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Projeto de lei peruano propõe pena de morte para pedófilos

Um projeto de lei que propõe denunciar a Convenção Americana dos Direitos Humanos para aplicar a pena de morte a estupradores e assassinos de crianças reabriu uma antiga discussão sobre a pena capital para deter os casos de pedofilia no Peru.

A iniciativa foi apresentada para debate no Congresso unicameral pela deputada Lourdes Alcorta, da aliança conservadora Unidade Nacional, e foi apoiada por oito dos 17 legisladores deste bloco parlamentar de oposição.

O projeto propõe a aplicação da pena capital aos culpados de “violação da liberdade sexual em caso de menores de nove anos e de incapacitados físicos e mentais, assim como de maiores de nove e menores de 18 anos, sempre que cause a morte da vítima”.

Atualmente, a Carta Magna só estabelece esta pena para crimes de lesa-pátria em casos de guerra ou terrorismo.

Para avalizar esta proposta, o documento propõe denunciar a Convenção Americana de Direitos Humanos ou Pacto de San José da Costa Rica.

No entanto, Alcorta sustentou que a denúncia não terá por efeito desligar o Estado peruano das obrigações contidas na Convenção Americana de Direitos Humanos.

A proposta de implantar a pena capital reabriu no Peru o antigo debate sobre sua conveniência ou não entre os que a defendem e os abolicionistas.

“Um desgraçado que pega uma criança, a molesta, a violenta e a mata de dor não merece continuar vivendo”, disse a congressista.

Paradoxalmente, a autora da iniciativa, apesar de ser da oposição, concorda plenamente com o presidente social-democrata Alan García, que acendeu o debate ao se declarar a favor da pena de morte para os pedófilos, quando inaugurou seu governo, em julho passado.

O projeto de lei foi apresentado depois que a Igreja Católica se pronunciou contra esta punição a estupradores e assassinos de menores.

“A Igreja proclama a primazia e a inviolabilidade da vida humana, o que significa que ninguém pode dispor diretamente da vida própria ou alheia, sem levar em conta o grave risco que corre em se erguer como dono da vida”, manifestou a Conferência Episcopal Peruana.

O presidente da Suprema Corte, Walter Vásquez, advertiu que o Peru é obrigado a respeitar o Pacto de San José “porque as normas supranacionais fazem parte da legislação nacional”, que proscreve a pena de morte.

Fonte: AFP

Juiz decide que religião não pode ser obstáculo para presença em provas

Um Mandado de Segurança foi solicitado porque o candidato, fiel à Igreja Adventista do Sétimo Dia, não poderia realizar as provas marcadas para sábado – o dia é destinado a resguardo religioso pela religião.

Em decisão polêmica, um juiz substituto da 1ª Vara de Fazenda Pública decidiu que a religião não pode ser obstáculo para o cumprimento de uma obrigação legal.

O entendimento é do magistrado Flávio Henrique de Melo, que indeferiu pedido inicial ao julgar Mandado de Segurança que visava assegurar a um candidato, o direito de realizar prova em concurso público para motorista da Prefeitura de Porto Velho (RO).

Após perder o exame, o concorrente ao posto de motorista recorreu à Justiça para reaver o direito de participar da avaliação. Na ação, ele alegou ter direito líquido e certo de se submeter à avaliação, por ela ter sido feita em um dia não compatível com sua religião. O juiz, porém, entendeu que o candidato não tinha esse direito.

Em sua decisão, o magistrado considerou que o candidato sabia de antemão que a prova seria aplicada em um sábado, e que o comparecimento à avaliação seria um ônus, esteja autorizado ou não por sua religião. Diretor de Liberdade Religiosa para América do Sul da Igreja Adventista do Sétimo Dia, Williams Costa Júnior acredita que a decisão foi equivocada. “Temos legislações em dez estados que asseguram o direito de resguardo religioso ao sábado, mas infelizmente Rondônia não está entre eles” reclama.

Segundo o Júnior, a decisão fere a liberdade religiosa do candidato, prevista na Constituição. “Liberdade Religiosa não significa apenas poder falar de uma igreja, mas assegurar o respeito à vontade e aos direitos que todo ser humano tem, independente do seu credo”, ressalta. Segundo o adventista do sétimo dia, o resguardo está previsto na própria Bíblia, e não seria exclusividade da religião.

