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Condenado 40 vezes, homem ouve Deus e se transforma radicalmente

Kory Gordon, pastor e ex-criminoso, segurando uma Bíblia em uma cela de prisão.

Criminoso com 40 condenações relata conversão após ouvir voz divina e se torna pastor

Kory Gordon, que acumulou 40 condenações criminais, compartilhou sua jornada de transformação após uma suposta experiência espiritual. Aos 7 anos, nos Estados Unidos, Gordon foi introduzido a um mundo de drogas e atividades ilícitas por seu padrasto, enquanto sua mãe trabalhava.

O padrasto o levava em situações perigosas, como dirigir embriagado e frequentar locais com prostituição e jogos de azar. Essa exposição precoce a atividades mundanas impactou profundamente o jovem Gordon.

Apesar de frequentar a igreja com a mãe, Kory desenvolveu uma visão distorcida de Deus, acreditando que não seria bom o suficiente para agradá-lo, o que o afastou da fé. A situação foi agravada por um abuso sofrido por uma babá e pelo início do vício em maconha aos 11 anos.

Com 14 anos, Gordon já enfrentava problemas sérios, incluindo expulsão escolar por uma ameaça de bomba, e logo se tornou traficante, atuando por cerca de 15 anos transportando drogas do México para os EUA. Sua vida era descrita por ele como “destruída a caminho do inferno”.

A prisão veio após ser pego pela polícia, resultando em quarenta condenações e uma sentença de 17 anos. Durante o cumprimento da pena, Gordon relatou ter sido agredido por membros de uma gangue dentro da penitenciária. Em meio ao desespero, questionou como havia chegado a tal ponto.

Foi em 2014, enquanto procurava por livros em sua cela, que Gordon encontrou uma Bíblia. Ao olhar para o livro sagrado, ouviu uma voz que interpretou como sendo de Deus, perguntando: “Por quanto tempo você vai fugir de mim?”. Inicialmente, ele hesitou em ler a Bíblia, sentindo-se imerso em pecados.

Em vez disso, optou por ler um livro que acreditava ser ficção, mas que, na verdade, era o testemunho de uma ex-criminosa convertida a Jesus na prisão. A história ressoou com ele, levando-o a crer que Deus poderia operar uma mudança semelhante em sua vida.

“Jesus, me entrego totalmente, faça o que quiser comigo”, testemunhou Gordon ter gritado ao se ajoelhar e se render a Cristo.

A partir desse momento, Kory Gordon passou por uma transformação radical. Na prisão, dedicou-se ao estudo da Bíblia, ao jejum e ao louvor, sentindo-se liberto. Ele permaneceu firme em sua fé durante os nove meses seguintes de estudo intenso e enfrentou batalhas espirituais enquanto cumpria sua pena.

Após cumprir os 17 anos de prisão, Gordon foi libertado. Atualmente, ele atua como pastor em uma igreja local nos EUA e dedica parte de seu tempo a evangelizar em penitenciárias, compartilhando sua história de redenção.

Ele formou uma família e descreve Jesus como um salvador, amigo, conforto e defensor, ressaltando que não fez nada para merecer essa graça. Gordon aconselha pessoas feridas a entregarem seus corações a Cristo, pois, segundo ele, Jesus pode transformar o caos em algo belo.

Líder pró-vida gera polêmica ao questionar pena de morte com visão religiosa

Kristan Hawkins discursa sobre pena de morte e princípios pró-vida
Screenshot

Líder pró-vida defende que pena de morte contradiz princípios de santidade da vida e amor ao próximo

Kristan Hawkins, presidente do Students for Life of America, iniciou um debate acalorado nas redes sociais ao expressar sua visão sobre a pena de morte. Em uma publicação no X (antigo Twitter) em 24 de fevereiro, Hawkins declarou que a pena capital é incompatível com uma perspectiva pró-vida. A declaração gerou reações diversas de usuários da plataforma.

Hawkins explicou à CBN News que, mesmo em circunstâncias onde a pena de morte possa ser considerada justificada, não há espaço para júbilo ou leviandade na sua aplicação. Ela ressaltou que o argumento tradicional para a pena capital é a proteção da sociedade contra indivíduos perigosos.

