevereiro 2026

Tribunal Inicia Julgamento Histórico para Determinar se Redes Sociais Foram Criadas para Viciar Jovens

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Julgamento histórico em Los Angeles investiga se redes sociais foram intencionalmente projetadas para prender crianças e adolescentes, com potencial de moldar o futuro da internet.

Um julgamento sem precedentes em Los Angeles está colocando sob escrutínio os modelos de negócios das maiores empresas de tecnologia do mundo. A corte analisa se companhias como Meta, controladora do Facebook e Instagram, e o YouTube desenvolveram funcionalidades com o objetivo de criar dependência e prejudicar a saúde mental de jovens usuários.

O caso centraliza-se em uma jovem de 20 anos que iniciou seu uso das redes sociais aos 10 anos. Sua ação judicial argumenta que os recursos de design das plataformas a mantiveram “viciada”, contribuindo para quadros de depressão, ansiedade e problemas de autoimagem. A Social Media Victims Law Center, representada por seu fundador Matthew Bergman, expressou a esperança de que as futuras plataformas digitais sejam mais seguras.

“Aqueles usuários que têm um uso midiático problemático muito alto seriam considerados os usuários mais lucrativos para uma empresa. Então, eles estão projetando as mídias sociais de uma forma que nos empurra para ser esse usuário menos saudável porque é aí que eles ganham mais dinheiro”, explicou a professora Jane Shawcroft, da Ohio State University.

Documentos internos da Meta, datados de 2015, estimavam milhões de crianças menores de 13 anos utilizando o Instagram. Na época, o CEO Mark Zuckerberg estabeleceu metas para aumentar o tempo gasto no aplicativo. Em depoimento nesta quarta-feira, Zuckerberg afirmou que a abordagem da empresa evoluiu, mencionando as atuais restrições de idade e lamentando não ter chegado a elas antes.

A Meta, em comunicado, declarou que as evidências mostrarão que a demandante enfrentou muitos desafios difíceis antes mesmo de usar redes sociais. Este litígio se destaca pois gigantes da tecnologia frequentemente se beneficiaram de responsabilidade limitada sob a lei federal Seção 230, que isenta plataformas de responsabilidade pelo conteúdo postado por terceiros.

“Isso basicamente dizia que as plataformas online, como as empresas de mídia social, não poderiam ser responsabilizadas legalmente pelo que usuários terceirizados postavam”, detalhou Shawcroft.

No entanto, a presente ação judicial foca não nas postagens de usuários, mas na maneira como os próprios produtos foram concebidos e desenvolvidos. O veredicto deste caso, que será decidido por um júri, tem o potencial de influenciar milhares de ações semelhantes e moldar a futura regulamentação e design das plataformas de mídia social.

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