Na ação indeferida pelo magistrado de Porto Velho (RO), o candidato teria reclamado que a prova teria sido realizada sem que o mesmo fosse avisado por documento. O juiz considerou que a alegação era improcedente, pois o cronograma havia sido divulgado no edital, o que daria ciência prévia da data da prova.

Consultor jurídico do CorreioWeb/Concursos o procurador Leandro Bueno, afirma que decisões como essa são controversas. “O tema depende muito da interpretação do juiz, alguns são favoráveis, outros não”. Geralmente, afirma Bueno, quando o candidato pede com antecedência para realizar a prova quando o sol já se pôs – o que é permitido pela religião adventista -, o pedido costuma ser atendido.

Fonte: CorreioWeb

Novas normas para cerimônia de casamento em Curitiba

A forma como alguns noivos organizam o próprio casamento religioso vem fazendo com que muitas cerimônias se caracterizem mais como eventos sociais do que como celebrações de um sacramento.

Em função disso, a Arquidiocese de Curitiba estuda a possibilidade de estabelecer algumas normas – a serem cumpridas nas 156 paróquias que a compõe – com o objetivo de resgatar o verdadeiro significado do matrimônio.

“Não se tratam de proibições, mas de medidas que salvaguardem a parte espiritual da cerimônia. A idéia é resgatar a dignidade do sacramento do matrimônio, fazendo com que os mesmos sejam atos de encontro com Deus e não atos sociais”, diz o vigário episcopal responsável pela comissão de liturgia da Arquidiocese, Gilson Camargo, que também é o padre responsável pela paróquia São Vicente de Paulo, nas Mercês, onde apenas neste mês serão celebrados 22 casamentos.

Entre os aspectos que podem descaracterizar as cerimônias como celebrações religiosas estão: o excesso de decoração da igreja; a escolha de um grande número de padrinhos, quando o necessário é que haja apenas um casal para a noiva e outro para o noivo; e a utilização de músicas consideradas inadequadas, que muitas vezes contradizem o sacramento. “Há algum tempo, na paróquia São Vicente, na entrada do noivo o casal escolheu uma música em francês que falava sobre como os casamentos caem na rotina e se tornam algo enfadonho com o passar dos tempos. É este tipo de coisa que queremos evitar”.

Gilson lembra também que em um casamento realizado na véspera do carnaval os convidados foram fantasiados e os noivos entraram na igreja com adereços típicos da festa de Momo. “Muitas das coisas utilizadas nas cerimônias estão mais relacionadas ao comércio que existe em torno do casamento do que com a celebração em si. Muitos noivos gastam verdadeiras fortunas para casar na igreja, quando isso não é necessário. Casar na igreja não é caro. O que é caro são os recursos utilizados, como decoração, cerimonial, foto e vídeo, contratação de músicos, entre outras coisas”.

Fonte: Paraná On-line

Bispos peruanos se unem contra pena de morte

A Conferência Episcopal Peruana emitiu um comunicado, no qual ressalta a inviolabilidade da vida humana e sua oposição à pena de morte. Trata-se de uma reação ao movimento social que pede a pena capital como castigo para quem violenta e mata menores.

No texto intitulado “Vim para que todos tenham vida e vida em abundância” (Jo 10, 10), o Episcopado peruano recorda que a Igreja quer ser “também hoje, promotora do valor da vida humana, que “tem de ser respeitada porque é sagrada””. “Desde o seu início, a vida humana pressupõe a ação de Deus e permanece para sempre numa relação especial com o Criador, seu único fim; além disso, é obrigação do Estado proteger a vida.”

Os bispos afirmam ainda, que “ninguém pode dispor diretamente da vida própria ou alheia, sem levar em conta o grave risco que se corre, em querer ser dono da vida, uma vez que Deus é o único Senhor da vida humana”.

“Consideramos que é necessário _ continuam os prelados _ buscar uma solução integral para essa problemática, com base numa política de prevenção, que passa por uma renovação do nosso esforço pela busca da formação da pessoa humana, alicerçada nos princípios e valores sólidos, numa verdadeira educação, não uma mera informação.”

Finalmente, os bispos peruanos pedem às autoridades competentes, aos agentes sociais e aos políticos, que “não convertam o delicado e complexo tema da pena de morte num assunto de caráter político, já que sua dimensão e sua consideração devem ser fundamentalmente jurídica, ética e moral”.

Fonte: Rádio Vaticano

Pastor Hamid Pourmand sai da prisão

As autoridades prisionais de Teerã, de forma bastante discreta, mandaram o cristão Hamid Poumand para casa em julho passado, informando que ele não precisaria cumprir os 14 meses restantes de sua sentença de 3 anos.

