O promotor de Justiça de Mato Grosso do Sul Sílvio Amaral Nogueira de Lima ofereceu denúncia contra sete pessoas, acusadas de pertencerem a uma quadrilha de estelionatários que se apresentavam como falsos pastores da IURD (Igreja Universal do Reino de Deus), que seria responsável por lesar um produtor rural do Estado em US$ 73 mil.
O promotor pediu, ainda, que seja decretada a prisão preventiva de Marcos Lopes Couto, acusado como líder do grupo e que estaria foragido.
Além de Couto, foram denunciados Jammile Duarte Alves, Élcio de Souza Silva, Miriam Nunes Torres, Pedro Galdino dos Santos, Lindalva da Silva Oliveira e A. R. F. Eles são acusados de, no dia 20 de abril, associados em quadrilha ou bando, realizarem negociações e dissimulações que levaram a vítima do golpe a um erro, obtendo vantagem ilícita e resultando no prejuízo em questão. O grupo teria mantido vários contatos com a vítima, convencendo-a que faziam parte dos quadros da Igreja Universal em Mato Grosso do Sul e que tinham interesse em trocar o dinheiro arrecadado na instituição por dólares americanos.
Jamille Alves, conforme a denúncia, apresentou-se como “Jacqueline”, Pedro dos Santos como “Pastor Manoel” e A. R. F. como “Pastor Fernando”, e tentaram convencer o empresário sobre as vantagens do negócio. No início da semana anterior ao golpe, o “Pastor Manoel” entrou em contato com a vítima e informou que teria arrecadado R$ 210 mil na Igreja, que gostaria de trocar por dólares. O “Pastor Fernando” seria o contato, confirmando em contatos posteriores o valor anunciado pelo comparsa.
No dia do golpe, “Jacqueline”, A. R. F. e Marcos Couto teriam se dirigido ao escritório da vítima, levando uma maleta com o dinheiro da transação. Os R$ 210 mil teria sido mostrados para a vítima do golpe ainda no carro dos autores. O empresário informou que não conseguiu os US$ 83 mil previamente acordados, e sim US$ 73 mil. Fim relatou que não haveria problema, confiando que o restante do dinheiro seria levado à Igreja, e em seguida deixou a maleta no chão. A vítima, por sua vez, colocou a maleta com dólares no veículo dos acusados.
Enquanto a vítima pedia a um sócio que conferisse o dinheiro, partiu em perseguição dos denunciados, e veio a saber mais tarde que o dinheiro era falso. Ao entrar em contato com A. R. F., este disse que era o “procedimento da Igreja”, e que em poucos minutos mandaria o dinheiro verdadeiro, o que não aconteceu. De acordo com a denúncia do MPE, a quadrilha pretendia aplicar mais três golpes em Campo Grande e um em Aquidauana, sendo que Marcos Costa e A. R. F. teriam vindo à Capital atendendo a chamado de Jamille Alves, unicamente para cometerem o crime.
Fonte: Rádio Grande FM
NOTA: Atendendo a solicitação extrajudicial, enviada por e-mail em 22 de fevereiro de 2023, um dos nomes na matéria acima foi substituído pelas suas iniciais em 23 de fevereiro de 2023, às 13:40
A presença das igrejas evangélicas em bairros da periferia de Cuiabá é ainda maior do que na região central ou entre a população de classe média. O bairro Jardim Florianópolis, localizado na região norte da cidade, uma das mais populosas da Capital, é um exemplo prático.
Lá, existem pelo menos seis igrejas de diferentes origens evangélicas, para uma população de pouco mais de 4 mil habitantes (IBGE, Censo 2000). Só da Assembléia de Deus, são dois templos presentes no bairro.
No vizinho Jardim Vitória, a situação é semelhante. Existem nove igrejas evangélicas diferentes. Conforme números levantados pelo IBGE, a quantidade de evangélicos em Mato Grosso subiu 617% entre 1991 e 2000 (últimos censos realizados pelo órgão). Em Cuiabá, existem 82.089 evangélicos entre todos os diferentes tipos de congregação.
Estimativas divulgadas pelo site do Serviço de Evangelização da América Latina (Sepal) apontam que, dentro de 16 anos, o número de evangélicos no Brasil alcançará 50% da população. Até o final deste ano, as expectativas são de 40 milhões em todo o país.
O pastor Rubens Siro de Souza, vice-presidente da igreja Assembléia de Deus em Mato Grosso, informa que cerca de 10 igrejas são abertas em Cuiabá por ano. “Cada bairro que surge, nós colocamos um templo”, acrescenta, informando ter a congregação aproximadamente 100 mil membros professos na Capital e região.
