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Líder política finlandesa condenada por discurso de ódio pode recorrer à Europa

Päivi Räsänen, política finlandesa, após condenação por discurso de ódio.

Parlamentar finlandesa é condenada em última instância por discurso de ódio e considera ir à Corte Europeia de Direitos Humanos

A parlamentar finlandesa Päivi Räsänen foi declarada culpada de discurso de ódio pela Suprema Corte da Finlândia. A decisão refere-se a uma publicação de mais de duas décadas atrás que descrevia a homossexualidade como um distúrbio psicossexual, infringindo a lei do país. A condenação resultou em multa para a veterana política, que foi determinada em um placar apertado de 3 a 2 votos.

Segundo a Alliance Defending Freedom International, a corte entendeu que Räsänen foi responsável por disponibilizar ao público um texto que incita o ódio contra um grupo. O caso remonta a uma postagem de 2019, na qual a parlamentar questionou o apoio da Igreja Evangélica Luterana da Finlândia a eventos de orgulho LGBT, citando passagens bíblicas e criticando a forma como o que ela descreveu como “vergonha e pecado” eram apresentados como “motivo de orgulho”.

Durante a investigação, as autoridades também reexaminaram um folheto publicado em 2004, coescrito por Räsänen e Juhana Pohjola, intitulado “Homem e Mulher Ele os Criou Por Meio Do Casamento Heterossexual é a Nossa Visão”. Trechos do texto, que classificavam a homossexualidade como um transtorno, foram considerados pela corte como capazes de “insultar homossexuais como grupo em razão de sua orientação sexual”.

Apesar disso, os juízes reconheceram a menor gravidade da conduta, observando que o texto não continha incitação à violência ou ameaças comparáveis de fomento ao ódio. A parlamentar foi condenada com base no capítulo 11 do Código Penal da Finlândia, que trata de “agitação contra grupo minoritário”.

Räsänen foi multada em 1.800 euros (aproximadamente US$ 2.080) e a distribuição futura do folheto, em formatos físico e digital, foi proibida. Este é o terceiro processo legal envolvendo Räsänen e Pohjola, que haviam sido absolvidos em instâncias inferiores.

A Suprema Corte manteve a condenação relativa ao folheto, mas absolveu Räsänen das acusações de sua postagem em 2019, determinando que ela “justificou sua opinião citando um texto bíblico”.

“Estou chocada e profundamente desapontada”, declarou Räsänen sobre a decisão. “Estou tomando aconselhamento jurídico sobre um possível recurso ao Tribunal Europeu dos Direitos Humanos. Não se trata apenas da minha liberdade de expressão, mas da de todas as pessoas na Finlândia.”

A parlamentar afirmou que defenderá seu direito e o de todos de expressar suas convicções publicamente, mantendo os ensinamentos de sua fé cristã. Ela acredita que uma decisão favorável na Europa poderia prevenir que outros indivíduos passem pela mesma situação por compartilharem suas crenças.

Culpa materna um fardo emocional que afeta a identidade da mãe moderna

Mãe refletindo sobre a culpa materna enquanto olha pela janela em casa.

Culpa materna um fardo emocional que afeta a identidade da mãe moderna

A culpa materna se consolidou como uma sombra emocional recorrente na prática clínica com mulheres. A sensação de nunca ser suficiente permeia o dia a dia, gerando um constante “endividamento emocional crônico”, onde a mãe sente que precisa incessantemente “pagar” para ser considerada boa o suficiente. Essa percepção, segundo a Teopsicoterapia, é um ciclo vicioso que se aprofunda quanto mais a mãe tenta sanar essa dívida imaginária.

O objetivo da Teopsicoterapia é auxiliar a mãe a transitar da posição de culpa, descrita como paralisante e adoecedora, para a de responsabilidade, considerada organizada, madura e espiritualmente saudável. A fonte ressalta que a busca por medidas de perfeição materna é uma falácia, já que Deus escolheu a mãe específica para cada criança, considerando todos os seus aspectos.

