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Marido da cantora gospel Sara Mariano é condenado a 34 anos por homicídio e ocultação de cadáver

Tribunal em Dias d’Ávila durante o julgamento de Ederlan Santos Mariano pelo assassinato de Sara Mariano.

Marido da cantora gospel Sara Mariano é condenado a 34 anos e cinco meses de prisão em regime fechado pela morte da esposa

Ederlan Santos Mariano foi sentenciado a 34 anos e cinco meses de reclusão em regime fechado pela morte de sua esposa, a cantora gospel Sara Mariano. A decisão judicial foi proferida na quarta-feira, 25 de março, na cidade de Dias d’Ávila, localizada na Região Metropolitana de Salvador. A sentença marca um desfecho para o caso que chocou a comunidade religiosa e gerou comoção pública.

O crime, ocorrido em 24 de outubro de 2023, também resultou na condenação de outros dois réus. Victor Gabriel Oliveira Neves recebeu pena de 33 anos e dois meses, enquanto Weslen Pablo Correia de Jesus foi condenado a 28 anos e seis meses, com uma redução em sua pena após confessar envolvimento. As investigações apontaram Ederlan como o mandante do assassinato.

As apurações, conduzidas pelo delegado Euvaldo Costa, detalharam a dinâmica do crime. Gideão Duarte de Lima teria conduzido a vítima ao local onde o ataque ocorreu. Victor Gabriel imobilizou Sara Mariano, e Weslen Pablo realizou o ataque com uma faca. Gideão Duarte, já condenado anteriormente em abril de 2025 a 20 anos e quatro meses de prisão, também fez parte do esquema.

Segundo o Ministério Público da Bahia, os envolvidos responderam por feminicídio qualificado por motivo torpe, mediante pagamento, com emprego de meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima. Além disso, foram acusados de ocultação de cadáver e associação criminosa. Gideão, Victor Gabriel e Weslen Pablo admitiram ter recebido R$ 2 mil pela execução do crime.

O corpo de Sara Mariano foi localizado em 27 de outubro de 2023, às margens da rodovia BA-093, em Dias d’Ávila. A cantora havia desaparecido três dias antes, após sair de sua residência no bairro de Valéria, em Salvador, com destino a um encontro em uma igreja. Poucas horas antes do desaparecimento, Sara publicou em suas redes sociais que estava a caminho do município onde seu corpo seria encontrado.

O julgamento ocorreu no Fórum Desembargador Gerson Pereira dos Santos, em Dias d’Ávila. A sessão, que teve início na terça-feira, 24 de março, foi concluída no dia seguinte, após um adiamento anterior motivado pela saída dos advogados de defesa, considerada irregular pela Justiça.

Senado aprova verba para segurança, mas exclui agências de imigração

Capitólio dos Estados Unidos em Washington D.C. com bandeira americana.
Travelers line up at a TSA checkpoint at George Bush Intercontinental Airport in Houston, Thursday, March 26, 2026. (AP Photo/Lekan Oyekanmi)

Senado dos EUA avança com verba para segurança interna, mas deixa agências chave de fora

O Senado dos Estados Unidos aprovou uma medida para financiar grande parte do Departamento de Segurança Interna (DHS). A proposta, no entanto, não contempla recursos para o Serviço de Imigração e Alfândega (ICE) e setores da Proteção de Fronteiras. A decisão surge em meio a uma disputa política que afeta o pagamento de funcionários federais.

A medida legislativa visa garantir o funcionamento de áreas como a Administração de Segurança no Transporte (TSA), mas o impasse em relação ao ICE e à segurança nas fronteiras continua. O projeto agora precisa da aprovação da Câmara dos Representantes para entrar em vigor.

A decisão do Senado ocorre após o presidente Donald Trump anunciar, na quinta-feira, que assinaria uma ordem executiva para restabelecer o pagamento dos funcionários da TSA. Estes profissionais estão sem receber salários há mais de um mês, gerando preocupação.

