Pastor chinês liberto na China clama por liberdade para correligionários ainda detidos e relata meses de sofrimento
Um pastor cristão chinês, recém-libertado de uma prisão na China e acolhido nos Estados Unidos, expressou sentimentos mistos de alegria e profunda preocupação. Ezra Jin Mingri, após reencontrar sua família nos EUA, fez um apelo emotivo pela continuidade dos esforços para a libertação de outros religiosos que permanecem detidos no país asiático.
Pastor Jin, que liderava uma das mais influentes igrejas clandestinas da China, foi detido junto com oito outros membros da igreja e pastores de diferentes congregações. A prisão ocorreu devido à recusa do grupo em se alinhar com o governo comunista chinês. Segundo relatos, além dos oito detidos com ele, muitos outros pastores proeminentes de igrejas chinesas ainda se encontram encarcerados.
“Estou livre nos Estados Unidos, com uma recepção tão calorosa. Por isso, quero fazer um apelo especial. Por favor, não se esqueçam dos muitos outros que ainda estão detidos”, declarou o pastor em um momento de forte emoção.
Ele encorajou aqueles que podem falar a fazê-lo, os que podem agir a agir, e os que podem orar a orar pela liberdade dos colegas. Os nove meses de prisão foram descritos como um período difícil, durante o qual o pastor Jin perdeu aproximadamente 13 quilos e ficou sem contato com o mundo exterior.
A soltura inesperada de Pastor Jin ocorreu após o Presidente Donald Trump ter levantado seu caso com o líder chinês Xi Jinping em maio. Em reconhecimento aos esforços, o Senador Dick Durbin agradeceu ao Presidente Trump por sua atuação e o incentivou a manter a pressão sobre o presidente chinês em favor dos cristãos presos por sua fé. A libertação foi vista como um passo positivo antes da visita do presidente Xi em setembro, destacando que não há razão para temer indivíduos que apenas exercem a liberdade de religião e expressão pacificamente.
Bob Fu, fundador da ChinaAid, organização que oferece assistência legal a cristãos na China, também expressou gratidão pela libertação do pastor Jin, creditando os esforços de Donald Trump, do Secretário de Estado e de outros oficiais americanos. Contudo, Fu reitera a preocupação com os cristãos que continuam encarcerados injustamente na China. A organização pede não apenas orações pela libertação dos detidos, mas também pela aceitação das igrejas chinesas pelo governo.
Oração e esperança marcam jornada do pastor libertado
A libertação de Ezra Jin Mingri foi comparada a um milagre. A fonte menciona que o pastor tem um pedido especial a Deus, indicando uma fé resiliente mesmo após os difíceis meses de cárcere e a apreensão pela situação dos que ficaram para trás.
