Governadores republicanos renomeiam junho para celebrar valores bíblicos e família

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Governadores republicanos nos EUA substituem celebrações de junho por temas de valores bíblicos e família

Governadores republicanos em diversos estados americanos estão promovendo uma reconfiguração do mês de junho, tradicionalmente associado às celebrações do Orgulho LGBTQ, para destacar o que definem como valores bíblicos e o conceito de família nuclear. Essa iniciativa busca promover mensagens alinhadas com a visão religiosa de seus governos, conforme noticiado pela CBN News.

Em Oklahoma, o governador Kevin Stitt declarou junho como o “Mês da Vida”, enfatizando a dignidade inerente a cada ser humano. A iniciativa busca também proteger a vida desde a concepção, como um passo fundamental para o sustento da família nuclear. Stitt afirmou em suas redes sociais: “Deus é autor de toda vida. Como portadores da imagem, há dignidade e valor inerentes em toda vida humana. É por isso que Oklahoma tem orgulho de declarar junho como Mês da Vida.” A governadoria expressou compromisso em apoiar mães e garantir a proteção dos não nascidos do início ao fim da gestação.

O governador do Tennessee, Bill Lee, rebatizou o mês como “Mês da Família Nuclear“, celebrando a estrutura familiar composta por “um marido, uma esposa e filhos biológicos, adotados ou de acolhimento”. A iniciativa foi ecoada pelo governador de Indiana, Mike Braun, que também declarou o mês como “Mês da Família Nuclear”. Braun ressaltou a importância do papel das famílias na construção do futuro do estado e do país.

Na visão da governadora do Alabama, Kay Ivey, os pais são “a cabeça do lar” e lares liderados por pai e mãe oferecem a estrutura e disciplina necessárias para o sucesso. Em alinhamento com o Dia dos Pais, Ivey celebrou o “Mês das Famílias Fortes”.

Outras propostas incluem o “Mês da Fidelidade” em Utah, Arkansas e outros estados controlados pelo Partido Republicano. Essa iniciativa convida os americanos a se “rededicarem aos valores de fé, família e patriotismo”.

Em 2025, o Departamento de Educação já havia promovido o “Título IX Mês”, defendendo a segurança de estudantes do sexo feminino contra políticas transgênero consideradas prejudiciais, como o uso de banheiros por homens biológicos. Naquele ano, a congressista Mary Miller também criticou o Orgulho Mês e propôs que junho fosse o “Mês da Família”, declarando que os americanos são “inundados com exibições e eventos perversos do Orgulho Mês que denigrem a família nuclear”.

Essas ações de governadores republicanos são vistas por alguns conservadores como uma oportunidade para uma “redefinição cultural”, marcando a rejeição ao Orgulho Mês em favor de valores bíblicos.

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