A líder questiona a eficácia de punir uma mulher que cometeu aborto com a morte. “A questão que tenho que me fazer é se prescrever a ela a pena de morte e dizer que ela deve recebê-la, isso vai salvar a alma dela?”, ponderou, enfatizando que, segundo sua crença, todo ser humano é feito à imagem de Deus, sem exceções.

“Não há ressalva a isso. Isso não é todo ser humano é feito à imagem de Deus se ele for inocente ou sem pecado. Todo ser humano, até os piores pecadores de todos, foram feitos à imagem de Deus.”

Para Hawkins, a comunidade pró-vida deve refletir se é possível punir sem se tornar “assassinos nós mesmos”. Ela criticou a superficialidade com que alguns abordam o tema, apontando a ausência de misericórdia e de um diálogo mais profundo. “O mandamento mais difícil é quando Cristo nos chama a amar nossos inimigos“, acrescentou.

A presidente do Students for Life of America argumenta que a execução encerra permanentemente a possibilidade de arrependimento e busca por redenção. Ela questiona a coerência de defender a morte de outros enquanto se afirma cumprir o mandamento de amar o próximo, especialmente com uma postura de júbilo online.

Em contrapartida, outras opiniões surgiram. O usuário do X, SmythRadio, manifestou: “Impor a pena de morte àqueles comprovadamente tiraram a vida de um ser humano inocente é a posição mais pró-vida possível”. Kat Kanada também compartilhou um ponto de vista similar, afirmando que “Deus é pró-vida e comanda que os malfeitores sejam punidos com a morte. Ser pró-vida significa proteger os inocentes e punir os culpados. Parece bastante óbvio e moralmente consistente para mim.”

Editora Vida revoluciona leitura da Bíblia com mapas mentais interativos

Bíblia aberta com mapa mental detalhado e palavras de Jesus destacadas em vermelho, em ambiente de estudo.

Editora Vida lança coleção ‘Bíblias Mapas Mentais’ para auxiliar na interpretação de textos bíblicos com organização visual

A Editora Vida introduziu uma nova linha de Bíblias que incorpora mapas mentais, uma ferramenta visual projetada para aprimorar a leitura e o estudo das Escrituras. O objetivo central é apresentar o conteúdo bíblico de forma organizada, simplificando a compreensão da estrutura e dos temas inerentes a cada livro.

A coleção, denominada “Bíblias Mapas Mentais”, compreende várias edições com características distintas. Os exemplares estão disponíveis em traduções como a Nova Versão Transformadora (NVT), Nova Versão Internacional (NVI 2023) e Nova Almeida Atualizada (NAA). Há opções variadas de formato, incluindo tamanhos Slim, com opções de letra grande e gigante, e a possibilidade de inclusão ou exclusão de índice. As capas são oferecidas em tons de preto, marrom, vinho e bege.

Conforme explicado pela editora, os mapas mentais detalham a divisão dos textos, os principais temas e as conexões entre diferentes ideias. Este recurso promove uma leitura mais estruturada, especialmente útil em passagens consideradas longas ou de maior complexidade.

As traduções oferecem abordagens distintas. A Nova Versão Transformadora (NVT) é caracterizada como uma tradução contemporânea, priorizando clareza e fluidez. Já a Nova Almeida Atualizada (NAA) preserva traços tradicionais com uma linguagem revisada. A Nova Versão Internacional (NVI 2023) se destaca por sua linguagem atual, sendo amplamente reconhecida no Brasil e internacionalmente.

Um diferencial adicional da coleção é a marcação em vermelho das palavras atribuídas a Jesus. A intenção é facilitar a identificação imediata de seus ensinamentos ao longo do texto sagrado.

Renan Menezes, diretor executivo da Editora Vida, ressaltou que a iniciativa visou criar um instrumento capaz de auxiliar o leitor a visualizar a organização interna das Escrituras Sagradas. “A proposta foi pensar a Bíblia como um texto que pode ser melhor compreendido quando o leitor enxerga sua estrutura e seus caminhos internos”, declarou Menezes. Ele adicionou que “tudo na obra foi desenvolvido para apoiar essa experiência”.