A ideia de que a mãe deve suprir todas as necessidades do filho é desmistificada com base em princípios teológicos. A mensagem bíblica “A minha graça te basta, porque o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza” (2 Coríntios 12:9) aponta para a suficiência divina, contrastando com a hiper-responsabilização orgulhosa que leva a mãe a acreditar que o destino do filho depende exclusivamente de sua performance.

Sob a ótica psicanalítica, a cobrança excessiva muitas vezes emana de um Superego rígido, responsável por criar a figura inatingível da “Mãe Impecável”. Essa idealização exige produtividade constante, paciência infinita, alimentação perfeita, presença contínua e doçura ininterrupta. Quando essa ficção não é alcançada, o Superego impõe punições como insuficiência, vergonha e autoexigência tóxica, mantendo a mãe em um estado de penitência psíquica sem espaço para satisfação real.

A prática teopsicoterapêutica sugere que a saída para esse ciclo de culpa não está em “fazer mais”, mas em agir com presença intencional. Clinicamente, a qualidade do vínculo materno é mais impactante para as crianças do que a quantidade de horas de convivência. Períodos de atenção plena, afeto e diálogo regulador, mesmo que curtos, possuem um impacto neuroemocional superior a longas horas de interação distraída.

A fonte adverte que acordar com sensação de dívida e dormir com sentimento de falha não é normal, indicando sobrecarga psíquica e riscos como exaustão emocional, burnout materno e sintomas depressivos. A Teopsicoterapia oferece abordagens para reorganizar a imagem materna, atenuar um Superego punitivo e restaurar a identidade da mãe, promovendo leveza e sentido ao ato de maternar.

A Teopsicoterapia, conforme detalhado pela psicanalista, teoterapeuta e pastora Néia Leite, oferece protocolos específicos para lidar com essas questões, buscando reorganizar a imagem interna de maternidade e devolver a leveza ao ato de ser mãe.

Ex-muçulmano foge do Irã após visões de Jesus e se converte ao cristianismo

Shah Ahmadi, ex-muçulmano iraniano, olha para o horizonte após sua conversão ao cristianismo.
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Jornalista iraniano relata fuga e conversão após experiências espirituais com Jesus em sonhos

Shah Ahmadi, evangelista e diretor da Iran Alive Ministries, compartilhou sua jornada de fé, que o levou a fugir do Irã após viver sob o regime por 22 anos. Sua decisão de deixar o país foi impulsionada por uma investigação governamental após testemunhar uma instalação secreta. Ele relata ter recebido avisos de que seria morto caso não deixasse o Irã.

Ahmadi descreveu a dificuldade de escapar do país ilegalmente, atravessando montanhas cobertas de neve na fronteira com a Turquia. A fuga arriscada foi, segundo ele, a parte mais desafiadora de sua vida, marcada pelo medo constante de não sobreviver à travessia.

Durante sua estadia na Turquia, Ahmadi buscou alívio para suas dores e perdas através do álcool e do cigarro, sentindo que o Islã não respondia às suas angústias. Posteriormente, na Inglaterra, ele continuou com um estilo de vida hedonista até ser abordado com a mensagem do Evangelho.

“Você conhece Jesus te ama?” As palavras de um desconhecido o fizeram refletir sobre sua condição de pecador, contrastando com a visão islâmica de que Deus ama os bons e odeia os maus.

A mensagem sobre Jesus, que o convidava a se apresentar como era, pois seria amado e purificado, tocou seu coração. Após frequentar cultos, Ahmadi sentiu uma paz inédita e a presença divina. Ele passou a comparar o Alcorão com a Bíblia durante oito meses, o que culminou em sua mudança de vida.

Surpreendentemente, após sua conversão, diversos membros da família de Ahmadi também se voltaram para o cristianismo. Ele conta que oito de seus familiares tiveram visões e sonhos com Jesus no Irã, levando à sua decisão de trazê-los para a Turquia em 2016.

Atualmente, 32 membros da família de Ahmadi integram a igreja clandestina no Irã, um ato que representa grande devoção diante dos riscos. A conversão ao cristianismo no país pode resultar em longas penas de prisão, especialmente para aqueles que evangelizam ou batizam novos fiéis, com sentenças que variam de 5 a 13 anos.

