Lideranças cristãs na Nigéria denunciam omissão militar em massacres

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Lideranças cristãs questionam a eficácia das operações de segurança após o aumento de ataques letais contra vilarejos e comunidades agrícolas no país

Representantes de organizações indígenas de juventude no estado de Plateau, na Nigéria, exigiram uma investigação sobre supostas falhas nas operações das forças de segurança. A coalizão argumenta que as autoridades têm falhado em proteger comunidades vulneráveis, mesmo diante de um cenário de violência persistente e deslocamento populacional, conforme reportado pela International Christian Concern (ICC).

A tensão aumentou após petições de grupos Fulani acusarem órgãos como o Departamento de Serviços do Estado (DSS) e a Polícia Móvel de parcialidade. A Coalition of Plateau Indigenous Youth Nationalities, presidida por Ezekiel Peter Bini, rejeitou tais alegações em coletiva de imprensa realizada no dia 21 de outubro, alertando que as críticas poderiam comprometer operações essenciais para a proteção das áreas afetadas.

Histórico de violência e impacto na segurança

Os dados apresentados pelas lideranças detalham uma rotina de destruição de propriedades, ataques a assentamentos e a morte de agentes de segurança em serviço. Incidentes críticos ocorreram em locais como as aldeias de Tanjol e Tarai, onde oficiais do DSS foram mortos e tiveram seus armamentos levados por agressores. Outras baixas foram confirmadas em Bokkos, Riyom e Barkin Ladi, regiões que sofrem com emboscadas frequentes.

A situação de instabilidade é agravada por um histórico de massacres, incluindo ataques contra comunidades cristãs em Bassa e Mangu. Entre os episódios recentes, a organização citou o assassinato de 11 pessoas em Ngbra-Zongo e registros de 27 mortes em apenas uma semana no mês de outubro em áreas rurais, destacando a vulnerabilidade extrema dos agricultores locais.

Demanda por responsabilidade e proteção

A coalizão sustenta que a descontinuidade das operações de segurança seria um retrocesso. O grupo defende uma abordagem baseada em evidências, solicitando que o governo federal analise as denúncias de má conduta sem ceder a pressões políticas que visam o afastamento de diretores de segurança.

A coalizão afirma que as operações conjuntas entre o DSS, Polícia Móvel e voluntários locais foram responsáveis pela prisão de suspeitos, incluindo um suposto líder de milícias armadas, contribuindo para a redução parcial de ataques em larga escala.

Para os líderes cristãos, o foco deve permanecer na proteção efetiva das comunidades e na garantia de que os responsáveis pelos ataques sejam levados a julgamento. A permanência das populações em suas terras ancestrais e a capacidade de cultivar sem o medo constante de violência permanecem como as preocupações centrais dos residentes diante da ineficiência atual do aparato de defesa.

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