Apoio ao casamento entre pessoas do mesmo sexo cai para 54%, recuando de pico de 71% há três anos

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Apoio ao casamento entre pessoas do mesmo sexo cai para 54%, recuando de pico de 71% há três anos

O apoio público ao casamento entre pessoas do mesmo sexo nos Estados Unidos registrou uma queda significativa, atingindo 54% em uma pesquisa recente. Este número representa uma diminuição em relação aos níveis recordes observados nos últimos anos.

Uma nova pesquisa conduzida pela Economist/YouGov, divulgada em julho de 2026, coletou respostas de 1.559 adultos americanos. Os resultados indicam que, embora uma maioria continue a apoiar a legalidade do casamento homoafetivo, a tendência é de recuo.

Detalhes da pesquisa Economist/YouGov

De acordo com os dados da Economist/YouGov, 54% dos entrevistados afirmaram que o casamento entre pessoas do mesmo sexo deveria permanecer legal. Por outro lado, 32% se manifestaram contra, e 13% indicaram estar “não tenho certeza”.

Embora 54% ainda representem uma maioria, este percentual é inferior aos resultados de outras pesquisas recentes. Uma pesquisa do Public Religion Research Institute (PRRI) apresentada no início de 2026 apontou que 65% apoiavam o casamento homoafetivo, uma queda em relação ao pico de 69% registrado em 2022 por essa mesma organização.

Comparativo com outras pesquisas e tendências

A pesquisa mais recente do instituto Gallup sobre questões LGBT+, publicada em junho de 2026, também mostrou um cenário de queda. O instituto registrou 65% de apoio ao casamento entre pessoas do mesmo sexo e 32% de oposição. Esse nível de apoio é menor que os recordes de 71% observados em 2022 e 2023.

A Economist/YouGov, em pesquisas anteriores em 2026, já havia registrado índices de apoio mais baixos. Em maio de 2026, o apoio chegou a cair para 51%, com 34% de oposição. Em março, janeiro e dezembro de 2025, o apoio se manteve em 55%.

Perspectivas sobre a queda no apoio

Tony Perkins, presidente do Family Research Council, uma organização conservadora, comentou sobre a diminuição observada nos dados do Gallup. Segundo ele, a promessa inicial de “igualdade no casamento” de que apenas se tratava de permitir que casais do mesmo sexo formalizassem seus relacionamentos e que nada mais mudaria, não se concretizou.

Perkins atribui essa retração a diversos desenvolvimentos culturais. Entre eles, ele cita:

  • Paradas do orgulho em grandes cidades com exibições públicas de nudez e conteúdo sexualmente explícito em presença de famílias e crianças.
  • Pressão de grandes corporações, universidades e organizações esportivas para que funcionários e atletas afirmem uma lista crescente de identidades sexuais.
  • O crescimento da indústria de barrigas de aluguel comercial, que intencionalmente priva crianças de um dos pais ou de ambos.

Ele também aponta os procedimentos de transição de gênero envolvendo menores de idade transidentificados e políticas que permitem a entrada de homens trans em espaços femininos e a competição em esportes femininos como motivos adicionais para a perda de apoio ao casamento homoafetivo.

“Uma vez que o casamento é desvinculado da união complementar entre homem e mulher, torna-se cada vez mais difícil explicar por que mães e pais importam, por que homens e mulheres são diferentes, ou por que as crianças têm direito a ambos.”

A análise sugere que a desvinculação do conceito de casamento da união entre homem e mulher levanta questões sobre a diferenciação de gênero e o papel dos pais na criação dos filhos.

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