China retira licenças de advogados que defendem cristãos presos da Igreja Zion

Advogados chineses saindo de um tribunal após ter licenças canceladas

China cancela licenças de advogados que defendem líderes da Igreja Zion perseguida

Autoridades chinesas retiraram as licenças profissionais de advogados que atuavam na defesa de líderes da Igreja Zion, um grupo cristão doméstico que enfrenta perseguição no país. A ação, reportada pelo The Wall Street Journal, mira especificamente a defesa de figuras importantes da denominação, incluindo seu fundador, Jin Mingri, que foi preso no ano passado. Advogados como Zhang Kai e outros envolvidos no caso tiveram suas credenciais revogadas ou receberam advertências formais.

Em um comunicado divulgado recentemente, a Igreja Zion condenou a repressão, classificando-a como um desrespeito claro à justiça e ao Estado de Direito. Zhang Kai, um defensor conhecido de cristãos na China, já havia enfrentado detenção por meses devido ao seu trabalho, segundo informações da China Aid, organização dedicada à liberdade religiosa e direitos humanos.

A filha do pastor Jin Mingri, Grace Jin, expressou receio de que o ataque aos advogados possa dificultar o acesso da família a informações sobre a condição de Jin na prisão e comprometer sua defesa legal. Cerca de 30 líderes da Igreja Zion, considerada uma das maiores redes de igrejas domésticas chinesas, foram detidos em outubro de 2025 durante operações noturnas em diversas cidades.

O Partido Comunista Chinês (PCC) promove o ateísmo e impõe controle rigoroso sobre a prática religiosa, exigindo que cristãos se filiem apenas a igrejas sancionadas pelo Estado e lideradas por pastores aprovados pelo governo. Igrejas domésticas como a Zion são alvo de perseguição governamental.

Atualmente, 18 líderes da Zion, incluindo o pastor Jin, permanecem detidos em um centro de custódia em Beihai, no sul da China. Famílias dos líderes presos divulgaram uma declaração conjunta protestando contra a perseguição à equipe jurídica.

“Protestamos veementemente contra ações tão desprezíveis. Advogados que oferecem defesa legal conforme a lei é uma das garantias mais fundamentais dos direitos de todo cidadão. Tirar os advogados do direito de exercer é privar nossos entes queridos da última oportunidade de um julgamento justo. Isso não é apenas uma retaliação cruel contra advogados individuais, mas também um desafio arbitrário ao ponto fundamental do Estado de Direito”, afirmaram no documento.

Um representante das famílias informou que todos os advogados associados ao caso da Igreja Zion enfrentam algum tipo de repressão, incluindo ameaças de revogação de licenças, investigações frequentes, inspeções e advertências administrativas.

Fundada por Jin Mingri em 2007 com 20 membros, a Igreja Zion expandiu para cerca de 10 mil fiéis em 40 cidades, tornando-se uma das maiores redes de igrejas domésticas do país. Em setembro de 2018, a igreja foi proibida pelo governo após recusar a instalação de câmeras de vigilância em sua sede em Pequim, resultando na investigação e fechamento de diversas filiais.

A família de Jin buscou refúgio nos EUA por segurança, enquanto ele permaneceu na China para pastorear a igreja, impossibilitado de sair do país. O Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, solicitou a libertação dos líderes e criticou a repressão, destacando a hostilidade do PCC contra cristãos que rejeitam a interferência do Partido em sua fé.

O ex-vice-presidente Mike Pence e o ex-secretário de Estado Mike Pompeo também emitiram declarações condenando as prisões. Pastores e congregações domésticas na China e nos EUA têm se unido em pedidos pela libertação dos detidos. Sean Long, pastor da Igreja Zion nos EUA, relatou que Jin previa uma repressão dessa magnitude, respondendo a um possível cenário de prisão com um otimismo profético: “Aleluia! Pois uma nova onda de avivamento virá então!”. A China figura na 17ª posição da Lista Mundial da Perseguição 2026 da Missão Portas Abertas.

Summit da CPAC celebra liberdade religiosa e honra legado de Charlie Kirk

Painel de discussão sobre liberdade religiosa em evento da CPAC com palestrantes e público engajado.

