Pastor Ezra Jin, da House Church, é libertado da China e chega aos EUA após Trump levantar caso

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Pastor Ezra Jin chega aos EUA após libertação da China

O pastor da igreja clandestina Ezra Jin Mingri, fundador da Beijing Zion Church, foi libertado da detenção na China e chegou a Los Angeles, nos Estados Unidos. Jin foi liberado diretamente da custódia no sábado e levado para os EUA, conforme relatado pela ChinaAid, uma organização cristã de defesa sediada no Texas.

Autoridades chinesas teriam informado a Jin que sua libertação ocorreu após conversas entre o presidente Donald Trump e o presidente chinês Xi Jinping, sendo apresentada como um gesto de boa vontade próximo ao Dia da Independência da América. A notícia, divulgada inicialmente pela Associated Press, indica que Jin já se reuniu com sua família.

Detalhes da libertação e gratidão familiar

Em comunicado, a família de Jin expressou gratidão a Trump, afirmando que a libertação aconteceu rapidamente e que não teria sido possível sem a intervenção direta de Xi Jinping. Eles manifestaram esperança de que a decisão possa sinalizar uma mudança positiva para os fiéis na China e para as relações entre EUA e China.

Em maio, a filha do Pastor Jin, Grace Jin Drexel, e Sebastien Lai, filho do empresário de mídia de Hong Kong Jimmy Lai, declararam que esperavam que Trump abordasse os casos de seus pais durante sua visita à China. Após seu retorno de visita de Estado a Pequim, Trump mencionou ter discutido as detenções de Jin e Lai com Xi.

Trump informou à imprensa que Xi Jinping disse que consideraria fortemente o caso do Pastor Jin, enquanto descreveu o caso de Lai como difícil.

Histórico e contexto da detenção

Jimmy Lai, 78 anos, um ex-empresário de vestuário e editor de um jornal de Hong Kong crítico a Pequim, foi sentenciado em fevereiro a 20 anos de prisão. Jin, por sua vez, foi detido em outubro juntamente com outros 17 líderes da underground Zion Church. Defensores descreveram o evento como um dos maiores expurgos contra uma única igreja em décadas na China, gerando preocupação com as restrições à liberdade religiosa impostas pelo governo chinês.

A Zion Church, uma das maiores igrejas clandestinas da China, já havia sido alvo das autoridades chinesas em 2018. Na época, Jin mudou sua família para os Estados Unidos, mas retornou à China, apesar dos riscos. Sua filha revelou no outono anterior que não via o pai há seis anos.

A trajetória de Ezra Jin

Ezra Jin, 56 anos, fundou a Zion Church em 2007, após estudar no Fuller Theological Seminary, na Califórnia. Ele se converteu ao cristianismo após participar dos protestos da Praça Tiananmen em 1989 e, posteriormente, transformou a Zion Church em uma das maiores congregações de igrejas clandestinas na China.

Advogados de liberdade religiosa celebraram a libertação de Jin, mas continuam a chamar a atenção para outros membros da igreja ainda detidos. Maya Wang, da Human Rights Watch, escreveu na plataforma X que pelo menos oito membros da Zion Church permanecem detidos e devem ser libertados.

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