Trump comunicou sua decisão em uma rede social, expressando o desejo de acabar rapidamente com o “Caos nos Aeroportos”. “Não é algo fácil de fazer, mas vou fazer!”, publicou o presidente.

A recusa dos democratas em aprovar o financiamento para o Departamento de Segurança Interna tem como objetivo principal frear os planos de Trump para a aplicação das leis de imigração nos Estados Unidos.

Comandante iraniano de alta patente morre em ataque atribuído a Israel

Comandante iraniano Alireza Tangsiri em navio de guerra no Estreito de Ormuz

Comandante da Marinha iraniana é morto em ataque atribuído a Israel em cidade portuária

O comandante da Marinha da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã, Alireza Tangsiri, faleceu em decorrência de um ataque na cidade de Bandar Abbas, nesta quinta-feira, 26 de março. A informação foi divulgada por um oficial israelense que conversou com o jornal The Times of Israel.

Tangsiri detinha uma posição crucial na estrutura militar do Irã, sendo responsável pelo controle do Estreito de Ormuz. Esta via marítima é fundamental para o comércio global, respondendo por aproximadamente 20% da produção mundial de petróleo, além do transporte de cargas como gás e insumos industriais. A região é estratégica, conectando áreas da Ásia e da Europa em seu ponto mais estreito de cerca de 50 quilômetros.

No passado, o Irã chegou a exercer controle sobre o tráfego marítimo no Estreito de Ormuz, impondo restrições à circulação de embarcações não autorizadas e, segundo relatos da imprensa iraniana, passando a cobrar taxas para navios comerciais que poderiam atingir US$ 2 milhões por viagem.

Em março, o próprio Alireza Tangsiri proferiu ameaças em relação a possíveis ações contra oponentes: “Se os inimigos cometerem um erro, nós os enviaremos para as profundezas do inferno”.

A morte do comandante ocorre em um contexto de intensas operações militares que atingiram figuras proeminentes do alto escalão iraniano nos primeiros dias das mobilizações. Entre os nomes citados como alvos recentes estão o líder supremo Ali Khamenei, o chefe do Conselho Supremo de Segurança Ali Larijani e o ministro da Inteligência Esmail Khatib.

Nacionalistas hindus atacam cristãos em templo com falsas acusações na Índia

Multidão de nacionalistas hindus com paus atacando um local de culto cristão na Índia

Nacionalistas hindus violentos atacam congregação cristã com acusações forjadas na Índia

Uma multidão de nacionalistas hindus radicais atacou violentamente uma congregação de 20 cristãos em Maharashtra, Índia, em 10 de fevereiro, sob alegações falsas de conversão. O incidente ocorreu enquanto os fiéis se reuniam em um barracão utilizado como local de culto. O pastor Raj Uday sofreu ferimentos graves, enquanto outros membros da congregação apresentaram lesões leves. Após o ataque, os agressores expulsaram os cristãos da aldeia.

Fontes informaram à International Christian Concern (ICC) que um grupo de aproximadamente 15 pessoas, portando paus e porretes de madeira, invadiu o local de adoração e iniciou agressões. O pastor foi o alvo principal e foi brutalmente espancado enquanto ouvia gritos de ódio. O grupo acusou o líder religioso de “estragar o povo hindu” ao convertê-los a uma religião “estrangeira”.

Posteriormente, a multidão vandalizou o edifício da igreja, destruindo todo o seu conteúdo. Os agressores também forçaram a saída da congregação das dependências da igreja e da aldeia, emitindo um aviso severo para que não realizassem mais orações cristãs no local ou na comunidade, sob pena de consequências graves.

Em seguida, os indivíduos dirigiram-se à delegacia local para registrar uma queixa contra o pastor e os fiéis. Contudo, o pastor e os membros da igreja buscaram refúgio em uma aldeia vizinha, temendo novos ataques por parte dos nacionalistas hindus radicais. Ação que ocorre em um contexto de implementação de leis anti-conversão. O governo de Maharashtra, liderado pelo BJP, aprovou uma legislação contra conversões, tornando-se o 13º estado indiano a adotar tal medida. Historicamente, a implementação dessas leis tem sido seguida por um aumento nos incidentes de violência contra cristãos, servindo como ferramenta para extremistas hindus visarem e atacarem essa comunidade.

