Missão Aérea Leva Esperança e Bíblia a Vilas Isoladas na Papua Nova Guiné

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A JAARS utiliza aeronaves para superar barreiras geográficas intransponíveis e levar esperança às comunidades mais isoladas da Papua Nova Guiné, onde mais de 840 idiomas tornam a comunicação um desafio monumental.

Em um dos locais mais remotos do planeta, onde montanhas imponentes, selvas densas e vales profundos isolaram comunidades por milênios, a aviação se torna a única ferramenta capaz de conectar pessoas. A JAARS, uma organização cristã de aviação, dedica quase oito décadas a esta missão desafiadora.

“JAARS está realmente comprometida com as áreas mais remotas porque queremos ir até elas. Temos que levar o evangelho a essas pessoas”, declara Dr. John Marselus, líder do ministério de aviação da JAARS na Papua Nova Guiné. Ele enfatiza a importância de alcançar a chamada “última milha”, frequentemente a mais árdua.

A geografia acidentada da Papua Nova Guiné torna o deslocamento terrestre extremamente perigoso e demorado. Christopher Clark, piloto da JAARS há mais de duas décadas, descreve que a caminhada por trilhas remotas é “traiçoeira” e muitas vezes resulta em ferimentos.

Greg Raychard, outro piloto missionário, que antes servia como piloto de evacuação médica no exército, compara a realidade atual à sua experiência anterior. “O perigo físico era real no combate”, ele relembra. Agora, dedica quase todas as horas de voo ao apoio à tradução da Bíblia, movendo tradutores e materiais logísticos.

Para os tradutores bíblicos, como a linguista finlandesa Katri Linnasalo, que atua há quatro décadas, o acesso aéreo é fundamental. “Se eu não pudesse vir de helicóptero, duvido que teria conseguido ficar aqui por tanto tempo”, afirma. Os pilotos da JAARS vão além do transporte, auxiliando em reparos de equipamentos e solução de problemas.

Matt Taylor, tradutor do Novo Testamento para a língua Nukna, explica que o trabalho de tradução leva anos para cada livro. “Se eu tivesse que dar um número, diria talvez uns três anos. Para um livro?”, questiona, detalhando que o objetivo é ver vidas transformadas.

Em vilas isoladas, as pistas de pouso são construídas à mão pelas próprias comunidades, com o objetivo de se conectar ao mundo exterior. “Eles passam anos fazendo um campo de pouso, e estamos falando de fazer um campo de pouso sem escavadeiras, sem nada. Apenas com as mãos”, relata Marselus.

Zac Cann, outro tradutor, destaca que sem o helicóptero, seu ministério e sua casa na vila não existiriam. Sua esposa, Cassidy, acrescenta que a aviação foi crucial em emergências médicas e após um forte terremoto que destruiu suas casas.

O impacto da JAARS é medido não em horas de voo, mas em relacionamentos. “Eles conhecem nossos pilotos pelos primeiros nomes, e nossos pilotos os conhecem pelos nomes”, observa Marselus. A organização busca soluções para os desafios mais difíceis, com o objetivo de aliviar fardos, reduzir barreiras e levar a Palavra de Deus a quem mais precisa.

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