Docente aciona tribunal trabalhista após ser dispensada por responder questão sobre aborto em sala de aula
Uma professora com 28 anos de trajetória profissional iniciou uma ação judicial por discriminação contra a Biddick Academy, instituição estatal situada em Sunderland, na Inglaterra. Anita Meston, de 63 anos, foi demitida em março de 2025 após manifestar uma posição contrária ao aborto em resposta a uma pergunta feita por um aluno durante uma aula de história, conforme reportado pelo portal Christianity Daily.
O episódio ocorreu no momento em que um estudante questionou a educadora sobre seu posicionamento em relação ao tema. Ao declarar-se “pró-vida”, Meston justificou que sua visão era moldada por sua fé cristã e mencionou conhecer mulheres que lamentaram o procedimento abortivo. Quando outro aluno ponderou que também conhecia pessoas sem arrependimento sobre a mesma decisão, a professora encerrou o assunto respeitosamente.
No dia seguinte ao ocorrido, a direção da escola convocou a docente para tratar de uma reclamação sobre a aula. A escola encerrou seu contrato, sob a justificativa de que ela teria compartilhado opiniões pessoais sobre questões políticas com os alunos. Meston nega que tenha iniciado o debate e reforça que apenas respondeu a uma indagação direta antes de retomar o conteúdo acadêmico.
“Estou profundamente chocada com a decisão da Biddick Academy de me demitir por causa das minhas crenças pró-vida baseadas na fé e de outras opiniões pessoais e políticas comuns”, declarou Meston.
A defesa da professora, representada pela organização ADF International, argumenta que o caso configura uma forma de censura. O advogado Jeremiah Igunnubole sustenta que as proteções trabalhistas no Reino Unido abrangem crenças protegidas e que a demissão por uma resposta honesta a um aluno é inaceitável. O objetivo do processo é estabelecer um precedente legal para que funcionários não sejam desligados de suas funções devido às suas convicções religiosas.