Família Muçulmana é Restaurada Pela Fé Cristã Após Crise Traumática

Família reunida e sorrindo em um sofá, simbolizando restauração e esperança.

Família transforma crise e escuridão em alegria e paz após conversão ao cristianismo apresentada por vizinhos cristãos

Uma família na Nova Zelândia experimentou uma transformação radical em suas vidas ao ter contato com o Evangelho, mudando um cenário de desespero por alegria e paz. A mudança ocorreu após vizinhos cristãos compartilharem sua fé, levando a família a abandonar o Islã e abraçar o cristianismo.

Layla Nahavandi, filha do casal, relatou em entrevista à CBN News que a dinâmica familiar, antes pautada em tradições islâmicas, foi abalada pela esquizofrenia de uma tia. Episódios traumatizantes, como uma ameaça de faca contra o pai, desestabilizaram o casamento dos pais, culminando na saída da mãe com os filhos, que buscaram abrigo.

Durante o período de crise, uma vizinha cristã ofereceu esperança à mãe de Layla, apresentando a fé em Jesus. “Eu sei que sua vida parece sem esperança agora. Eu sei que você se sente quebrada e sozinha. Mas se você entregar sua vida a Jesus e colocá-la em suas mãos, Ele pode fazer algo belo dessa bagunça”, disse a vizinha.

Tocado pelas palavras, a mãe entregou sua vida a Jesus e foi posteriormente batizada na banheira da casa dos vizinhos. Esse evento marcou o início de uma restauração familiar. “Passamos da escuridão para a luz. Da depressão total à alegria”, relembrou Layla.

A mãe e os filhos passaram a frequentar uma igreja pentecostal. Mais tarde, ela compartilhou o Evangelho com o marido, que acabou por aceitar a fé cristã após frequentar a igreja e ser tocado pelo Espírito Santo. “Dava para perceber que tudo tinha ido da escuridão para a luz. Eu só pensei: ‘Uau, esse Jesus realmente mudou nossas vidas’. Eu acreditei Nele desde aquele momento”, testemunhou Layla sobre a conversão do pai.

Após sua própria conversão, Layla sentiu o chamado para compartilhar sua experiência. Aos 19 anos, tornou-se evangelista. Em 2024, fundou o Movimento Corações Ardentes, dedicado a evangelizar populações na Ásia, Oriente Médio e Europa. “Há tantas pessoas esperando do outro lado da sua obediência ao Senhor. É o lugar mais empolgante, eletrizante e aventureiro que você poderia estar: caminhar em seu chamado e propósito para sua vida”, ressaltou.

Trump prorroga prazo para ataques ao setor energético iraniano por 10 dias

Presidente Donald Trump em reunião de gabinete discutindo o conflito com o Irã
President Donald Trump speaks during a Cabinet meeting at the White House, Thursday, March 26, 2026, in Washington. (AP Photo/Alex Brandon)

Trump adia ataques contra setor energético iraniano por dez dias para favorecer diálogo diplomático

O presidente Donald Trump estendeu por um período de dez dias o prazo para ataques ao setor energético do Irã. A decisão, anunciada na quinta-feira, visa permitir a continuidade das conversações diplomáticas entre os Estados Unidos e o regime iraniano para a resolução do conflito. Trump comunicou a prorrogação em sua plataforma Truth Social, indicando que as negociações estão avançando positivamente, apesar de declarações contrárias divulgadas pela imprensa.

Durante uma reunião de gabinete na Casa Branca, Trump descreveu a postura do Irã como uma busca por acordo. “Eles estão implorando para fazer um acordo. Não eu. Eles estão implorando para fazer um acordo”, declarou o presidente. Ele também comentou sobre a habilidade dos iranianos em negociações, classificando-os como “ótimos negociadores”, embora “lutadores medíocres”.