A editora indica que esta linha de Bíblias atende a um público diversificado. Abrange desde aqueles que estão começando a estudar a Bíblia até leitores que procuram recursos avançados para aprofundamento e melhor organização do material de estudo.

A história de Caim e Abel revela o início da perseguição religiosa

Caim e Abel apresentando oferendas a Deus em um cenário bíblico sombrio.

A origem da perseguição na Bíblia começa no ato de adoração, revelando um padrão de hostilidade contra a fé genuína

A história da perseguição na Bíblia não se inicia em campos de batalha ou tribunais, mas em um local de adoração, conforme Gênesis 4, o primeiro capítulo após a queda da humanidade no pecado. A narrativa de Caim e Abel, onde um culto é aceito e o outro rejeitado, marca o primeiro ato de perseguição da história humana, transformando-se de um ato devocional em violência. Este evento estabelece um padrão bíblico que ressoa ao longo das escrituras e da história da igreja, onde a adoração verdadeira confronta corações falsos e frequentemente resulta em perseguição.

O primeiro conflito relacionado ao culto ocorreu quando Caim, um agricultor, e Abel, um pastor, apresentaram suas oferendas ao Senhor. Enquanto a oferta de Abel, o primogênito de seu rebanho e suas gorduras, foi aceita, a de Caim, frutos da terra, não foi. O Novo Testamento, através de Hebreus 11:4, explica que Abel trouxe uma oferta melhor “pela fé”, sendo reconhecido como justo. Sua adoração refletia um coração genuíno de fé e devoção, algo que faltou na oferta de Caim.

Diante da rejeição, Caim sentiu raiva e seu semblante caiu. Deus, em um ato de misericórdia, advertiu Caim sobre o pecado que espreitava, oferecendo-lhe a chance de agir corretamente. Contudo, em vez de arrependimento, Caim permitiu que o ciúme se transformasse em ódio, culminando no assassinato de seu irmão em um campo, após a cena de culto. A primeira perseguição da história surgiu, portanto, no contexto da adoração.

O apóstolo João, em 1 João 3:12, esclarece o motivo do assassinato de Abel por Caim: “Porque as suas obras eram más e as de seu irmão justas”. A retidão de Abel expôs o pecado de Caim e o vazio de seu próprio coração. Ao invés de buscar o arrependimento, Caim optou por eliminar quem o confrontava. Essa dinâmica sublinha que a perseguição é, em sua essência, uma reação espiritual contra a retidão. A verdadeira adoração expõe os ídolos do coração humano, e quando estes são ameaçados, a hostilidade pode surgir, ecoando as palavras de Jesus sobre as pessoas que “amaram as trevas mais do que a luz, porque as suas obras eram más” (João 3:19).

Abel não provocou Caim com violência ou hostilidade. Ele o provocou simplesmente ao adorar fielmente a Deus. Este é o começo de um padrão que se repetirá em toda a Bíblia.

Jesus remonta a história da perseguição até Abel, afirmando em Mateus 23:35 que sobre os líderes religiosos da época recairia “todo o sangue justo derramado na terra, desde o sangue de Abel, o justo…” Abel é o marco inicial de uma longa linhagem de fiéis cuja devoção a Deus provocou hostilidade. Esta linhagem inclui profetas como Elias, que foi caçado, e Jeremias, que sofreu zombaria e aprisionamento. O padrão se repete: a fidelidade a Deus gera oposição de sistemas que resistem à sua autoridade.

Essa dinâmica atingiu sua expressão máxima na vida de Jesus Cristo, que viveu em perfeita retidão e cuja presença expôs a hipocrisia ao seu redor. Assim como Abel, Jesus foi morto por causa de sua justiça. Contudo, a narrativa bíblica contrasta o sangue de Abel, que clamava por justiça, com o sangue de Cristo, que “fala algo, muito melhor do que o sangue de Abel” (Hebreus 12:24), proclamando perdão, redenção e vitória. Através da cruz, o sofrimento se transforma em salvação.

