O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, participou de uma cerimônia em memória das vítimas do Holocausto no último domingo, 25, em uma sinagoga no bairro da Consolação, na capital paulista.
Durante o evento, ele reforçou o compromisso do estado no combate ao antissemitismo e destacou ações como a adesão à definição da IHRA e a oferta de segurança a instituições judaicas.
A cerimônia reuniu representantes da comunidade judaica, autoridades e sobreviventes, e fez homenagem às seis milhões de vítimas do Holocausto, conforme informação divulgada pela fonte fornecida.
Presença de autoridades e símbolos da memória
Além do governador, estiveram presentes figuras como o ex-prefeito Gilberto Kassab, o ex-ministro Celso Lafer e o secretário André Lemos, representando o prefeito da capital.
Seis velas foram acesas por sobreviventes, autoridades e jovens, e foram exibidas gravuras da artista e sobrevivente Ruth Tarasantchi, em homenagem às vítimas do genocídio nazista.
Ações de São Paulo contra o antissemitismo
Tarcísio afirmou: “Ainda tem gente que, nos dias de hoje, insiste em negar o Holocausto. A gente não pode permitir isso”, e ressaltou medidas adotadas pelo estado.
Entre as iniciativas mencionadas pelo governador está a adesão de São Paulo à definição de antissemitismo pela IHRA, “A gente vai professar isso, transformar isso em realidade, em ações concretas”, disse ele durante o ato.
O governador também citou providências tomadas após o ataque de 7 de outubro de 2023, informando que o estado se reuniu com a comunidade para oferecer suporte e segurança em sinagogas, escolas e outras instalações judaicas, incluindo coordenação com o consulado de Israel em São Paulo.
Mensagens de líderes e contexto
A presidente da Fisesp, Célia Parnes, alertou para os riscos da banalização do discurso de ódio, dizendo, “O Holocausto não começou quando as sinagogas foram incendiadas, começou quando as ideias mais extremas começaram a circular com aparência de normalidade. A violência começa sempre simbólica e testa os limites da reação social. Negar a história é preparar o terreno para que ela se repita. O povo judeu sabe como poucos que a história cobra um preço alto quando o mundo se cala”.
O cônsul-geral adjunto dos Estados Unidos, Ben Wohlauer, declarou que “o antissionismo é uma forma de antissemitismo. Israel é como uma apólice de seguro ao povo judeu”.
Cláudio Lottenberg, representante da Conib, afirmou que “O extremismo contemporâneo não é movido pelos valores. Infelizmente, é movido pelo poder econômico, pelo dinheiro, de forma objetiva. Israel legitimamente se defende de organizações terroristas”.
Programação e lembranças
A programação incluiu a exibição de um teaser do documentário “Soul on Fire”, sobre a vida de Elie Wiesel, sobrevivente do Holocausto e laureado com o Nobel da Paz, e contou com participações de organizações como a Conib, a Fisesp, a CIP e a ONG StandWithUs Brasil.
Desde a eleição, Tarcísio já participou da cerimônia três vezes, e reforçou que a comunidade judaica é bem-vinda em São Paulo, dizendo, “A gente repudia o antissemitismo. A comunidade judaica é muito bem-vinda. Somos um país que abraça, que agrega”.