CPAC Internacional Faith Summit abre debates sobre liberdade religiosa e homenageia legado de Charlie Kirk em evento nos EUA

A Conservative Political Action Conference (CPAC) iniciou sua edição internacional com um foco em fé e liberdade religiosa. O evento, que aconteceu no Gaylord Texan Resort and Conference Center em Grapevine, contou com um painel de mais de uma dúzia de oradores discutindo temas como avivamento espiritual e a perseguição a cristãos ao redor do mundo. Mercedes Schlapp, senior fellow da CPAC, moderou a sessão.

Ché Ahn, pastor sênior da Harvest Rock Church, apresentou uma perspectiva espiritual sobre os desafios enfrentados pelos eleitores da Califórnia. Ele enfatizou a importância da comunidade religiosa. “No final do dia, nós vencemos, mas até lá, precisamos ver o avivamento e a recuperação acontecerem na Califórnia”, declarou Ahn, que é pré-candidato republicano ao governo do estado em 2026. O pastor também criticou a direção política da Califórnia, referindo-se ao estado como “um estado comunista marxista ateu de partido único” e alertou para a necessidade de combater essa ideologia.

Schlapp respondeu às preocupações sobre restrições políticas, afirmando a determinação dos participantes em evitar que situações passadas se repitam. “Não vamos permitir que isso aconteça novamente”, assegurou.

Victor Marx, fundador da All Things Possible Ministries, prestou uma homenagem ao falecido Charlie Kirk, reconhecendo sua dedicação e influência na demonstração pública de fé. Schlapp relembrou que Kirk fez seu primeiro discurso nacional na CPAC em 2021, destacando como seu espírito e legado continuam a inspirar a organização e sua missão.

“Sentimos falta de Charlie, mas seu legado vive e, obviamente, somos inspirados a continuar o trabalho de alcance, de continuar nos estendendo e construindo a comunidade que é tão crítica.”, expressou Schlapp.

O evento de quatro dias, que se estende até sábado, apresentará outras personalidades como Franklin Graham, o ex-congressista Matt Gaetz, o vice-procurador-geral Todd Blanche e Mehmet Oz, administrador dos Centros de Serviços Medicare e Medicaid.

Chuvas devastam sede da SBB em BH, ameaçando projetos sociais cruciais

Depósito da Sociedade Bíblica do Brasil em Belo Horizonte com livros e materiais de doação danificados pela enchente.

Perdas significativas em Belo Horizonte comprometem distribuição de escrituras e suporte a comunidades vulneráveis pela SBB

A Sociedade Bíblica do Brasil (SBB) teve sua unidade em Belo Horizonte severamente afetada pelas intensas chuvas que assolaram a capital mineira nos últimos dias, resultando na interrupção do atendimento ao público e na perda de importantes materiais destinados a iniciativas sociais. A organização confirmou que exemplares das Escrituras e diversos itens separados para doação foram danificados pela enxurrada, comprometendo diretamente o apoio a comunidades em situação de vulnerabilidade.

A SBB, conforme detalhado pela própria organização, direciona todos os recursos aplicados na unidade de Minas Gerais para sua missão institucional, que integra tanto o trabalho social quanto a difusão da mensagem cristã. O episódio levanta preocupações quanto à continuidade de algumas dessas atividades essenciais, embora a equipe da Sociedade Bíblica do Brasil mantenha firme sua determinação de seguir adiante com a atuação, pautada na confiança e no propósito de levar a Palavra de Deus a quem mais precisa.

Diante do cenário de perdas materiais, a instituição lançou um apelo à solidariedade da população. Além de solicitar orações, a SBB busca contribuições financeiras para auxiliar tanto na reconstrução da sede danificada quanto na manutenção dos projetos sociais que foram impactados.

Legado e alcance global da Sociedade Bíblica do Brasil

Fundada em 10 de junho de 1948, no Rio de Janeiro, sob o lema “Dar a Bíblia à Pátria”, a Sociedade Bíblica do Brasil (SBB) é uma organização beneficente, sem fins lucrativos e filantrópica. Atualmente, a sede principal da entidade está localizada em Barueri, São Paulo, e ela faz parte das Sociedades Bíblicas Unidas (SBU), uma vasta aliança que congrega 156 sociedades bíblicas em mais de 200 países.