O termo “mártir” deriva da palavra grega para “testemunha”. Mártires são aqueles cujas vidas e mortes testemunham a verdade de Deus. Abel, mesmo sem pregar sermões, continua a testemunhar através dos séculos. Hebreus 11:4 afirma que “ainda morto, ele ainda fala”. Essa fidelidade ressoa através da história da igreja, desde os primeiros cristãos até os crentes contemporâneos que enfrentam perseguição, demonstrando que seu sangue ainda fala.

Para muitos cristãos hoje, a perseguição é uma realidade presente, com discriminação, prisões, violência e morte ocorrendo devido à recusa em abandonar a fé em Jesus Cristo. Este sofrimento ecoa a história de Abel e o conflito espiritual que começou em Gênesis. A adoração fiel a Cristo desafia os ídolos de poder, controle e religião falsa, gerando hostilidade quando estes são ameaçados.

O testemunho dos crentes perseguidos, no entanto, continua a falar. Sua coragem lembra à igreja global que o evangelho exige devoção e pode ter um custo real. As histórias dos mártires convidam a uma reflexão sobre o próprio discipulado, questionando se a fé permaneceria forte sob sacrifício ou risco, buscando despertar a igreja para a profundidade do chamado para seguir Jesus.

A linhagem de testemunhas fiéis que começou com Abel atravessa os séculos, incluindo profetas, apóstolos e inúmeros crentes anônimos. Suas histórias demonstram que o sofrimento pela retidão não é em vão, e cada ato de testemunho fiel contribui para a história do avanço do reino de Deus. O testemunho dos mártires continua ecoando, e a questão permanece se a igreja está ouvindo.

Igreja Universal leva solidariedade e apoio essencial a famílias em Berlim

Ação social da Igreja Universal em Berlim distribui mais de 600 itens essenciais para famílias em vulnerabilidade durante o inverno

Voluntários da Unisocial, braço social da Igreja Universal do Reino de Deus, realizaram uma ação de solidariedade em Berlim, na Alemanha, recentemente. O evento ocorreu na praça Leopoldplatz, no bairro de Wedding, e teve como objetivo principal fornecer suporte a pessoas em situação de vulnerabilidade social durante o período de inverno.

A iniciativa resultou na entrega de mais de 600 itens fundamentais, incluindo vestuário, calçados, alimentos e outros produtos de necessidade básica. Os participantes também receberam café com lanche, brinquedos para as crianças e alguns eletrodomésticos. A organização informou que aproximadamente 75 indivíduos foram beneficiados pela ação, abrangendo imigrantes, idosos, famílias com dificuldades financeiras e pessoas em situação de rua.

André Tarter, responsável pela ação na Alemanha, apontou que o atual cenário econômico tem elevado a necessidade de auxílio social.

“Com o aumento dos custos de energia e aquecimento, muita gente tem dificuldade até para manter o básico. Grande parte dos atendidos são aposentados e desempregados. Esse tipo de ajuda faz diferença real no dia a dia”

, declarou.

Karina Cimander, voluntária no projeto, ressaltou o impacto positivo observado entre os assistidos.

“Ver o sorriso de quem recebe uma refeição ou uma peça de roupa é algo que não tem preço. É gratificante saber que estamos levando um pouco de alívio e dignidade”

, afirmou.

A Unisocial estende suas atividades para outras cidades alemãs, como Munique, Stuttgart e Colônia, com ações que incluem distribuição de alimentos, oferta de serviços básicos e atendimentos periódicos. Há planos para expandir o alcance das iniciativas até 2026.

Deus vs. Faraó diálogo teopolítico que libertou um povo

Moisés confrontando Faraó em um palácio egípcio, simbolizando o diálogo teopolítico e a demanda por liberdade

Análise teológica do Êxodo revela diálogo entre Moisés e Faraó como embate por liberdade religiosa e política

A narrativa bíblica do Êxodo, central para a formação de Israel como povo livre e ligado a Javé, é marcada por um confronto dialético entre Moisés e Faraó. Este embate, que ecoa a frase “Deixa o meu povo ir“, transcende o religioso, englobando uma demanda política profunda, conforme análise do conteúdo original. A compreensão desse diálogo é fundamental para entender a mensagem teológica e identitária transmitida pelo texto.

