Marcha para Jesus retorna a Londres após 25 anos reunindo multidão para celebração espiritual
Milhares de cristãos ocuparam as ruas do centro de Londres no último sábado (23) para a celebração do retorno da Marcha para Jesus. O evento, que não acontecia na capital inglesa desde o ano 2000, marcou o fim de semana de Pentecostes com um caráter exclusivamente espiritual. Os organizadores ressaltaram que a iniciativa não possui motivações políticas ou vínculos com campanhas específicas.
Henry George, um dos organizadores e sucessor de Roger Forster na liderança da Igreja Icthus, enfatizou o propósito do evento. “Isso não é um protesto, isso não é político, e isso não é uma promoção para uma igreja em particular ou marca cristã. Isto é sobre Jesus”, declarou George.
A marcha deste ano, que teve seu percurso iniciado próximo ao Marble Arch e concluído na Trafalgar Square, reuniu uma igreja londrina descrita como “viva, em crescimento e diversificada”, com a presença de diferentes faixas etárias, raças e origens culturais. Segundo George, o momento é oportuno para o reavivamento do movimento, impulsionado pela maior abertura ao culto público e pela confiança crescente entre os jovens.
“Há uma verdadeira coragem sobre seguir Jesus nas gerações mais jovens”, afirmou George, destacando o desejo de conectar aqueles que lembram das marchas originais com o “zelo fresco” da Geração Z. Andy Frost, diretor da Share Jesus International, também observou sinais de confiança entre os jovens, relatando ter visto muitos da Geração Z lendo a Bíblia publicamente e compartilhando sua fé na Trafalgar Square.
“Há uma abertura real em Londres hoje. Esses jovens estão entrando nesses momentos com um senso de confiança de que Deus ainda está no negócio de transformar vidas”, afirmou Andy Frost.
O movimento Marcha para Jesus, que teve sua origem em 1987 com Roger Forster e Graham Kendrick, tornou-se um fenômeno global, com edições em diversas cidades ao redor do mundo, incluindo um dos maiores eventos do gênero no Brasil. O ressurgimento em Londres foi incentivado por organizadores de outras cidades, como Belfast e Paris, e por regiões da Colômbia.
Girma Bishaw, diretor da Iniciativa de Gratidão e participante das marchas originais, considerou o retorno do evento a Londres como significativo. “Estou encantado que Deus esteja ressuscitando esse desejo e visão”, disse, expressando a esperança de que a iniciativa inspire ações semelhantes em outras localidades e encoraje os cristãos a buscar maior visibilidade na vida pública.
“A igreja se torna visível. Não somos apenas pessoas fazendo o que fazemos em nossos prédios, mas nos preocupamos com nossa nação, nossa cidade e as pessoas lá fora”, acrescentou Bishaw. O evento contou com música de louvor, orações e testemunhos, sem caráter de protesto ou campanha.