Nenhuma explicação foi dada para a libertação repentina do pastor Hamid, agora com 49 anos, embora funcionários da prisão garantissem a ele visitas ocasionais a sua casa por três dias ou mais, para ver sua família, durante o ano passado.

Depois da libertação, em 20 de julho, o pastor Hamid teria sido avisado de que freqüentar cultos pode fazer com que sua ordem de libertação seja revogada e ele seja mandado de volta para cumprir o restante da pena.

Cristão há mais de 25 anos, Hamid Pourmand era um coronel do exército que atuava voluntariamente como pastor leigo na cidade portuária de Bandar-i Bushehr quando foi preso, há dois anos.

Junto com outros 85 líderes eclesiásticos, o pastor Hamid foi preso em 9 setembro de 2004, em uma batida policial a uma conferência da Assembléia de Deus em Karaj, próximo a Teerã.

Dois julgamentos

Embora todos os outros tenham sido libertados em quatro dias, o pastor Hamid foi mantido em confinamento solitário por cinco meses e depois foi julgado, primeiro por um tribunal militar, e depois por uma corte islâmica.

Em fevereiro de 2005, um tribunal militar de Teerã julgou Hamid Pourmand culpado por esconder do exército iraniano sua conversão do islamismo para o cristianismo. A corte se recusou a aceitar a documentação apresentada pelo advogado de Hamid confirmando que seus superiores sabiam que ele tinha se tornado um cristão.

Sentenciado a três anos de cadeia, o ex-coronel foi dispensado de forma desonrosa do exército e privado de seus benefícios e pensão militar. Sua esposa e filhos, que ficaram sem sustento, tiveram de sair da casa em que viviam.

Três meses depois, o pastor Hamid foi transferido para uma prisão em Bandar-i Busheher, onde foi julgado por proselitismo e apostasia. Um muçulmano que abandona o islamismo por outra religião enfrenta a pena de morte, segundo a interpretação iraniana xiita da lei islâmica.

Mas, em uma audiência no dia 28 de maio de 2005, a corte islâmica julgou Hamid inocente, declarando que ele não tinha feito “nada errado” sob a lei islâmica.

Hamid Pourmand estava preso, desde então, na prisão Evin, em Teerã, junto com dissidentes políticos e outros prisioneiros de consciência, incluindo o conhecido jornalista Akbar Ganji.

O pastor Hamid e sua esposa Arlet, que é de origem cristã assíria, têm dois filhos adolescentes: Immanuel e David.

Louve a Deus por essa maravilhosa bênção que Ele concedeu ao nosso irmão e sua família!

Fonte: Portas Abertas

Unidade em torno do texto sagrado

Por iniciativa da Sociedade Bíblica da Argentina, em novembro de 2004 foi firmado documento histórico introduzindo a celebração em conjunto.

Além disso, no mês de setembro, a Igreja Católica Romana, a Igreja Ortodoxa, as Igrejas Evangélicas e outras confissões cristãs celebram o Mês da Bíblia no país.

Este ano, afora os serviços religiosos que cada templo, paróquia e igreja vão realizar no domingo, também estão previstas, no país, conferências e celebrações alusivas ao Mês da Bíblia. Algumas terão características ecumênicas e outras agruparão organismos e conselhos denominacionais, que contam com o auspício da Sociedade Bíblica Argentina.

Buenos Aires será palco de uma das maiores mostras de unidade em torno das Sagradas Escrituras. Na segunda-feira, 25, será realizada palestra no Teatro da Comédia, organizada pela Comissão de Ecumenismo de Igrejas Cristãs na Argentina (CEICA), com o apoio da Federação Argentina de Igrejas Evangélicas (FAIE). Monsenhor Luís H. Rivas, reconhecido biblista católico, e a teóloga e pastora luterana Mercedes García Bachmann vão falar sobre o tema “Os evangelhos canônicos”.

O diretor da Sociedade Bíblica Argentina, Marcelo Figueroa, disse para a ALC que entre os múltiplos fundamentos para a introdução desse dia “podemos citar que a Bíblia foi o livro fundamental das culturas ocidental e oriental, e sua gravitação na legislação, na ética e em todos os ramos da arte deu um perfil comum à nossa cultura latino-americana”.

Além do valor sagrado que a Bíblia tem para os crentes, ela é um dos tesouros mais ricos da literatura universal de todos os tempos. Sua importância é indiscutível em todos os âmbitos da cultura, assinalou Figueroa.