A dupla demanda por liberdade e a resposta de Faraó

A solicitação inicial de Moisés e Arão a Faraó era clara “Deixa o meu povo ir, para que me celebre uma festa no deserto” (Êxodo 5:1). O pedido visava uma permissão para um culto a Javé, configurando uma liberdade religiosa. Contudo, Faraó prontamente percebeu as implicações políticas, questionando se a ausência temporária do povo não os faria abandonar suas obrigações. A recusa em conceder até mesmo uma peregrinação temporária evidenciou que o sistema egípcio, sustentado pela escravidão, não tolerava qualquer autonomia, tornando a liberdade de culto o primeiro passo para a emancipação total.

O complexo tema do ‘endurecimento do coração’ de Faraó

Um aspecto intrigante da narrativa bíblica é o “endurecimento do coração” de Faraó, descrito por três verbos hebraicos distintos. Em algumas passagens, Faraó endurece seu próprio coração por obstinação e arrogância. Em outras, é Deus quem o faz. Essa aparente contradição, objeto de debates teológicos, é interpretada como um processo de ação e reação. Inicialmente, a resistência de Faraó à autoridade de Javé é pessoal. Posteriormente, a soberania divina se sobrepõe, confirmando e intensificando a decisão de Faraó para manifestar o poder e a glória de Javé, sem anular a agência moral do monarca egípcio em suas consequências.

As pragas como desconstrução do poder egípcio e julgamento divino

As dez pragas no Egito não foram meros castigos aleatórios, mas um ataque teologicamente estruturado à cosmologia e ao panteão egípcio. Cada praga representou um julgamento contra uma divindade egípcia específica, como Hapi (o Nilo transformado em sangue), Heqt (a rã como praga) e Rá (o deus-sol desafiado pelas trevas). O confronto se estendeu além de Moisés e Faraó, posicionando Javé contra os deuses do Egito. As pragas desmistificaram o poder religioso que sustentava a monarquia faraônica, demonstrando a supremacia do Deus de Israel e a impotência dos magos egípcios. A Páscoa, a décima praga, atingiu o clímax, afetando o herdeiro do trono e o símbolo da continuidade dinástica e divina egípcia.

Êxodo: um ato fundacional para uma nova comunidade

A saída do Egito, o próprio significado da palavra “êxodo”, transcende uma mera fuga geográfica. Trata-se do ato fundacional de um novo povo, livre do jugo egípcio. Essa libertação permitiu a constituição de uma sociedade fundamentada na Lei (Torá) recebida no Sinai, em oposição direta ao modelo opressivo egípcio. A aliança estabeleceu Javé como o único soberano e a lei divina como a constituição do povo. A nova ordem social emergiu como uma antítese à escravidão, promovendo justiça e cuidado com o estrangeiro, o órfão e a viúva, em memória da opressão vivenciada.

O diálogo como arquétipo de liberdade contra opressão

O diálogo entre Moisés e Faraó, encapsulado na demanda “Deixa o meu povo ir”, é um dos mais potentes arquétipos na história das religiões e da filosofia política. Ele representa o conflito eterno entre a aspiração humana e divina por liberdade e as estruturas de poder que buscam suprimi-la. A análise aponta que a demanda é indissociável nos âmbitos religioso e político, pois a verdadeira adoração a Deus é incompatível com a servidão a um poder humano absoluto. A arrogância do poder, personificada em Faraó e seu endurecimento, é retratada como autodestrutiva, enquanto as pragas são um julgamento coerente que desmonta as bases ideológicas de impérios. O Êxodo permanece como um paradigma de esperança, afirmando a possibilidade de libertação contra sistemas opressivos e inspirando movimentos históricos, sendo um lembrete perene de que a liberdade é um dom divino e um direito inalienável.