A missão primordial da SBB é “semear a Palavra que transforma vidas”. Para cumprir esse objetivo, a organização se dedica à tradução, produção e distribuição das Escrituras Sagradas, garantindo que estejam disponíveis em linguagem acessível e a preços justos. Adicionalmente, a entidade promove o desenvolvimento humano integral através de programas bíblicos com expressivo impacto social.

Ao longo de sua história, a Sociedade Bíblica do Brasil desenvolveu inúmeras iniciativas que beneficiam comunidades vulneráveis. Entre os grupos atendidos estão populações ribeirinhas, por meio do projeto “Luz na Amazônia” desde 1962, pessoas privadas de liberdade, estudantes, enfermos, indígenas e indivíduos com deficiência visual.

A operação da SBB inclui a Gráfica da Bíblia, responsável pela produção de mais de 200 milhões de exemplares de publicações. A instituição possui títulos de utilidade pública em níveis federal, estadual e municipal, e detém o Certificado de Entidade Beneficente de Assistência Social. Seu trabalho é viabilizado por doações da “Causa da Bíblia” e pela comercialização de suas publicações, que englobam traduções renomadas como a Nova Almeida Atualizada (NAA) e a Nova Tradução na Linguagem de Hoje (NTLH).

Milhares no Renascimento Religioso na Universidade de Pittsburgh: curas físicas e batismos

Jovens reunidos em um campus universitário durante um evento de reavivamento espiritual, com alguns em oração.

Milhares comparecem a renascimento religioso na Universidade de Pittsburgh com relatos de curas e batismos em massa

A Universidade de Pittsburgh foi palco de um grande evento de reavivamento espiritual promovido pelo ministério UniteUS, atraindo milhares de pessoas. A iniciativa contou com noites de louvor, oração e pregação, culminando com centenas de indivíduos dedicando suas vidas a Cristo. O ministério relatou uma atmosfera de forte expectativa e impacto, com vidas sendo transformadas durante o evento.

Após as cerimônias principais, batismos foram realizados na madrugada em picapes no estacionamento, estendendo-se além da meia-noite. O UniteUS também reportou que muitos participantes receberam curas físicas, com testemunhos contínuos sendo compartilhados. O movimento, iniciado em 2023 na Auburn University, já alcançou mais de 100.000 estudantes em diversas instituições.

Tonya Prewett, fundadora do UniteUS, compartilhou um relato pessoal sobre uma mulher da equipe de segurança que buscou oração e, após ser atendida, sentiu um chamado para se entregar a Jesus e se livrar de sentimentos de mágoa e raiva. A mulher, que havia expressado um desejo por atenção divina, foi posteriormente batizada e demonstrou uma mudança radical em sua postura, participando ativamente do louvor.

O reavivamento na Universidade de Pittsburgh é parte de um despertar espiritual que se espalha por campi universitários nos Estados Unidos. O UniteUS destaca que o movimento tem testemunhado um número significativo de conversões, com milhares de estudantes fazendo escolhas de seguir Jesus Cristo. A iniciativa busca promover um envolvimento profundo com a fé cristã entre os jovens.

Grupo ligado ao Irã assume ataque a ambulâncias judaicas em Londres e ameaça EUA e Israel

Ambulância judaica Hatzola Northwest danificada por incêndio em rua de Londres, com presença policial.

Grupo ligado ao Irã reivindica ataque incendiário a ambulâncias judaicas em Londres e lança novas ameaças contra EUA e Israel

Um grupo militante alinhado ao Irã, identificado como Harakat Ashab al-Yamin al-Islamia, assumiu a responsabilidade pelo incêndio de quatro ambulâncias de uma instituição de caridade judaica em Londres. A ação, ocorrida na madrugada de segunda-feira em Golders Green, também resultou em ameaças direcionadas aos Estados Unidos e Israel. A notícia foi divulgada pela Associated Press e CBS News.

