Israel anuncia processo contra NY Times e celebra Dia de Jerusalém em meio a controvérsias

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Governo de Israel se prepara para ação judicial contra o New York Times por artigo considerado difamatório

Israel anunciou que entrará com uma ação judicial contra o jornal americano The New York Times. A decisão surge após a publicação de um artigo de opinião que o governo israelense classificou como uma das “mentiras mais hediondas e distorcidas já publicadas contra o Estado de Israel na imprensa moderna”. A controvérsia gira em torno de alegações de abuso a prisioneiros palestinos, incluindo acusações de violência sexual com cães.

Em uma declaração conjunta, o Primeiro-Ministro Benjamin Netanyahu e o Ministro das Relações Exteriores Gideon Sa’ar condenaram o texto do colunista Nicholas Kristoff. O jornal, por sua vez, rejeitou as acusações, classificando o processo como “sem mérito” e parte de uma “estratégia política bem conhecida”. A publicação provocou indignação entre defensores de Israel nos Estados Unidos.

Jayne Zirkle, do movimento #EndJewHatred, exigiu uma retratação do jornal. “Vimos essa negação do 7 de Outubro pelo The New York Times antes, e estamos pedindo que eles se retratem, exigindo um jornalismo honesto melhor”, declarou Zirkle.

Ativistas se reuniram em frente à sede do The New York Times, acusando a publicação de promover narrativas falsas sobre Israel. Zach Sage Fox, um dos manifestantes, afirmou que o jornal está “espalhando libelos de sangue que são verdadeiramente inacreditáveis, a ponto de serem cientificamente impossíveis. Cães não estupram pessoas, mas o Hamas o faz”. Fox comparou a cobertura do jornal à sua suposta minimização da propaganda nazista na década de 1930.

Paralelamente a essas tensões midiáticas, dezenas de milhares de pessoas celebraram em Jerusalém o Dia de Jerusalém, comemorando a reunificação da cidade sob controle judeu após a Guerra dos Seis Dias em 1967. A programação incluiu a tradicional marcha da bandeira pela Cidade Velha, com as forças de segurança em alerta máximo. O Ministro da Segurança Nacional, Itamar Ben-Gvir, visitou o Monte do Templo e declarou que o local está “em nossas mãos” e “nos pertence”, destacando a tranquilidade do último Ramadã como resultado da “dissuasão”.

Em outro desenvolvimento internacional, o Primeiro-Ministro Benjamin Netanyahu revelou uma visita secreta aos Emirados Árabes Unidos durante a guerra com o Irã, descrevendo-a como um “avanço histórico”. Autoridades dos EAU negaram a visita, afirmando que as relações sob os Acordos de Abraão são transparentes. Relatos também indicam que a Arábia Saudita participou de ataques contra milícias apoiadas pelo Irã no Iraque.

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