Plano de leitura bíblica e valores éticos tramita no congresso hondurenho para fortalecer a formação acadêmica dos estudantes
O Congresso Nacional de Honduras apresentou uma proposta para instituir um Plano Nacional de Leitura da Bíblia e Valores voltado às instituições de ensino do país. A iniciativa, detalhada pelo portal Evangélico Digital, busca integrar princípios éticos, cívicos e de convivência ao calendário escolar regular.
A matéria segue agora para a Comissão de Educação do parlamento, presidida pelo deputado Arnold Burgos, onde passará por um rigoroso estudo técnico e posterior elaboração de parecer para votação no plenário.
Fundamentos da proposta legislativa
O projeto dá continuidade a um esforço iniciado em fevereiro de 2026, quando foi criada uma comissão especial envolvendo a Secretaria de Educação e representantes de igrejas católicas e evangélicas. O presidente do Congresso, Tomás Zambrano, defende que a intervenção no sistema educacional é uma estratégia de combate à violência.
“Isso não é um tema de religião, é um tema de valores nos meninos”
O parlamentar Arnold Burgos reiterou a visão de que a base espiritual é essencial diante dos desafios sociais contemporâneos. Ao defender a medida, ele afirmou:
“Não sei se alguns tiveram a oportunidade de levar aulas de Bíblia, mas é importante inculcar valores cristãos, porque muitos se perdem no caminho”
Complementando o argumento, o deputado Godofredo Fajardo destacou que o ensino tradicional apenas com matérias acadêmicas seria insuficiente para a realidade nacional. Ele declarou:
“Não basta com ensinar a somar e a ler, precisamos de princípios e valores para formar melhores cidadãos”
Debate sobre a participação das famílias
A iniciativa não é unânime e desperta discussões sobre a liberdade de culto e o papel dos pais. Jaqueline Gómez, representante da Associação Hondurenha de Padres de Família, enfatizou que o Estado deve priorizar o consenso com as famílias antes de implementar conteúdos de natureza religiosa.
Segundo a entidade, embora a intenção de promover valores seja reconhecida, a adesão deveria ser voluntária e respeitar a diversidade de crenças existentes entre a população. A associação sugere que o plano integre conselhos de diretores e professores para garantir um ambiente escolar inclusivo.