A organização divulgou um comunicado à CBS News, declarando que continuará a ameaçar interesses americanos e israelenses globalmente em retaliação a mortes de crianças em Gaza, Irã e Líbano. “Instamos as pessoas a ficarem longe de interesses e indivíduos sionistas e americanos para se manterem seguras”, alertou um representante do movimento islâmico, que se autodenomina Asad-Allah, administrador de um canal no Telegram. Ele afirmou que o ataque foi propositalmente realizado durante a noite para evitar vítimas, mas não descartou futuras ações, dizendo “Nós podemos fazer isso, potencialmente”.

As autoridades britânicas confirmaram a detenção de dois homens, de 45 e 47 anos, ambos cidadãos britânicos, para interrogatório. Buscas foram realizadas em dois locais relacionados à investigação. Um oficial sênior descreveu as prisões como “um avanço importante na investigação”, segundo a Associated Press.

A Harakat Ashab al-Yamin al-Islamia anunciou sua existência no início deste mês, pouco depois de ataques coordenados entre EUA e Israel em meio a tensões sobre o programa nuclear do Irã, desenvolvimento de mísseis e financiamento de grupos terroristas. De acordo com a CBS News, o grupo tem reivindicado múltiplos incidentes antissemitas na Europa desde o agravamento do conflito no Oriente Médio.

O serviço Hatzola Northwest, cujos veículos foram danificados, oferece assistência médica de emergência gratuita a qualquer pessoa necessitada, apesar de suas raízes na comunidade judaica. O ataque não deixou feridos, mas residências próximas foram temporariamente evacuadas como medida de precaução.

O incidente em Londres ocorre em um contexto de preocupações crescentes sobre violência antissemita no Reino Unido. Em outubro do ano passado, líderes cristãos se reuniram em oração pela comunidade judaica após um ataque separado a uma sinagoga em Manchester durante o Yom Kippur, que incluiu um atropelamento e uma facada.

Cristãos em Israel celebram Páscoa sob ameaça de mísseis

Comunidade cristã israelense celebra Páscoa sob ameaça de mísseis em Tel Aviv.

Cristãos israelenses celebram Páscoa em meio a conflitos e explosões de mísseis

Com a Páscoa judaica se aproximando, cristãos em Israel mantêm suas celebrações religiosas, mesmo diante de um cenário de guerra e instabilidade. Explosões de mísseis tornaram-se uma realidade cotidiana, desafiando a realização de cultos e reuniões públicas.

O pastor Avi Mizrachi, fundador da Congregação Adonai Roi em Tel Aviv e do ministério Dugit, relatou as dificuldades enfrentadas. Cerca de 100 membros da igreja devem celebrar a data em casa devido aos riscos. As autoridades locais impuseram restrições, limitando encontros a 50 pessoas e exigindo a proximidade de abrigos antibombas.

“Estamos em guerra, e temos foguetes e mísseis caindo todos os dias. É um verdadeiro desafio. Fazemos planos, mas não temos controle do tempo, porque as coisas podem mudar a qualquer momento”, declarou Mizrachi à Baptist Press.

Apesar das circunstâncias, a fé e a pregação do Evangelho permanecem firmes. A história do êxodo do Egito e o resgate divino são centrais nas celebrações. “Contamos a história do grande êxodo do Egito e de como Deus nos salvou, nos resgatou das mãos dos egípcios e abriu o Mar Vermelho. Declaramos a soberania e a autoridade do Senhor em meio a tudo isso e cremos que Deus continuará realizando milagres”, disse o pastor.

A guerra tem gerado um senso de urgência entre líderes cristãos para compartilhar o Evangelho, com muitos sentindo que as pessoas estão mais abertas a ouvir sobre Jesus. Ministérios locais intensificaram ações de evangelização e distribuição de ajuda humanitária, incluindo alimentos e Bíblias.