Fonte: ALC

Igreja pede e livro contra o papa é recolhido

Um grupo de poetas populares e boêmios que costumam se encontrar em mesas de bar do Recife, sob a liderança de Luiz Berto – autor do premiado Romance da Besta Fubana -, causou alvoroço na cidade ao lançar um livro com o mote ‘Bento foi eleito papa sem dar papa pra ninguém’.

A publicação, de 55 páginas sob o título Um Mote Santo e Algumas Sacras Glosas, incomodou a Arquidiocese de Olinda e Recife por seus versos provocadores – alguns quase inocentes, outros com palavras de baixo calão – sobre Bento XVI. O problema é que o livro, editado pela Bagaço, foi patrocinado pela Secretaria de Cultura de Olinda. Lançado em maio, foi recolhido no mês seguinte depois que a prefeita Luciana Santos (PCdoB) recebeu uma comissão indignada da Cúria Metropolitana, enviada pelo arcebispo de Olinda e Recife, d. José Cardoso.

‘O papa é contra o rock/Contra o ‘pop’quem diria/Na sua ortodoxia/O que virá a reboque?/Povo cristão que se toque/Tratou Boff com desdém/Quem à direita convém/Do inferno não escapa/Bento foi eleito papa/Sem dar papa pra ninguém’, diz uma glosa, composição poética que no padrão tradicional nordestino é escrita com dez versos terminando com o mote proposto.

A prefeitura acatou o pedido da Igreja e quer evitar mais polêmica. A Assessoria de Imprensa informou que, se a prefeita tivesse tomado conhecimento prévio do teor do livro, teria vetado a publicação ‘em respeito à liberdade da prática religiosa’. O arcebispo não fala sobre o assunto.

Dos 500 exemplares, mais da metade foi recolhida. Parte foi distribuída gratuitamente, parte ficou com os 25 poetas que assinam as glosas.

Mas o diz-que-diz-que provocou uma procura inesperada do livro. Os exemplares distribuídos estão sendo xerocados ou vendidos. ‘A Igreja tem coisa mais importante para se ocupar do que censurar poetas populares’, indigna-se Berto, que promete uma segunda edição, bancada por seu grupo. A atitude de d. José Cardoso virou alvo dos ‘gloseiros’ na internet: ‘Dom José vai queimar vivo/ quem bulir com o papa Bento’.

Fonte: Estadão

Jovem de 16 anos admite que baleou padre

Um jovem de 16 anos admitiu ontem ao delegado Roberto Queiroz, diretor da Divisão de Atendimento ao Adolescente (Data), que atirou no padre Antônio Braga Costa Júnior, da Paróquia de Moju. Baleado na cabeça, em agosto passado, o religioso desde então permanece internado no Hospital Metropolitano.

Acompanhado de um advogado, o adolescente, que se apresentou na Data, disse que apertou o gatilho porque o padre estaria tendo um relacionamento amoroso com a namorada dele. O rapaz afirmou que não sabia que a vítima era um padre. Segundo o delegado Roberto Queiroz informou à assessoria de comunicação da Polícia Civil, o adolescente contou que, certa vez, atendeu o celular da namorada. Do outro lado da linha o homem se identificou apenas como Júnior.

Desconfiado que estivesse sendo traído, o rapaz contou que, a partir desse episódio, começou a seguir a namorada. No dia do baleamento, ele a seguiu de bicicleta. E disse ter visto a namorada encostada no carro dirigido pelo padre. De dentro do veículo, o religioso conversava com a jovem. O adolescente contou que começou a discutir com a namorada e com o padre. No decorrer da discussão, o adolescente afirmou que o padre teria jogado o carro em cima de sua bicicleta.

Ele, então, atirou no veículo, atingido a cabeça do religioso. O rapaz afirmou que andava armado porque vinha recebendo ameaças de morte, feitas por um desafeto. Dizendo-se arrependido, o adolescente garantiu que sua intenção não era balear o padre, alvejado quando estava na rua dos Tembés, próximo à travessa Padre Eutíquio, no bairro da Cremação.

Cristiane do Socorro Correia, a namorada do adolescente, já foi ouvida em depoimento na Central de Flagrantes, que funciona no prédio da Seccional de São Brás. Policiais da Cremação já haviam capturado Diogo Walber de Oliveira Marques, o ‘Cachaça’. A versão de que o baleamento teria motivo passional foi contestada pela Diocese de Abaetetuba, onde padre Antônio trabalha. ‘É uma coisa muito injusta julgar alguém nas circunstâncias em que se encontra o padre Antônio. Ele nem ao menos pode se defender de tamanha calúnia. Vocês o mataram duas vezes’, já declarou o bispo da Arquidiocese de Abaetetuba, dom Flávio Giovenale.