O enviado do Oriente Médio, Steve Witkoff, assegurou que as conversas estão progredindo. Ele informou que uma lista de 15 pontos, servindo como base para um acordo de paz, foi apresentada em conjunto com a equipe de política externa. O documento foi compartilhado através do governo do Paquistão, que atua como mediador, gerando respostas positivas nas negociações.

Como parte das discussões, o Irã enviou uma frota de oito navios-tanque, posteriormente ampliada para dez. “Eu disse ‘Bem, acho que estamos lidando com as pessoas certas’. E na verdade, eles então se desculparam por algo que disseram e disseram ‘vamos enviar mais dois barcos’. E acabou sendo 10 barcos’,” relatou Trump.

Apesar dos avanços, o Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, alertou sobre a natureza do regime iraniano. “As pessoas que governam este país são clérigos xiitas radicais. Esses são fanáticos religiosos. Olhe o que eles estão fazendo agora. Eles estão atacando embaixadas. Eles estão atacando hotéis”, pontuou Rubio. Ele acrescentou que a posse de armas nucleares por tal regime representaria um risco inaceitável para o mundo.

Em paralelo, os Estados Unidos e Israel mantêm a pressão militar. O Wall Street Journal reportou que o Pentágono avalia o envio de mais dez mil tropas terrestres para o Oriente Médio. No campo de batalha, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, anunciou a neutralização do chefe da marinha iraniana. “Este homem tem muito sangue em suas mãos e é também o que liderou o fechamento do Estreito de Ormuz. Este é mais um exemplo da cooperação entre nós e nosso amigo, os Estados Unidos, no objetivo comum de alcançar os objetivos da guerra”, afirmou Netanyahu.

O Comandante do CENTCOM, Almirante Brad Cooper, confirmou que o comandante iraniano era um terrorista global especialmente designado. Ele também instou “todo iraniano servindo no (IRGC-N) a abandonar imediatamente seu posto e retornar para casa para evitar riscos adicionais de lesões ou mortes desnecessárias”. Em um sinal de desespero, o regime de Teerã iniciou uma campanha de recrutamento visando um milhão de combatentes, reduzindo a idade de alistamento para incluir jovens de 12 anos.

Finlândia condena deputada cristã por discurso de ódio após 20 anos de panfleto

Deputada finlandesa Päivi Räsänen em tribunal

Supremo Tribunal da Finlândia considera deputada cristã culpada de incitação contra grupo minoritário

A parlamentar finlandesa Päivi Räsänen foi considerada culpada de incitação contra um grupo minoritário pelo Supremo Tribunal da Finlândia, em decisão proferida na quinta-feira, 26 de março. O caso centraliza-se em um panfleto publicado há mais de 20 anos, que descrevia a homossexualidade como um distúrbio do desenvolvimento psicossexual.

Segundo informações da ADF International, o veredicto foi emitido por uma maioria de 3 a 2, entendendo que a parlamentar “tornou e manteve disponível ao público um texto que insulta um grupo”. Räsänen, que já presidiu o Partido Democrata Cristão da Finlândia e atuou como ministra do Interior, teve sua condenação baseada no Capítulo 11 do Código Penal finlandês.

A investigação foi desencadeada por uma publicação de Räsänen em 2019 no Twitter, onde ela citou um trecho bíblico de Romanos 1:24-27 para questionar a participação da Igreja Evangélica Luterana da Finlândia em eventos de orgulho LGBT. Na postagem, a deputada indagava como a instituição religiosa poderia celebrar o que ela descreveu como “vergonha e pecado”.

Durante o processo, um panfleto de 2004, coescrito por Räsänen e Juhana Pohjola, intitulado “Homem e Mulher Ele os Criou: Relacionamentos homossexuais desafiam o conceito cristão de humanidade”, também foi analisado. O tribunal concluiu que o conteúdo apresentava opiniões capazes de “insultar os homossexuais como grupo com base em sua orientação sexual”.

