Prada enfrenta críticas pela escolha de embaixador global com histórico polêmico e posicionamento anti-Israel
A grife de luxo Prada gerou controvérsia ao nomear o cantor palestino Marwan Abdelhamid como seu novo embaixador global. A decisão reacendeu discussões sobre a linha tênue entre posicionamento político e estratégias comerciais de marcas. Abdelhamid já havia se envolvido em um episódio controverso em novembro de 2024.
Durante um show em Amsterdã, o artista interrompeu sua apresentação para expressar agradecimento a um grupo que teria participado de agressões contra torcedores israelenses. Este gesto foi amplamente interpretado por críticos como uma legitimação da violência, intensificando a repercussão negativa em torno de sua figura pública.
A campanha de divulgação da Prada com Abdelhamid exibe o artista utilizando um colar com um mapa que abrange os territórios de Israel sob a ótica do slogan “do rio ao mar”. Tal slogan é frequentemente associado à negação da existência do Estado de Israel. Observadores apontaram que, dada a natureza rigorosamente controlada das campanhas de marcas de luxo, a escolha de Abdelhamid pela Prada pode ter sido uma decisão deliberada.
Especialistas e consumidores têm questionado a aparente dissonância entre as mensagens de inclusão e paz frequentemente defendidas pela Prada e a associação da marca a um representante ligado a narrativas que, segundo críticos, fomentam a divisão. Houve sugestões de que a campanha poderia ter promovido a coexistência através da união de representantes palestinos e israelenses, em vez de aprofundar divisões.
Embora as coleções da Prada continuem sendo referência na indústria da moda, a atual controvérsia envolvendo a nomeação de Abdelhamid é vista por muitos como um posicionamento político claro e preocupante, que potencialmente afeta a imagem global da marca.