A união entre líderes de diferentes denominações cristãs é um ponto forte nesse período. “Somos uma minoria tão pequena aqui na terra de Israel. Precisamos uns dos outros. Acreditamos nos princípios básicos da nossa fé. Oramos uns pelos outros e queremos ver (os cristãos israelenses) trabalhando juntos pelo reino até que todo o Israel seja salvo”, afirmou Mizrachi, que se identifica como um judeu crente e seguidor de Jesus.

A Baptist Press informou que, desde fevereiro, sirenes soaram dezenas de milhares de vezes em Israel. Embora as forças de defesa interceptem a maioria dos mísseis, os que atingem o território causam danos significativos. Ataques vindos do Líbano, perpetrados pelo Hezbollah, também contribuem para a instabilidade.

Segundo dados de 22 de março, pelo menos 18 civis morreram e mais de 4.800 ficaram feridos desde o fim de fevereiro. Cerca de 3.500 pessoas foram deslocadas para abrigos temporários.

Mesmo áreas menos visadas, como o deserto no sul de Israel, sofreram com ataques em 21 de março, com dois mísseis atingindo Dimona e Arad e deixando aproximadamente 200 feridos. A situação levou o Ministério da Educação de Israel a cancelar aulas presenciais em todo o país nos dias 22 e 23 de março.

“Todo o Israel é uma zona de guerra. Esta é a vida que estamos vivendo. Todos os dias, temos que confiar em Deus. E durante este período, tudo o que podemos fazer é orar e pedir a proteção do Senhor. Ele é uma fortaleza e um escudo. Oramos para que seus anjos nos protejam”, concluiu o pastor Mizrachi.

Marido da cantora gospel Sara Mariano é condenado a 34 anos por homicídio e ocultação de cadáver

Tribunal em Dias d’Ávila durante o julgamento de Ederlan Santos Mariano pelo assassinato de Sara Mariano.

Marido da cantora gospel Sara Mariano é condenado a 34 anos e cinco meses de prisão em regime fechado pela morte da esposa

Ederlan Santos Mariano foi sentenciado a 34 anos e cinco meses de reclusão em regime fechado pela morte de sua esposa, a cantora gospel Sara Mariano. A decisão judicial foi proferida na quarta-feira, 25 de março, na cidade de Dias d’Ávila, localizada na Região Metropolitana de Salvador. A sentença marca um desfecho para o caso que chocou a comunidade religiosa e gerou comoção pública.

O crime, ocorrido em 24 de outubro de 2023, também resultou na condenação de outros dois réus. Victor Gabriel Oliveira Neves recebeu pena de 33 anos e dois meses, enquanto Weslen Pablo Correia de Jesus foi condenado a 28 anos e seis meses, com uma redução em sua pena após confessar envolvimento. As investigações apontaram Ederlan como o mandante do assassinato.

As apurações, conduzidas pelo delegado Euvaldo Costa, detalharam a dinâmica do crime. Gideão Duarte de Lima teria conduzido a vítima ao local onde o ataque ocorreu. Victor Gabriel imobilizou Sara Mariano, e Weslen Pablo realizou o ataque com uma faca. Gideão Duarte, já condenado anteriormente em abril de 2025 a 20 anos e quatro meses de prisão, também fez parte do esquema.

Segundo o Ministério Público da Bahia, os envolvidos responderam por feminicídio qualificado por motivo torpe, mediante pagamento, com emprego de meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima. Além disso, foram acusados de ocultação de cadáver e associação criminosa. Gideão, Victor Gabriel e Weslen Pablo admitiram ter recebido R$ 2 mil pela execução do crime.

O corpo de Sara Mariano foi localizado em 27 de outubro de 2023, às margens da rodovia BA-093, em Dias d’Ávila. A cantora havia desaparecido três dias antes, após sair de sua residência no bairro de Valéria, em Salvador, com destino a um encontro em uma igreja. Poucas horas antes do desaparecimento, Sara publicou em suas redes sociais que estava a caminho do município onde seu corpo seria encontrado.

O julgamento ocorreu no Fórum Desembargador Gerson Pereira dos Santos, em Dias d’Ávila. A sessão, que teve início na terça-feira, 24 de março, foi concluída no dia seguinte, após um adiamento anterior motivado pela saída dos advogados de defesa, considerada irregular pela Justiça.