Em sua análise, o tribunal ressaltou que o texto em questão “não continha incitação à violência ou fomento ao ódio comparável a ameaças”, avaliando que a conduta não se caracterizou como “particularmente grave em termos da natureza do delito”. A parlamentar foi multada em 1.800 euros, e o tribunal determinou a proibição da distribuição do panfleto, tanto em formato físico quanto digital.

É importante notar que, antes da decisão final do Supremo Tribunal, tanto Päivi Räsänen quanto Juhana Pohjola haviam sido absolvidos unanimemente em duas instâncias judiciais anteriores, incluindo o Tribunal Distrital de Helsinque e o Tribunal de Apelações de Helsinque. Um novo julgamento foi realizado em outubro do ano anterior.

O Supremo Tribunal da Finlândia, contudo, absolveu a deputada da acusação relacionada à publicação de 2019, ao considerar que ela “justificou sua opinião citando um texto bíblico”.

Em resposta à decisão, Räsänen expressou choque e profunda decepção. “Mantenho-me fiel aos ensinamentos da minha fé cristã e continuarei a defender o meu direito e o de todas as pessoas de partilhar as suas convicções na esfera pública”, declarou a parlamentar. Ela também informou que está consultando advogados sobre a possibilidade de apresentar um recurso ao Tribunal Europeu dos Direitos Humanos, argumentando que a questão transcende sua liberdade de expressão, afetando a de todos os finlandeses.

Paul Coleman, diretor executivo da ADF International, criticou a condenação, afirmando que a decisão terá um “efeito inibidor severo sobre o direito de todos à liberdade de expressão” e classificando-a como um “exemplo ultrajante de censura estatal”.

Milhares de cristãos em Islamabad enfrentam despejo sem plano de realocação

Famílias cristãs paquistanesas preocupadas em frente às suas casas em Islamabad.

Milhares de famílias cristãs no Paquistão correm risco iminente de despejo em Islamabad sem realocação garantida

Cerca de 25.000 cristãos que residem nas colônias Rimsha, Allama Iqbal e Akram Masih Gill, em Islamabad, Paquistão, foram notificados para deixar suas residências em poucos dias. A comunidade, que inclui famílias estabelecidas há anos, enfrenta a perspectiva de evacuação sem um plano concreto para seu futuro local de moradia.

A origem do assentamento nessas áreas remonta à segurança oferecida pelo governo a muitas dessas famílias após o caso Rimsha Masih. Na ocasião, uma jovem cristã foi falsamente acusada, gerando ameaças contra a comunidade. Para protegê-los, as autoridades relocaram as famílias para essas colônias, permitindo que vivessem sem medo. Agora, as mesmas autoridades exigem a desocupação.

A falta de um plano de reassentamento adequado, de terras alternativas ou de compensação clara gerou profunda preocupação. Líderes e representantes cristãos têm se manifestado publicamente contra a decisão, organizando protestos e encontros de oração. Eles apelam ao governo pela suspensão dos despejos e pela busca de uma solução justa, além de elevarem a questão a instâncias superiores.

A situação impacta severamente o cotidiano. Muitos moradores deixaram de comparecer ao trabalho por receio de que suas casas sejam demolidas na ausência. A maioria pertence a famílias de baixa renda, que dependem de trabalhos como saneamento, serviços domésticos e outros trabalhos braçais. A perda de um dia de trabalho já é um desafio, mas o medo de perder o lar é mais avassalador.

As crianças também estão sendo afetadas, com a interrupção da rotina escolar. As famílias permanecem em casa, apreensivas quanto ao futuro. A Capital Development Authority (CDA) justificou as desocupações alegando que os assentamentos são ilegais e fazem parte de um plano de desenvolvimento urbano. Contudo, a medida é questionada pela comunidade, especialmente pelo fato de as famílias terem sido realocadas para o local pelas próprias autoridades anos atrás.