Igreja Church of the Highlands expande e abre 26º campus na Geórgia

Fachada de um moderno campus da Church of the Highlands com pessoas engajadas

Church of the Highlands abre novo campus na Geórgia e chega a 26 unidades em expansão

A Church of the Highlands, megachurch multissítio sediada no Alabama, expandiu sua atuação para fora de seu estado de origem com a inauguração de um novo campus em Peachtree City, na Geórgia. Este movimento marca a segunda presença da igreja no estado e eleva o número total de suas unidades para 26. A primeira celebração no novo local ocorreu no último domingo no McIntosh High School.

A igreja, descrita como não-denominacional e com inclinações carismáticas, ligada à Association of Related Churches, relatou uma recepção positiva da comunidade local. Corena Cottles, porta-voz da organização, destacou para The Christian Post a força da resposta em território georgiano. “Quando consideramos novas localidades, nosso objetivo é fortalecer o que já existe”, explicou Cottles. “Peachtree City nos permite alcançar novas pessoas e servir não apenas essa cidade, mas as comunidades ao redor.”

Cottles mencionou o ímpeto observado antes do lançamento e a satisfação com a primeira celebração, que reuniu um número significativo de pessoas. “Deus nos deu uma visão de alcançar e servir as comunidades nesta região da Geórgia, e estamos encorajados pelo que está por vir”, afirmou.

A aspiração da igreja é que os frequentadores encontrem crescimento espiritual e conexões significativas. A organização visa atender pessoas em todas as fases da vida através de diversos ministérios e iniciativas de alcance. “Queremos ser uma igreja que serve sua comunidade – por meio de pequenos grupos, iniciativas de extensão e ministério para todas as fases da vida, de crianças a adultos”, detalhou Cottles. “Estamos ansiosos para firmar parcerias com escolas, organizações e bairros locais para atender necessidades práticas, seja fornecendo material escolar, apoiando famílias em ações como o Giving Hope, oferecendo refeições no Dia de Ação de Graças ou respondendo em momentos de desastre.”

Fundada em 2001 em Birmingham, a Church of the Highlands tornou-se uma das maiores igrejas do Alabama. A organização possui múltiplos campi no Alabama e na Geórgia, além de atuação em presídios no estado. A igreja se declara evangélica e não-denominacional, com dezenas de milhares de pessoas em frequência semanal. Conforme sua Declaração de Fé, a Bíblia é considerada “a Palavra autoritativa de Deus” e “a autoridade final na determinação de todas as verdades doutrinárias”.

Pastor prevê muro latino contra valores judaico-cristãos e pede fim de perseguição religiosa

Pastor Samuel Rodríguez discursando com expressão séria em um evento religioso

Pastor Samuel Rodríguez destaca desafios e aponta que povo latino se erguerá como um muro em defesa dos valores judaico-cristãos

O pastor Samuel Rodríguez, presidente da National Hispanic Christian Leadership Conference, expressou preocupação com os desafios globais enfrentados pela comunidade hispânica. Durante entrevista na National Religious Broadcasters conference, ele abordou o impacto de recentes operações de Imigração e Alfândega (ICE) sobre congregações hispânicas.

Em declarações feitas em espanhol ao The Christian Post, Rodríguez enfatizou a necessidade de a igreja equilibrar o respeito às leis com a proteção de indivíduos vulneráveis. Ele reconheceu críticas às práticas de fiscalização, indicando que algumas ações governamentais “foram longe demais” na implementação de políticas de deportação.

Rodríguez também defendeu a santidade dos locais de culto. “Se alguém entrar na minha igreja para protestar, garanto que não será tolerado. É um lugar sagrado”, afirmou, referindo-se a incidentes recentes em Minnesota onde ativistas anti-ICE interromperam um culto religioso.

O líder religioso conclamou líderes de igrejas a rejeitarem alinhamentos partidários, incentivando-os a liderar com base “na agenda do Cordeiro”. Ele também comentou sobre mudanças políticas na Venezuela, considerando a captura de Nicolás Maduro e eventos subsequentes como espiritualmente significativos e uma “manifestação do cumprimento de orações”.