Cada templo aberto pela Assembléia de Deus é feito, de acordo com Souza, para receber 1,8 mil pessoas. As igrejas são todas construídas pela congregação, conforme o pastor, com a medida padrão de 525 metros quadrados, saindo pelo valor aproximado de R$ 135 mil.
“Quando começamos a construir um templo, na hora que inaugura já está apertado para a quantidade de gente programada”, avalia Souza, informando que, na maioria das vezes, as pessoas que passam a freqüentar o novo templo já iam a Assembléia de Deus em outros bairros.
Líderes cristãos dos EUA pediram ao presidente George Walker Bush uma saída diplomática que ponha fim à crise no Oriente Médio, depois de advertirem que, se a crise do Hezbollah e Israel prosseguir e converter-se numa guerra regional, “pode-se perder toda a esperança numa solução que resulte em paz e segurança para Israel e para o futuro Estado palestino e para ambos os povos”.
Os religiosos declararam concordância com os bispos e patriarcas de Jerusalém, que consideraram “desproporcional” a resposta de Israel contra o povo palestino pela morte de civis, prisão de suas autoridades, destruição de pontes e infra-estrutura básica para a sobrevivência dessa comunidade.
“Apelamos para que você faça todo o possível para acalmar a situação e restaurar a esperança, com uma solução diplomática ao conflito”, disseram os líderes religiosos em carta remitida ao presidente Bush, na quinta-feira, 20 de julho.
Os líderes cristãos estadunidenses condenaram a captura do soldado israelense Gilad Shalit por militantes palestinos e pediram que o Hamas o liberte o quanto antes. Eles advertiram que o aumento da violência é alarmante, e pediram a Bush: “É urgente que você peça a todas as partes que evitem o uso da força e que, em troca, confiem num processo diplomático”.
O documento foi assinado por mais de 20 igrejas e organizações cristãs dos Estados Unidos, entre elas o Conselho Nacional de Igrejas de Cristo, o Comitê Central Menonita, a Igreja Reformada na América, a Igreja Episcopal, a Igreja Evangélica Luterana, o Conselho de Bispos Metodistas, entre outras.
Os líderes religiosos consideram urgente que os Estados Unidos intervenham ante as autoridades israelenses e palestinas, contando com a colaboração do Egito, “para conseguir uma solução diplomática que não piore e agonie a situação do povo palestino”. Eles destacaram a gravidade da situação na Faixa de Gaza, onde, assinalaram, as igrejas tratam desesperadamente de providenciar ajuda para muçulmanos e cristãos.
ONU anuncia ajuda ao Líbano e pede atendimento a doentes
O Programa Mundial de Alimentos (PMA) anunciou ontem uma operação de emergência em grande escala em favor de 300 mil libaneses, enquanto a Organização Mundial da Saúde (OMS) pediu que se garanta o acesso de feridos e doentes crônicos ao atendimento médico.
O valor da ajuda em alimentos anunciada pelo PMA chega aos US$ 8,9 milhões, enquanto a OMS requer cerca de US$ 32 milhões para atender às necessidades de cerca de 800 mil libaneses afetados pelos combates entre Israel e a milícia xiita Hisbolá.
A operação do PMA foi implementada imediatamente após a chegada, neste domingo, de 25 toneladas de biscoitos altamente energéticos, que já estão sendo distribuídas entre os deslocados, grande parte dos quais são crianças.
A organização afirma que este é o primeiro passo de uma operação humanitária muito mais ampla, que se prolongará por pelo menos três meses, e que representará a repartição mensal de 12 mil toneladas de alimentos e de outros artigos de primeira necessidade.
O coordenador de operações de emergência do PMA, Amre Daoudi, indicou que este organismo assumirá a coordenação logística de toda a ajuda que a ONU proporcionará no Líbano, para o que requer ter pronto, “o mais rápido possível”, um sistema integral de transporte, armazenamento e comunicações.
Como parte de seu plano de prioridades, a agência da ONU distribuirá inicialmente alimentos entre os 95 mil deslocados em escolas e edifícios públicos em Beirute, e 165 mil pessoas que vivem nas zonas mais afetadas pelos bombardeios, ao sul do Líbano.
O PMA atenderá paralelamente e com caráter de urgência a 50 mil dos 140 mil libaneses que, segundo estimativas, conseguiram atravessar a fronteira com a Síria, e agora estão refugiados no país.
