Organização secular processa administração Trump por suposta promoção de orações cristãs em agências federais exigindo acesso a registros públicos negados
A administração Trump foi alvo de um processo judicial movido pela organização Americans United for Separation of Church and State. A ação judicial questiona o manejo de registros relacionados a encontros de oração cristã, que teriam sido promovidos por oficiais durante o governo.
A organização entrou com medidas legais contra o Departamento de Defesa e o Departamento do Trabalho dos Estados Unidos. A alegação central é que as agências teriam retido ilegalmente informações públicas referentes a serviços de oração cristã mensais, organizados pelos então Secretários Pete Hegseth e Lori Chavez-DeRemer.
“O papel do governo federal é servir ao público, não fazer proselitismo”, declarou Rachel Laser, presidente e CEO da Americans United. Segundo ela, os secretários teriam abusado de seus cargos e de recursos públicos para impor sua religião a funcionários federais.
A organização argumenta que os encontros violam os princípios de liberdade religiosa e acusa a administração de disseminar desinformação sobre a expressão religiosa no ambiente de trabalho federal. A Americans United sustenta que, mesmo que os cultos fossem apresentados como voluntários, haveria pressão sobre os funcionários para participar a fim de agradar seus superiores.
Pete Hegseth iniciou o “Serviço de Oração e Adoração Cristã do Secretário” no Pentágono em maio de 2025, com reuniões ocorrendo mensalmente desde então. Os encontros eram, em geral, abertos a todo o pessoal do Departamento de Defesa.
Hegseth, que frequenta uma congregação reformada evangélica, já expressou a visão de que o país deveria estar “em oração, de joelhos reconhecendo a providência de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo”.
Inspirada pela iniciativa de Hegseth, Lori Chavez-DeRemer implementou um programa similar no Departamento do Trabalho, com os cultos tendo início em dezembro de 2025. Chavez-DeRemer, que se identifica como católica, afirmou que a nação “provavelmente precisará de um pouco mais de oração”.