Criticando o regime venezuelano por usar a religião para promover agendas ideológicas que conflitam com valores judaico-cristãos, Rodríguez previu um amplo despertar espiritual na América Latina. Ele acredita que isso pode gerar um efeito cascata em países como Uruguai, Brasil, Colômbia, Cuba e Nicarágua.

“O povo latino vai se erguer como um muro na defesa dos valores judaico-cristãos”, declarou Rodríguez. Ele pontuou que a igreja está em uma posição única para promover cura e reconciliação.

Fora do âmbito religioso e político, Rodríguez destacou o lançamento da Be Light Productions, uma iniciativa voltada para aumentar a representação hispânica na indústria do entretenimento. Ele defende que as comunidades latinas passem de consumidoras a produtoras de conteúdo de alta qualidade.

Por fim, Rodríguez acolheu o apoio da American Christian Credit Union (ACCU) ao Dignity Act. O projeto de lei, introduzido pela deputada María Elvira Salazar, visa proteger imigrantes indocumentados sem antecedentes criminais que residem nos EUA há mais de cinco anos, concedendo-lhes permissão de trabalho sem anistia ou caminho para a cidadania.

“Este é o momento exato neste país para cruzarmos o Jordão da reforma abrangente da imigração e termos uma solução permanente”, concluiu Rodríguez.

Lutador de Jiu-Jitsu viraliza ao pregar Evangelho após vitória bombástica

Atleta de jiu-jitsu Gabriel Grijó ajoelhado em oração no tatame após vencer campeonato.

Lutador de jiu-jitsu Gabriel Grijó dedica vitória no tatame a Jesus Cristo e compartilha mensagem de salvação

O faixa preta Gabriel Grijó celebrou a conquista do campeonato Salvador Fall International Open 2026, organizado pela IBJJF e CBJJ, pregando o Evangelho logo após derrotar o competidor Neto Cardoso. O evento ocorreu no início de março em Salvador, na Bahia.

Ainda no tatame, recuperando o fôlego da disputa vencida na categoria peso leve, Grijó se voltou para o público e fez uma proclamação de fé. Ele citou a passagem bíblica de Efésios 2:8-9, ressaltando que a salvação vem pela graça mediante a fé.

“Porque pela graça vocês são salvos, mediante a fé; e isto não vem de vocês, é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie”. A declaração foi acompanhada por aplausos do público presente.

Durante a cerimônia de premiação, antes de receber sua medalha, o atleta demonstrou sua devoção dobrando os joelhos em oração. Grijó, que acumula títulos nacionais e internacionais na modalidade, tem um histórico de compartilhar sua fé em plataformas digitais.

Em postagens anteriores, o lutador já havia declarado seu posicionamento espiritual, afirmando a centralidade de Jesus Cristo em sua vida. “Que fique bem claro quem eu sigo Quem é nosso Salvador Jesus Cristo de Nazaré filho unigênito de Deus Pai concebido pelo Espírito Santo O Cordeiro ungido que foi dado em sacrifício para nos lavar de nossos pecados”, escreveu Grijó em uma de suas redes sociais.

Ele concluiu sua mensagem com um chamado à fé, enfatizando que Jesus vive e está voltando. “Hoje a mensagem é uma só Ele vive e está voltando Por isso corra pra Ele Faça Dele sua fortaleza”, publicou.

Irã em Crise Interna; Cidadãos Ajudam Israel em Ataques a Líderes Terroristas

Rua de Teerã à noite com iluminação dramática, sugerindo tensão e vigilância.
Israeli Prime Minister Benjamin Netanyahu speaks during a press conference in Jerusalem, Thursday, March 19, 2026. (Ronen Zvulun, Pool Photo via AP)

Cracks internas no Irã se aprofundam com cidadãos auxiliando Israel em ataques precisos contra líderes terroristas

Novos desdobramentos no Irã levantam sérias dúvidas sobre a estabilidade do regime de Teerã. Relatos indicam que rachaduras internas podem estar se formando, ao mesmo tempo em que Israel e os Estados Unidos intensificam suas campanhas militares na região. Sinais emergem de que a pressão sobre o Irã não vem mais apenas de fora.