Já a OMS assinalou em comunicado de imprensa que o conflito no Líbano já deixou mais de 1.200 feridos, e causou a morte de 346 pessoas.
“Os feridos precisam de acesso a hospitais seguros, que funcionem e que estejam equipados, enquanto os deslocados requerem água potável, saneamento, imunização e outros serviços”, indicou a agência das Nações Unidas.
Além disso, afirmou que as pessoas que sofrem de doenças crônicas, como diabetes ou doenças cardiovasculares, devem ter acesso aos remédios, sem os quais correm o risco de morrer.
A continuação do conflito no Médio Oriente, que já provocou centenas de mortos e pelo menos meio milhão de deslocados, está gerando uma verdadeira crise humanitária e dificultando, cada vez mais, a assistência às populações atingidas.
Neste cenário, muitas instituições religiosas funcionam como um refúgio para quem já perdeu tudo.
O Pe. Elias Aghaei, superior dos Paulistas no Líbano, refere à agência Fides, do Vaticano, que “há destruição por todo o lado”, assinalando que cerca de 4 mil refugiados do sul do país chegaram à área de Harissa, onde se localiza a casa dos religiosos. “Estamos tentando dar-lhes assistência, mas não temos tudo o que é preciso, em especial os medicamentos”, avança, pedindo um cessar-fogo imediato.
Outro religioso, Georges Absi, confirma que muitas casas de institutos de Vida Consagrada estão transformadas em centros de refugiados, mas adverte que “as condições são muito difíceis”.
Dezenas de milhares de habitantes do sul do Líbano optaram por refugiar-se em bairros majoritariamente cristãos. Nas aldeias cristãs do sul, os conventos e mosteiros continuam a abrir as suas portas para acolher os que escapam dos bombardeamentos israelitas.
O Alto Comissariado da ONU para os Refugiados (Acnur) expressou ontem sua preocupação com as “precárias condições” dos libaneses que fogem para abrigos nas montanhas. Num comunicado divulgado em Genebra, o ACNUR indica que o principal problema é como fazer chegar material de primeira necessidade aos deslocados libaneses nas montanhas.
A casa Salesiana “Dom Bosco”, de El Houssoun, na região montanhosa, acolhe neste momento mais de 200 pessoas. Segundo a ANS (Agência de Notícias Salesiana), o Voluntariado Internacional para o Desenvolvimento e o “Don Euro Bosco Network” (DBN) mobilizaram-se para uma arrecadação de fundos, tendo já enviado os primeiros 20.000 Euros.
“São muitas as crianças e as mulheres (algumas idosas, duas em estado de gravidez adiantada e dois homens cardiopáticos). Muitas dessas pessoas estão em estado de choque pelo terror daquilo que acabaram de viver”, declarou o Pe. Dany El Hayek, encarregado da casa de El Houssoun.
“Estamos prontos para erguer uma campo de refugiados com mais de 200 barracas, no terreno disponível em redor da nossa casa”, informam os Salesianos.
Bento XVI tem sido questionado pelos jornalistas, nestes dias, a respeito das comunidades cristãs da Terra Santa e assegura que o contato com as mesmas é “constante”. Este sábado, a Santa Sé divulgou um comunicado em que anunciava o envio de ajuda às populações locais, através do Conselho Pontifício “Cor Unum” – órgão executivo do Papa quando ele empreende iniciativas humanitárias especiais.
A primeira ajuda destina-se ao acolhimento dos milhares de deslocados e dirige-se à Cáritas Líbano, à Custódia da Terra Santa e outras organizações presentes no terreno.
A União Européia (UE) concordou, nesta segunda-feira, permitir o uso limitado de fundos do bloco de países em pesquisas envolvendo células-tronco de embriões humanos, contanto que não acarretem a destruição deles.
A concordância aconteceu dias depois do presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, ter vetado uma expansão de tais pesquisas no país, medida que agradou religiosos e ativistas contrários ao aborto.
O acordo abriu caminho para a adoção do programa científico de sete anos de duração do bloco europeu, no valor estimado de 69,40 bilhões de dólares. O programa pretende diminuir a diferença de pesquisa em relação aos Estados Unidos e estimular o crescimento econômico na região.
Extrair células-tronco de embriões humanos leva à destruição deles — um passo que igrejas e ativistas de ética dizem ser o mesmo que assassinato.
Mas ministros europeus concordaram, após horas de disputas, que a UE pode financiar pesquisas relativas a “passos posteriores” envolvendo células-tronco descartadas por clínicas de fertilidade.