Segundo ele, o religioso trabalhou 12 anos na Paróquia de Abaetetuba – cinco como padre e outros sete como seminarista. ‘Em todo esse período, padre Antônio sempre teve um comportamento ilibado’, completou o bispo.

Fonte: Amazônia Hoje

Família assombrada pelo fogo pede ajuda

Incêndios misteriosos continuam atormentando a família da dona-de-casa Isanete Ferreira, de 43 anos, no Distrito de Icoaraci. Eles já não suportam mais o sofrimento de estarem perdendo tudo por causa do fogo de origem desconhecida, que queima os objetos e partes da casa onde moram.

Sem saber mais o que fazer para acabar com isso, a família de Isanete pede ajuda ao governo do Estado para se mudar do local. Esperam também doações, pois quase tudo que tinham foi perdido com os incêndios repentinos.

‘Não temos condições de ir embora para outro lugar. Precisamos de ajuda. Ninguém quer esse terreno. A gente não dorme. Estamos vivendo como zumbis. Temos de nos revezar e quem tenta dormir, não consegue’, disse Isanete, que enfrenta o problema com mais nove pessoas, entre elas duas crianças pequenas, de quatro e seis anos, respectivamente. No final da noite de segunda-feira, mais roupas da família foram incendiadas sem explicação. Durante a entrevista realizada ontem de manhã, uma toalha estendida em uma das janelas também foi tomada pelas chamas inesperadamente. O sofrimento já dura 26 dias, mas esta não é a primeira vez que isso ocorre com as vítimas do mistério. Há cinco meses, o fenômeno se manifestou na casa de Isanete, mas durou poucos dias. Orações em grupo, visita de sacerdotes, entre eles o padre Jaime Pereira, da Paróquia do Menino Deus, e até a mudança de alguns membros da família para residências de conhecidos ajudaram a suspender o fogo. Acreditava-se que alguém da própria família estaria provocando as chamas inconscientemente por algum conflito pessoal, mas eles mesmos já não crêem tanto nesta hipótese.

Isanete disse que há mais de 30 anos um senhor chamado ‘Cornélio’ teria morado na casa onde ela e os familiares residem há 12 anos. Este senhor era considerado muito mau e bastante apegado ao imóvel, proibindo inclusive a entrada de crianças no quintal. Uma delas teria morrido dentro do poço da residência durante uma brincadeira. ‘Cornélio’ haveria sido expulso do bairro pelos moradores porque não a socorreu. Ele morreu em Castanhal há algum tempo, conforme relatou Isanete.

‘Quando pensamos em fazer alguma coisa na casa (obras), começa a pegar fogo. Compramos material de construção em julho do ano passado para reformar a casa. As paredes começaram a rachar. Em abril, tentamos de novo fazer alguma coisa e dessa vez começou o fogo. Sou aposentada, fiz um empréstimo de R$ 2,8 mil para consertar a casa, mas foi tudo queimado’, revelou a senhora.

Bastante abatido, o pedreiro Edivaldo Cabral da Silva, de 52 anos, marido de Isanete, está chateado por causa da situação vivida por ele e parentes. Edivaldo também espera o socorro das autoridades. ‘Só temos dois lençóis agora para nos embrulharmos. Estamos sem nada. Já disseram que o problema está entre nós, mas na verdade o problema é na casa. Não há desarmonia entre a gente. Queremos saber de onde vem isso. A gente precisa saber’, desabafou o pedreiro.

Isanete e Edivaldo esperam a visita do Corpo de Bombeiros para a realização de perícia na residência e quem sabe encontrar a verdadeira razão que justifique as chamas. A tia de Isanete, Gonçala Batista da Silva, de 68 anos, também não suporta mais tanta angústia. ‘As coisas não pegam fogo na nossa frente. Temos de ficar sempre vigiando. Não sabemos como parou e como esse fogo voltou. Passaram-se quatro meses e parece que voltou mais forte. Na primeira vez não dormíamos no chão como agora’, lamentou a idosa.

