Igrejas evangélicas livres na Alemanha registram aumento expressivo em batismos

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Crescimento nos batismos marca mudança de tendência nas congregações evangélicas livres alemãs nos últimos quatro anos

A Federação de Igrejas Evangélicas Livres na Alemanha registrou um aumento de 76% no número de batismos realizados por profissão de fé entre 2021 e 2025. O dado, divulgado pela fonte Evangelical Focus, aponta que o total de pessoas batizadas saltou de 1.491 para 2.624 no período, consolidando o que a organização descreve como a mudança estatística mais significativa em seus registros recentes.

A entidade, conhecida como Bund Freier evangelischer Gemeinden (FeG), contabilizou 504 congregações e mais de 40 mil membros até o final de 2025. Este cenário de crescimento na adesão religiosa contrasta com o desempenho das duas maiores instituições religiosas do país, a Igreja Protestante (EKD) e a Igreja Católica, que perderam aproximadamente 1,2 milhão de membros somadas ao longo de 2025.

“Esses números nos enchem de grande alegria e gratidão”, expressou Guido Sadler, diretor administrativo da federação.

Recuperação pós-pandemia e expansão missionária

Após um período de restrições sanitárias que limitaram as atividades presenciais até 2021, a vida congregacional da federação retornou aos níveis pré-pandêmicos. A frequência aos cultos, que chegou a cair para 62% em 2021, alcançou 92% ao final de 2025.

A estratégia de expansão focada em novas plantações de igrejas tem sido um pilar central, conforme explica o diretor da missão nacional, Sascha Rützenhoff.

  • A média de membros por congregação sofreu uma leve queda, atribuída à criação constante de novas unidades.
  • O número de “amigos da igreja”, pessoas conectadas sem vínculo formal, apresentou crescimento contínuo.
  • A idade média dos membros subiu 1,2 ano em um ciclo de seis anos, mantendo-se em pouco mais de 53 anos.

O presidente da organização desde 2024, Henrik Otto, celebrou a superação da queda causada pelo coronavírus, mas reforçou que os números atuais não devem servir de pretexto para estagnação institucional, mantendo o foco na descoberta da fé por parte da população alemã.

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