Células-tronco podem transformar-se em qualquer outro tipo de célula do organismo, e podem ser retiradas de embriões ou de adultos para o desenvolvimento de drogas ou para recuperar regiões do corpo. Cientistas dizem que as pesquisas são necessárias para lidar com doenças como diabete, Alzheimer e Parkinson.
Empresas de biotecnologia comemoraram a decisão. “Estamos contentes de que não há proibições e que haverá acesso para se tentar outras vias de pesquisa diferentes para tratamentos”, disse uma porta-voz da Europabio, que represente companhias de biotecnologia européias.
“Realmente nada mudou em relação ao acerto anterior e é preciso lembrar que apenas 0,04 por cento dos recursos foram usados nesse tipo de pesquisa”, disse o ministro irlandês de Empreendimentos, Michael Martin.
O Parlamento Europeu ainda precisa aprovar a decisão desta segunda-feira, mas especialistas do setor na região não esperam problemas.
O sacerdote italiano Vito Cantó, de 33 anos, acompanhado por membros do movimento “Os salva-vidas de Jesus” percorre as praias italianas durante o verão pregando o Evangelho e ouvindo a confissão dos banhistas.
Segundo a edição de ontem do jornal “La Repubblica”, Cantó e o grupo percorrem o litoral de Pescara, no sul da Itália, para levar a “palavra de Deus” aos que passam suas férias na praia.
Vestindo uma camiseta vermelha com o lema “Salva-vidas de Jesus” e o desenho de um salva-vidas, os voluntários distribuem folhetos com a frase “Há um coração que reza por ti, na noite”.
Uma cruz de madeira com a inscrição “Jesus, nosso salvador” e uma pequena barca com um altar para a eucaristia são o sinal de que o sacerdote e seu grupo chegaram a uma praia.
A resposta dos turistas é variada e vai dos que decidem confessar seus pecados e receber a absolvição até os que perguntam se é uma piada, riem ou não levam o sacerdote a sério, disse Cantó.
Devido a medidas sanitária para evitar contágio da tuberculose e outras doenças como a hepatite, os padres de Campo Grande foram orientados a entregar a hóstia nas mãos dos católicos e não colocar diretamente na boca.
De acordo com o padre Adailton Miorim, a orientação foi repassada pela Arquidiocese de Campo Grande, que também pediu para que os padres falassem sobre procedimentos a serem adotados, caso haja suspeita da doença.
Apesar dos procedimentos adotados pela Igreja Católica na Capital, onde há 26 paróquias, a Sesau (Secretaria Municipal da Saúde) informou que não há nenhum alerta generalizado referente a doença, que está sob controle na Capital e em Mato Grosso do Sul, onde neste ano já foram registrados 392 casos, contra 945 de 2005, conforme dados da SES (Secretaria de Estado de Saúde).
Em Campo Grande, no primeiro semestre deste ano foram registrados 142 casos de tuberculose, sendo que oito pessoas morreram. No ano passado, foram 11 óbitos e 189 casos da doença, transmitida por bactérias que podem passar para outra pessoa através da saliva, espirro, tosse. Situação comum nesta época do ano, devido a baixa umidade do ar, que na semana passada chegou a 15%, a mais baixa do ano.
Nada de Lex Luthor, Coringa ou Doutor Silvana. O vilão de dois álbuns de histórias em quadrinhos lançados pela editora Devir é Deus, o próprio. Com os poderes da onipotência, onipresença e onisciência, o Todo-Poderoso enfrenta uma espécie versão barra-pesada e politizada da Liga da Justiça em “The Authority-Sob Nova Direção” (182 págs.) e um pastor renegado em “Preacher-A caminho do Texas” (200 págs.).
Em “The Authority”, Deus surge num contexto de ficção científica, como um gigantesco alienígena em formato de pirâmide responsável pela criação do Sistema Solar. Já nas histórias de “Preacher”, o vilão é mesmo o Deus cristão tradicional.
Super-heróis diferentes
Criado em 1999 pela dupla britânica Warren Ellis e Bryan Hitch para a editora Wildstorm, “The Authority” causou sensação ao mostrar uma história de super-heróis que carregava nas tintas da violência e da política.
Cínicos e brutais, os sete super-heróis do grupo Authority seguem uma cartilha bem diferente da correção política dos seus colegas de “Liga da Justiça”, “X-Men” e cia. Além de praguejar, usar drogas e fazer sexo, os protagonistas não se limitam a enfrentar cientistas loucos ou ETs assassinos. Os heróis preferem combater vilões muito mais próximos, como ditadores do Sudeste Asiático ou o governo norte-americano. Em vez de proteger a Terra, eles querem modificá-la.