O Wall Street Journal reporta que cidadãos iranianos estão secretamente auxiliando Israel, fornecendo informações sobre líderes do regime e seus deslocamentos. Simultaneamente, as forças de segurança internas parecem cada vez mais sobrecarregadas, com informações de que algumas unidades Basij estariam em fuga. A fonte para estas informações é o Wall Street Journal.

Esses desenvolvimentos ocorrem enquanto Israel escala sua campanha para eliminar oficiais iranianos-chave através de ataques de precisão. Nas últimas semanas, diversas figuras de alto escalão foram mortas, em parte devido à inteligência coletada dentro do próprio Irã. O primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu acredita que a campanha já está gerando resultados.

“Estamos vencendo e o Irã está sendo dizimado. Em ‘Rising Lion’, destruímos mísseis e grande parte da infraestrutura nuclear. Mas o que estamos destruindo agora são as fábricas que produzem os componentes para fazer esses mísseis e armas nucleares.”

Netanyahu indicou que Israel está mudando o foco de apenas interromper as capacidades iranianas para desmantelá-las completamente. “Após 20 dias, posso dizer que o Irã hoje não tem capacidade de enriquecer urânio nem de produzir mísseis balísticos. Continuaremos desmantelando essas capacidades, até virarem pó, até virarem cinzas”, declarou.

Contudo, o Irã refuta essas alegações. Um porta-voz da Guarda Revolucionária Iraniana insistiu que o país ainda está produzindo mísseis, mesmo em condições de guerra, sinalizando que a luta está longe do fim. Essa mensagem foi reforçada durante a noite, quando o Irã lançou múltiplos salvas de mísseis em direção a Israel, evidenciando uma discrepância entre a avaliação de Israel e as ações iranianas no terreno.

Durante sua coletiva de imprensa, Netanyahu alertou que uma revolução no Irã não pode vir “apenas do ar”, mas precisa de um “componente terrestre”. “Você não quer substituir um aiatolá por outro”, disse. “Você não quer substituir Hitler por Hitler.”

Enquanto isso, os Estados Unidos estão empregando algumas de suas bombas mais avançadas, capazes de penetrar bunkers, contra alvos iranianos profundamente enterrados. Isso inclui infraestruturas de mísseis fortificadas ao longo do Golfo Pérsico, projetadas para penetrar instalações subterrâneas reforçadas antes de detonar. As armas podem atingir locais antes considerados fora de alcance, como silos de mísseis, centros de comando e supostas instalações nucleares.

O Comando Central dos EUA (CENTCOM) reporta que a escala da campanha continua a crescer, com mais de 7.800 alvos atingidos, mais de 8.000 voos de combate realizados e pelo menos 120 embarcações iranianas danificadas.

Em um desenvolvimento separado, um caça americano foi forçado a fazer um pouso de emergência após uma missão de combate sobre o Irã. Embora o piloto esteja seguro, relatos sugerem que pode ser a primeira vez que um caça americano é atingido por fogo inimigo.

Para além do campo de batalha, investigadores americanos estão expandindo uma apuração sobre a Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina no Oriente Próximo (UNRWA), examinando supostas ligações entre funcionários e o Hamas, incluindo possíveis conexões com os ataques de 7 de outubro de 2023. Segundo autoridades americanas, mais de cem indivíduos estão sob investigação, com 14 já identificados como tendo afiliações com o Hamas. A investigação crescente reacendeu preocupações em Washington e Jerusalém sobre a supervisão dentro da agência e se os recursos de ajuda internacional foram explorados por redes terroristas operando em Gaza.

Juntas, a crescente pressão militar e o estresse interno sugerem que o conflito pode estar entrando em uma fase decisiva. Em Jerusalém, a questão permanece se este momento de incerteza dará lugar a um futuro mais brilhante para o Oriente Médio ou aprofundará a instabilidade em toda a região.