Pastor sul-coreano libertado após quase 5 meses preso por se opor ao governo

Pastor sul-coreano em púlpito após ser libertado da prisão

Pastor sul-coreano que se opôs ao governo é libertado após quase cinco meses de prisão e retoma atividades pastorais

O pastor Hyun-bo Son, líder da Igreja Segero na Coreia do Sul, foi libertado sob fiança após quase cinco meses de detenção. Sua prisão em setembro marcou a primeira vez em 78 anos que um líder religioso foi detido no país por oposição pública ao governo. O episódio gerou preocupações sobre um possível retrocesso nas liberdades fundamentais e no direito à manifestação de fé. Ao retornar ao púlpito, o pastor retomou sua rotina, sendo recebido por um culto com músicas vibrantes e um momento de perguntas e respostas com jovens. O caso foi noticiado pela CBN News.

Diante de crianças e adolescentes, Son abordou o tema da separação entre Igreja e Estado, ecoando a afirmação de um menino de que o governo não deveria interferir em questões religiosas. Esse ponto foi central para sua condenação, que ocorreu sob a acusação de violação da lei eleitoral. A prisão foi motivada por uma entrevista a um candidato a superintendente escolar alinhado a princípios bíblicos, em contraste com o nome apoiado pelo governo, que promovia a inclusão de pautas LGBT no currículo escolar. Segundo o pastor, a situação reflete uma supressão da liberdade religiosa desde a ascensão de um governo de esquerda.

Ele citou uma emenda ao código civil proposta em janeiro, que, em sua visão, permitiria ao Estado dissolver igrejas e revogar suas autorizações com base em discursos ou crenças consideradas políticas. A medida também possibilitaria investigações sem mandado e a transferência de bens eclesiásticos para o governo. O congressista sul-coreano Lee Jong-Wook classificou o caso como “perseguição religiosa”, argumentando que o Estado não tem legitimidade para ditar o que igrejas podem ou não expressar. Líderes religiosos se reuniram para denunciar o que consideram uma escalada na supressão da liberdade de expressão e de fé.

O pastor Son incentivou outros líderes religiosos a não temerem a prisão em defesa do Reino de Deus, declarando-se disposto a pagar o preço, mesmo que isso signifique voltar ao cárcere. Ele relatou ter evangelizado 85 presos e escrito um livro durante seu período detido, descrevendo o local como um “santuário” aos domingos. “Todos os domingos, aquilo não parecia um presídio, mas um santuário”, disse, relatando ter recebido cartas de detentos.

O caso também teve repercussão diplomática. Dias antes da sentença, os filhos do pastor estiveram em Washington, apresentando a situação a equipes do Departamento de Estado dos EUA. Posteriormente, o primeiro-ministro sul-coreano se reuniu com o vice-presidente dos EUA, J.D. Vance, e o caso foi mencionado no encontro. Representantes do Consulado dos EUA na Coreia do Sul acompanharam a audiência, um fator que, segundo a família, pode ter influenciado a decisão judicial. “Uma semana antes do julgamento, fui convidado à Casa Branca e pude apresentar o caso do meu pai”, contou Chance Son, filho do pastor.

Questionado sobre sua postura durante as audiências, o pastor explicou que evitava olhar para a família para não se desanimar, pois o momento exigia sacrifício e luta. Ele concluiu com um apelo à unidade dos cristãos, ressaltando o valor da liberdade conquistada por antepassados, americanos e missionários. “A República da Coreia é uma nação livre graças aos sacrifícios de nossos antepassados, dos americanos que lutaram na Guerra da Coreia e dos missionários. Mas, com um novo governo de inclinação à esquerda, há preocupações de que nossos filhos sejam influenciados por ideologias contrárias aos valores bíblicos. Oro para que os cristãos na Coreia, nos Estados Unidos e no mundo permaneçam unidos e continuem lançando luz sobre essas questões.”

Espírito Santo é a chave contra o medo escatológico, aponta análise teológica

Pessoas reunidas em um ambiente de esperança e fé, buscando apoio mútuo.