O líder da Paróquia do Menino Deus de Marituba, padre Jaime de Moura Pereira, estudioso de fenômenos paranormais, garante que não se trata de um caso de assombração. Um fato semelhante teria acontecido em Benevides com um rapaz que estava sofrendo sérios problemas psicológicos e conflitos íntimos. ‘É a própria pessoa que cria essa energia. Ainda não conseguimos detectar quem a estaria provocando. Não existem assombrações. Já tivemos vários casos semelhantes. Este está mais complicado. Essa pessoa que está causando isso deve ser ajudada. Pode ser também alguém que não é da casa, pois a telergia (energia interior humana) possui um raio de ação de 50 metros’, explicou o sacerdote, que ficou de fornecer apoio psicológico de um profissional da área à família.

Fonte: O Liberal

Crivella diz ser contra ‘irmão votar em irmão’

Marcelo CrivellaO candidato do PRB ao governo do Rio, senador Marcelo Crivella, pastor licenciado da Igreja Universal do Reino de Deus, procurou durante a sabatina ao jornal “O Globo” nesta quarta-feira desfazer a idéia de que usa a religião para ascender politicamente.

Crivella, disse que não pede voto em igrejas, e que é contra a máxima difundida entre os evangélicos de que “irmão vota em irmão”.

– Eu tenho combatido a frase do “irmão vota em irmão”, até porque, o irmão às vezes é Caim – afirmou, em referência ao personagem bíblico, filho de Adão e Eva, que matou o irmão Abel.

Segundo o senador, o evangélico tem que ser politizado, tem que votar em projetos, em idéias, e não em pessoas que são da mesma fé, apenas por esse motivo. Indagado sobre pastores da Igreja Universal que pedem votos em cultos, dentro dos templos, afirmou:

– Não tenho ingerência sobre isso, nos meus discursos públicos digo que o evangélico não deve ser manipulado, deve examinar propostas. “Irmão vota em irmão” não cola para mim, nunca pedi votos em igreja – argumentou, afirmando que tem mais votos na igreja porque as pessoas o conhecem e acompanham sua vida há mais tempo.

Candidato diz que Cabral é “cabritinho”

Crivella também criticou, durante a sabatina, o ensino religioso obrigatório nas escolas públicas, projeto sancionado pela governadora Rosinha Matheus, que é presbiteriana.

– Religião deve ser ensinada em casa. Não com palavra, mas com exemplos. Admito na escola, desde que seja endógena, não seja imposta, obrigatória.

Mesmo combatendo a máxima “irmão vota em irmão”, Crivella negou que esteja tentando desvincular sua imagem da Igreja Universal na campanha ao governo. Confiante em chegar ao segundo turno, o senador aproveitou para criticar o líder das intenções de voto nas pesquisas, Sérgio Cabral, do PMDB.

– Quem tenta desvincular a imagem é o Cabral. Ele se diz radicalmente neutro, e isso para político não dá. As pessoas já o chamam nas ruas de ‘cabritinho’, Cabral-Garotinho. Eu tenho o maior orgulho de ser membro pastor e bispo licenciado da igreja (Universal do Reino de Deus). Mas não sou senador da Igreja, e sim do estado do Rio de Janeiro – disse.

Crivella: “A igreja não atrapalha, me ajuda muito”

Mas Crivella não deixou de fazer elogios à participação dos evangélicos na política. Para ele, a vida de trabalho, voltada para a igreja e a família, é um exemplo para os demais brasileiros.

– A igreja não atrapalha, me ajuda muito. É bom esclarecer que a participação dos evangélicos na política é legitima. Qual a ética do evangélico? Ele estuda e trabalha a vida inteira. Tem horror de pagar juros só para comprar imóvel. Tem vida ligada à igreja, ao trabalho e à família. Tem poupança. Esse tipo de pessoa é interessante para o Brasil.

E completou:

– Mesmo com a carga tributária altíssima e com a carga de juros enorme, eles conseguem se articular, construir templos imensos e obras sociais extraordinárias. Esse tipo de pessoa se ressalta do conjunto da sociedade. Se todo brasileiro tivesse poupança, a gente não precisaria ter política econômica voltada para o capital externo e o que impede o nosso crescimento.

Indagado sobre sua opinião diante dos projetos que privilegiam igrejas, o candidato respondeu:

– A igreja presta papel extraordinário. Todas deviam ter apoio do governo, mas mantendo a distância.

Marcelo Crivella foi o penúltimo convidado da série de entrevistas com editores e repórteres do jornal “O Globo” com candidatos ao governo do Rio.

Fonte: Globo Online