A revista também causou polêmica ao trazer o primeiro casal assumido de super-heróis gays: Apolo e Meia-Noite, espécie de versão cor-de-rosa de Super-Homem e Batman. Outro personagem, o Doutor, é um mago que usa as drogas para entrar em contato com os espíritos de xamãs, que incluem Einstein, Buda e Cristo.
O Authority joga pesado. Numa queda-de-braço com o governo americano, ameaça “pôr no ar a agenda de telefones de todas as prostitutas de Washington”. Quando Apolo é violentado por um vilão, Meia-Noite se vinga sodomizando o maníaco sexual com uma britadeira.
“Sob Nova Direção” é o segundo volume encadernado com as histórias da grupo lançado pela Devir, e reúne os números 9 a 16 da edição americana. O primeiro arco de histórias do álbum, “Trevas Cósmicas”, foi o último feito pela dupla original Ellis e Millar. Além da violência e do humor, os roteiros de Ellis enfatizam conceitos bizarros de “science fiction” –como balsas espaciais vivas e universos-bebês enjaulados– e as batalhas épicas, perfeitas para o traço realista e grandioso de Hitch, que adora fazer artes majestosas em quadros de página inteira.
No arco de despedida dos seus criadores, o Authority enfrenta uma antiga criatura alienígena que é “a coisa mais próxima do conceito de Deus que este universo já viu”. Bilhões de anos atrás, explica o Doutor, Deus criou a Terra como seu retiro de férias, mas descobriu, ao voltar de um passeio pelo Universo, que o planetinha agora estava coberto pela humanidade, “essa irritante infecção de seis bilhões de organismos”. Para livrar a Terra de ser desinfetada, o Authority precisa “achar um jeito de matar Deus”, invadindo as próprias entranhas da divindade.
Em busca de Deus
Observados por garçonetes melancólicas e pelos vidros sujos com catchup de um café perdido no interior dos Estados Unidos, três pessoas conversam. Não vemos direito seus rostos, mas percebemos que estão falando de Deus e sobre como encontrá-lo. Uma mulher diz: “Pelo que eu sei, tem dois locais perfeitos para se procurar Deus: na igreja ou no fundo de uma garrafa”. O homem diante dela responde: “Então, talvez eu deva procurar uma loja de bebidas… pois uma coisa eu digo: numa igreja é que Ele não está” –no final da frase, um close, e percebemos que a fala vem de um pastor.
O pastor é Jesse Custer, e a seqüência é a primeira página de “Precher”, uma saga fechada –com começo, meio e fim, algo incomum nos quadrinhos americanos– de 75 números que conta a história da busca de Custer em sua busca por Deus. Literalmente.
Após se fundir a uma criatura super-poderosa, nascida do cruzamento entre um anjo e um demônio, o pastor Custer confronta os paus-mandados do Paraíso a respeito do Criador e descobre que Ele desistiu. Deus abandonou sua criação e se escondeu em algum lugar dos Estados Unidos.
A partir daí, a história segue em clima de “road movie”, quando Custer passa a percorrer os EUA atrás do Todo-Poderoso. “Eu estou à procura de Deus porque concluí que ele abandonou sua criação. (…) Quero confrontá-lo e ouvir o que tem a dizer sobre essa acusação”, afirma Custer.
Na sua busca, Custer é acompanhada pela namorada, Tulip, pelo amigo Cassidy –um vampiro irlandês que prefere beber cerveja a sangue– e pelo fantasma de John Wayne, que atua como uma espécie de conselheiro de Custer.
A peregrinação de Custer freqüentemente mostra a América pelo que ela tem de mais estúpido. Ennis não poupa ninguém. A cultura teen é representada pelo adolescente grunge que atira no próprio rosto para imitar o gesto de Kurt Cobain, mas sobrevive com um buraco em forma de ânus no rosto, tornando-se o Cara-de-Cu (Arseface); descoberto pela MTV, vira um astro pop. O Sul do país aparece com seus caipiras que transam com galinhas e se casam com as irmãs, e Nova York, com seus psicopatas que guardam cadáveres na geladeira e policiais durões homofóbicos que secretamente curtem orgias gays sadomasô.