O papel central do Espírito Santo na escatologia cristã é destacado como contraponto ao medo e à especulação sobre o fim dos tempos

A compreensão da escatologia cristã, que trata dos eventos finais, tem historicamente oscilado entre o medo e a esperança. Discussões sobre o fim dos tempos frequentemente foram marcadas por ansiedade e sensacionalismo, enquanto outras buscam reafirmar a confiança na soberania divina e na conclusão de seu plano de redenção. No contexto pentecostal, essa diversidade de interpretações se manifesta ainda mais, abrigando visões como preterismo, amilenismo e pós-milenismo.

A análise teológica, baseada em Guiame, propõe uma reflexão focada na perspectiva do pré-tribulacionismo, em diálogo com o dispensacionalismo revisado (progressivo). O objetivo é equilibrar a esperança futura com a responsabilidade presente, resgatando a atuação contínua do Espírito Santo na história.

O Espírito Santo é apresentado como o agente principal da era da Igreja, responsável pela regeneração, habitação divina, capacitação e distribuição de dons. Sua atuação é vista não apenas como funcional, mas profundamente escatológica, representando a antecipação do futuro de Deus. Conforme as escrituras citadas, o Espírito é descrito como “as primícias” e “o penhor da nossa herança”, indicando que o futuro prometido já se manifesta no presente.

No pré-tribulacionismo, entende-se que a Igreja será arrebatada antes da Grande Tribulação. A interpretação sugere que o Espírito Santo, atuando por meio da Igreja, restringe o mal. Contudo, enfatiza-se que o arrebatamento não implica a retirada do Espírito, que é onipresente por ser Deus. O que ocorre é uma mudança em sua forma de atuação, particularmente em sua função restritiva através da Igreja.

Uma crítica é direcionada ao dispensacionalismo clássico por algumas de suas formulações que sugeriam uma redução significativa da atuação do Espírito Santo e a cessação dos dons espirituais durante a Grande Tribulação. Essa abordagem, segundo a análise, pode levar a uma espiritualidade menos sensível ao sobrenatural e descompromissada com questões sociais.

A Escritura, ao contrário, aponta para a continuidade da ação divina. O livro de Apocalipse, por exemplo, descreve uma grande multidão sendo salva durante a Tribulação, o que implica a ação do Espírito Santo em processos como regeneração, perseverança e testemunho fiel.

A afirmação é que o Espírito Santo estará presente na Grande Tribulação, a graça divina continuará sendo oferecida e a dimensão sobrenatural da fé não será interrompida, incluindo a manifestação do poder do Espírito em sua dimensão carismática.

O dispensacionalismo revisado e progressivo busca corrigir essas distorções ao propor uma leitura mais integrada da história da salvação, reconhecendo a continuidade da atuação do Espírito e a graça em toda a história. Essa perspectiva também recupera a dimensão social da escatologia, motivando a Igreja a participar ativamente da missão de Deus no mundo, enfrentando realidades como fome e desigualdade.

Uma escatologia saudável, segundo a fonte, não deve ser construída a partir de leituras apressadas da realidade contemporânea, onde eventos tecnológicos ou crises globais são interpretados como cumprimento direto de profecias sem o devido cuidado exegético. Essa prática, ao invés de usar a Bíblia para interpretar o mundo, utiliza o mundo para interpretar a Bíblia, resultando em uma espiritualidade mais marcada pelo medo do que pela esperança.

O pentecostalismo é chamado a reafirmar sua vocação integral, vivendo no poder do Espírito, manifestando dons e servindo à sociedade. A espiritualidade pentecostal madura se estende para além do culto, impactando a vida e a realidade social. No Reino Milenar, a atuação do Espírito será plenamente manifesta, culminando em restauração, justiça e plenitude espiritual.

Ediudson Fontes, autor da análise, é pastor auxiliar, teólogo e escritor. A matéria foi publicada no portal Guiame.