Tudo passando pelo traço do britânico Steve Dillon, que se revelou o parceira ideal para o textos de Ennis, seja pela sua habilidade em retratar expressões e fisionomias–imprescindível para um autor que se destaca pelos diálogos irônicos e afiados, à la Quentin Tarantino–, seja por seu talento natural para desenhar pessoas deformadas e mandíbulas arrancadas.
Cinema
Desde que foi lançado, “Preacher” despertou interesse para adaptações cinematográficas. O ator James Marsden (o herói mauricinho Ciclope, da trilogia “X-Men”) tentou emplacar na HBO um projeto para encarnar Jesse Custer em um filme ou numa série de TV, mas a idéia nunca saiu do gibi. Não deve ser fácil convencer os produtores a adaptar uma história que mostra Deus como o maior dos vilões.
Segundo o pastor, Agnaldo Muniz alardeou ter destinado, via emendas do Orçamento da União, R$ 100 mil para uma instituição chamada Associação Betel de Evangelismo e Missões, mas o dinheiro nunca chegou.
O site rondonoticias, de propriedade do radialista Arimar Souza de Sá, que é candidato a deputado estadual, levantou neste domingo mais uma suspeita sobre o deputado federal evangélico Agnaldo Muniz (PP), que foi apontado pela revista Veja como estando envolvido com a máfia das ambulâncias.
Segundo o site de Arimar, um certo pastor Floriano, da Assembléia de Deus de Ji-paraná, afirmou que Agnaldo Muniz alardeou ter destinado, via emendas do Orçamento da União, R$ 100 mil para uma instituição chamada Associação Betel de Evangelismo e Missões, mas o dinheiro nunca chegou.
Ainda de acordo com o site, o pastor Floriano lamentou o envolvimento de Agnaldo Muniz no escândalo das sanguessugas.
Agnaldo Muniz, que é evangélico, ligado à Assembléia de Deus, recebeu recentemente o apoio do Conselho de Ministros da igreja para o seu projeto de reeleição.
Neste domingo, o jornal eletrônico www.tudorondonia.com.br tentou manter contato com o deputado Agnaldo Muniz ou sua assessoria, mas não conseguiu.
Assessoria tenta abafar denúncias contra Aguinaldo Muniz
Em vão à assessoria do deputado federal Aguinaldo Muniz (PP) tentou desde sábado abafar as denúncias de que o evangélico está na lista dos que se beneficiou ilicitamente com o esquema das ambulâncias. O Rondonoticias já havia informado no dia 23 de maio que o deputado pepista fazia parte do “esquema” junto com mais alguns parlamentares de Rondônia.
O nome de Aguinaldo estava numa relação como um dos que mais usou o suposto esquema da compra de ambulâncias para repassá-las para muitas prefeituras de Rondônia no biênio 2004/2005.
As ambulâncias que Muniz conseguiu repartir estão listadas nos diversos panfletos publicitários que o deputado mandou imprimir em formato tablóide e repartir por todo o território de Rondônia. Ele teria apresentado emendas para comprar ambulâncias no valor de mais de R$ 300 mil.
No total, foram apresentadas emendas por deputados de Rondônia no valor de R$ 2.252.500,00 (dois milhões duzentos e cinqüenta e dois mil e quinhentos reais) para compra de ambulâncias.
O Arcebispo da Paraíba, dom Aldo Pagotto, informou que as dioceses do regional Nordeste 2, que inclui os estados da Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Alagoas, estão preparando uma cartilha para orientar o papel da Igreja nas eleições.
O material defende o voto consciente e proíbe religiosos de fazer campanha para os fiéis.
“Não cabe à Igreja se imiscuir-se em política partidária, usando sermões para induzir os votos dos eleitores. Queremos recuperar a necessidade de uma boa escolha. Há candidatos, há propostas, e podemos ter uma participação mais efetiva, mesmo que não se obtenha um resultado imediato, é uma medida a médio, longo e infinito prazo”, disse.
Dom Aldo explicou que, desde a sua chegada à Paraíba, ficou implícita a posição de que a Igreja e as 20 dioceses do Regional Nordeste 2 são contrários à participação de padres na política partidária. “Queremos tentar auxiliar a formação da mentalidade concidadã, mas nunca indicar votos para algum candidato ou partido”, completou.
No mês de agosto, a Igreja Católica centraliza as suas atividades nas questões vocacionais. Um “Encontrão” será realizado no auditório do colégio Nossa Senhora de Lourdes (Lourdinas) para debater o tema. “Temos todos os meses um encontro de acompanhamento dos sinais vocacionais”, anunciou o arcebispo.